28 dezembro, 2013

Na concepção bancária de amor

Posted in Afetos às 1:09 am por Deborah Sá

Meu amor não vale o real. Ou centavo, ou dezena, ou centena de milhar. Não vira cifrão. Por princípio, encaixa macio nos corpos, nas orelhas, nos dedos passeando. Repousa nos bolsos tão somente se abrigam fotografias e versos. Cabe em beijos, massagens, peito feito travesseiro, dentes mordiscando, ombro amigo. Tudo onde repousar, cabe. Tudo onde botar semente, cresce. Não faz sentido perguntar quem amo mais, quem amo menos. Coração não é cofre e amor não é dinheiro embaixo do colchão. Afetos germinam e florescem o ano inteiro, mal não há em distribuir ramalhetes.

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