15 julho, 2013

Dia do homem

Posted in Corpo, Gênero tagged às 1:20 pm por Deborah Sá

Se acha justo comemorar um dia desse não indicaria uma enxurrada de leituras teóricas, essas, embora úteis, ficam a seu critério. Para além disso, recomendaria uma boa dose de empatia e sensibilidade, pois se todo mundo tem suas dores, igualmente tem seus privilégios, facilitadores sociais dos mais diversos. Portas que se abrem mais facilmente seja pelo que você tem na carteira, sua cor de pele, porque não precisa provar mais intensamente que é “homem/mulher” “de verdade”, porque as pessoas não te consideram uma aberração por sua forma de amar, sentir, se expressar, vestir, gesticular. Você não é melhor do que alguém por ter estudado em colégios “melhores”, frequentado restaurantes caros, saber mais que o idioma materno, fazer cálculos difíceis, ser bom em oratória ou escrita, ter olhos azuis, pela espessura de seus cabelos, por sua genitália, então, em nome do reconhecimento de sua humanidade (isso é, suas virtudes, seus percalços, seus entraves ou facilitadores), deixe uma data como essa cair no ostracismo.

1 Comentário

  1. Fabi said,

    Deborah, é isso mesmo.
    O dia do homem (mesmo) foi 14 de Julho (de 1789). Nesse dia, nasceu o estado moderno burguês e patriarcal, que já começou não fazendo constar da sua Declaração de Direitos que as Mulheres também são Humanas e têm direito à Cidadania Ativa. Nesse dia, afirmou-se a soberania do homem e a sua força.
    Comemorar essa data (ou o dia seguinte) é só mais uma vitória do machismo. Então, aviso aos navegantes desinformados: nada tem a ver com igualdade. Abs.


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