2 agosto, 2010

O Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia

Posted in Gênero, Publicidade às 9:54 am por Deborah Sá

Fonte

2 julho, 2009

Ruffles é para punheteiros

Posted in Publicidade tagged , às 11:18 am por Deborah Sá

Como se não bastassem os comerciais de cerveja, as Batatas Ruflles também investem em propagandas ofensivas.

Voz masculina:Vamos ver como funciona a cabeça dos rapazes
Consciência diz: Mulhermulhermulhermulhermulher
Várias imagens de mulheres seminuas aparecem no vídeo.
Voz masculina: A mulher veio da costela então ahããããã nova Ruflles sabor costelinha!

Algumas considerações:

* Garotos punheteiros costumam ter referenciais de “Mulheres Gostosas”, não de moças magras. E no comercial só tem mulheres muito magras. O que reforça também a mensagem transmitida para as garotas: Quer chamar atenção de um garoto da sua idade? Veja a forma que ele pensa, ele busca estas mulheres. Isto é mulher, não o que você é.

* Só há mulheres brancas.

* Como na pornografia, são vendidas em pedaços. Exibem imagens frenéticas de “animação feminina”.  Sim, aquele ambiente que habita o imaginário (comum) masculino, nele a mulher se move em câmera lenta com conotação sexual em atitudes cotidianas. Segundo esta lógica, qualquer movimento efetuado por uma mulher é cuidadosamente calculado para seduzir. Abrir um estojo, fritar um ovo, tirar uma meia…

* É uma generalização ofensiva da forma de pensar dos homens.

* Faz associação entre comer carne e virilidade.

PS: Obrigada pelo link no youtube Manu ^^

PS2: Veja aqui a embagem do produto. Obrigada Marina :D

23 junho, 2009

Vida de Madame

Posted in Consumo, Publicidade tagged , às 4:28 pm por Deborah Sá

(1) O comercial fala do poder de dirigir o carro, mas quem dirige? O homem. Quando ela deseja poder é algo como uma “madame”, o dinheiro não vem dela, o poder de guiar também não. Acho que todos já passaram pela fase de ter de pedir dinheiro para os pais:

– Pai, me dá R$ 10,00?
– [Discurso de como a vida está difícil]…Mas pra que você quer?

Sempre achei um saco ter que pedir dinheiro pra comprar coisas básicas (absorvente por exemplo), ou maiores (como iniciar um curso). Imagina ter que pedir dinheiro pro marido pra comprar desinfetante?

(2) No desejo da mulher “estar por cima” em cadeia hierárquica “mandaria no chofer”. Algo como: “Um dia você limpará minha privada MUAHAHAHHAHA”.
Sério, nunca me senti melhor que uma empregada doméstica. Ao reconhecer os “privilégios” que temos diante dos outros, imediatamente nos damos conta o quanto a desigualdade social é discrepante.

(3) Juro que pensei que a mulher estaria no volante ao decorrer do vídeo.

(4) Ser madame

Pense na figura de “madame”.
Ela deve ser bonita e jovem certo? E se imaginar uma mulher cheia de botox na cara, certamente ela teve um passado “glorioso” de miss ou algo do tipo.
Qual é o poder da madame? É a beleza.

Essa “moeda de troca” entre homem-poderoso/mulher-troféu me assusta. Nós mulheres, não temos referencial de mulheres bem sucedidas, mais velhas e poderosas. Os homens por exemplo estão cheio de exemplos assim, eles podem ser calvos, barrigudos, terem olheiras, cabelos brancos…mas basta um terno e voilà! Temos uma imagem de “poder”. A maioria dos políticos e empresários de sucesso tem características físicas que em mulheres são consideradas dignas de asco.

A mulher só pode alcançar seu ápice, se investir energia física, mental e monetária para alimentar sua imagem construída de bela. Gastam-se muitos cifrões com cremes rejuvenescedores, roupas da moda, cirurgias invasivas e tantos outros procedimentos. Conforme o tempo passa, essa busca frenética pela manutenção da juventude só progride. Ninguém parece conseguir a proeza de segurar a língua nos dentes ao ver uma mulher com poucos frios brancos na cabeça.

Acredita-se que ao chamar uma mulher de Sra. é lembrá-la que sua chama de vida (e utilidade) se esvai em cada ruga. E chamar um homem de Sr. é sinal de respeito e autoridade, como se cada ruga da em sua mão de veias saltadas fosse batida contra a mesa bradando:
– Tô vivo porra! E tragam as gatinhas que meu pinto ainda sobe!

PS: Vi este comercial na TV, mas foi ao ler o post da Lola que me inspirei.