25 novembro, 2013

Troublemaker

Posted in Egotrip às 1:18 pm por Deborah Sá

Outro tempo. Outra forma de levantar, de sentar, de respirar, de cuidar de si. Outra forma de sentir a ansiedade. Outra forma de distribuir o peso. Outra forma de se perdoar. Outra forma de doação. Eu, outra. Eu discordo. Eu sou a antítese. Para que haja síntese. Para que haja tese. Para que nunca pare. Para que aja o incompleto sem preenchimento. O vazio. Naive. É uma das palavras em inglês que mais gosto, faz o som de navegar. Ela alonga o pescoço, empina o queixo. Ingenuidade, um pedaço de desconhecimento e fé no que virá sem precisão. Eu não busco a verdade, eu busco potência. Não esquentava banco de escola, por isso saí. Não esquentava banco de igreja, por isso. Não esquentava escritórios. Saí. Eu leio, eu devoro, eu conjugo, eu escrevo. Movendo de lugar em lugar. Eu largo. Eu não esquento. Minhas mãos, meus pés, meus quadris, arrefecem sem o calor do outro. Julgava ser espécie de repelente, ser gelada, ser das extremidades. Mas é frescor da mudança, novos ares. O cabelo muda nas próprias mãos e tesouras cegas. E vou. E vamos. E se vir, será, bem vindo.

1 Comentário

  1. Foyo said,

    As vezes penso que pessoas “encrenqueiras” são apenas aquelas que se questionam sempre e as demais não podendo acompanhar botam um nome feio nelas.

    Apesar que pensando bem… acho a palavra bonitinha….feio é o preconceito e a preguiça de entender o outro.


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