15 agosto, 2012

Femen Brasil

Posted in Corpo, Gênero, Só falam nisso tagged às 2:30 pm por Deborah Sá


Para início de conversa, não tenho problema com nudez. É uma ótima forma de alimentar o amor-próprio e nem sempre há de se ter um caráter político, subversivo, chocante, a nudez pode ser plácida e descompromissada, como alguém que toma sol na varanda ou saltita pelado pelo corredor da casa. Minha prática nudista (pois é, adoro ficar pelada) tem muito mais a ver com conforto do que qualquer outra coisa. Não tiro a roupa porque quero ser agredida e despertar raiva, tiro a roupa porque gosto da sensação e os corpos são para si e para ser. Aprecio a coroa na cabeça das Femen (tenho uma tatuada no peito com um propósito não-feminista). Portanto minha oposição não tem a ver com o fato delas usarem a nudez, flores  ou serem bonitas.  Sempre há risco de uma ativista ser mau interpretada, com ou sem roupa.

Divergências: O rito de iniciação, a pré-seleção das candidatas, o alistamento, a idéia de se militarizar¹, Soldadinhos de Jesus, Soldadinhos do Capitalismo² agora aparecem as Soldadas do Neo-Feminismo?  Um dos valores que mais aprecio é autonomia e se essa depende de apadrinhamento, não me apraz. É saudável aprender com os outros, se inspirar em alguém para construir algo, mas a partir daí supor que é preciso hierarquizar ao transmitir conhecimento é presumir que a ação não se constrói coletivamente, vira reprodução de uma fórmula fechada.
Se apartar: “Você tem que abraçar essa idéia sabendo que pode perder amigos, família…” não me parece nada agradável demarcar essa diferença nas relações pessoais, a renúncia. Outra premissa para militar no Femen é ter peitos, não qualquer peito, mas peitos “de mulher” grandes o suficientes para fazerem o formato circular, símbolo do grupo. Seriam aceitos homens com peitos (siliconados, ou não)? Mulheres magras sem volume suficiente? Por que fugir da palavra “feminista”? Prezo por certas radicalizações, ser feminista, ser de esquerda, não deveria ser indecoroso, tornou-se uma necessidade em tempos onde a direita aparece descolada no programa do Bial enquanto os ícones da esquerda permanecem na academia. A meritocracia é uma das características do Feminismo burocrático onde existem pré-requisitos para ser promovido.

No meu entendimento as ativistas do Femen não são “inimigas”, elas só escolheram outros métodos para lutar contra coisas que também julgo importante defender, como o direito ao parto natural em casa, contra o turismo sexual e o machismo. Porém, me oponho fortemente a militarização implícita. Se você tem algum pensamento que destoa da maioria, esperarão uma boa explicação que o  justifique (a normalidade não precisa de motivo além de “é o que todo mundo faz”). Existem várias formas de divulgar uma causa, uma delas é “sê o exemplo” onde por via de um bom testemunho desperta-se a curiosidade alheia pela postura diferenciada, também dá para panfletar, colar cartazes e lambes, usar um megafone… O Femen acredita que em comparação com todas as tentativas anteriores o que trará mais visibilidade é tirar a roupa. Se isso será eficiente só o tempo dirá e para ser honesta, não acho que isso desgasta ou suja a imagem do feminismo. Isso é superestimar o Femen e subestimar a luta feminista construída por gerações, a história não funciona assim, do dia pra noite “puf”, uma ideologia é substituída por outra, as releituras e readaptações felizmente são imprevisíveis e incontroláveis. Não é preciso tanto afobamento. As pedras no sapato do feminismo permanecem as mesmas: O machismo, a ignorância, a misoginia, o patriarcado.

Discordo de quem diz que o Femen Brasil representa uma vertente “feliz” do Feminismo convencional, ao contrário, me parecem sérias e compenetradas (se preparam psicologicamente para apanhar de policiais, serem xingadas nas vias públicas e o rachaço social). Não compactuo com os métodos do Femen pelo fato de tudo que me parece rijo demais causa estranheza, e de bruto, basta o que rodeia,  dá pra lutar sem abrir mão do sorriso. E não quero entrar nas farpas de qual vertente feminista é mais “durona”. Curioso esse tempo onde escapar um prazer é sinônimo de sucumbir.

¹ Em momentos de tensão e ruptura, a barbárie costuma imperar com poucas alternativas diplomáticas. Reconheço que centenas de pessoas, principalmente negras e pobres morrem na periferia de SP e em tantos outros lugares por aparato bélico. Nas argumentações acima me refiro a um registro de mínima estabilidade democrática, onde as pessoas possam vivenciar um evento “pós-traumático” e superar, ao contrário de um lugar onde esse “pós” simplesmente não existe e a agressão intensa é recorrente, em exemplo, as experimentadas por mulheres no Congo.

² Funcionários que trabalham  e choram escondido pelo esporro do patrão premiados pela competitividade e o lamber de botas. É uma das coisas que mais me enojam no ambiente corporativo (e programas do tipo “O Aprendiz”): Pelo prestígio de manter uma profissão metem-se em roupas desconfortáveis, aguentam sorrisos falsos e tapinhas nas costas, cumprem metas e simulam personagens que não são.

26 Comentários

  1. Fernando Salvaterra said,

    a preocupação com o Femen BraZil (é, com z) só que aumenta mesmo. Há boatos de que o femen é de direita nacional socialista, assim como a “sara winter”, que “abriu a franquia” aqui. Dá uma olhada nos posts no perfil da Cynthia e nos comentários:

    • Deborah Sá said,

      Fernando,

      Eu já fui cristã e tive idéias retrógradas, mas o tempo passou e mudei de idéia. Não dá pra ter nada além de especulações até o momento, prefiro esperar a própria Sara Winter se manifestar.

      • Fernando Salvaterra said,

        sim, vc está certa. todos já mudamos muito de ideias. eu mesmo já fui machista (sem querer dizer que agora não sou mais machista, pois aprendi que há um degradê enorme nessas questões e vc se descobre mais ou menos coisas com o passar do tempo).

        minha intenção foi compartilhar contigo as especulações e, claro, as informações que estão circulando a respeito do femen e da sara winter para alimentar suas próprias opiniões e especulações, que vc desenvolveu muito bem no post acima e no twitter.

        mas a coisa é clara. se o femen tem mesmo uma agenda obscura e fascistóide, eles vão tergiversar. se fôssemos esperar uma declaração oficial do patriarcado, ele se diria ser tudo, menos machista.
        abraços

      • Deborah Sá said,

        Fernando,
        Se o Femen tem uma agenda obscura espero que isso seja divulgado, no entanto não é o que sinto das críticas, querem é falar que sentem raiva da Sara porque tem um rostinho bonito, porque é fútil, não sabe se posicionar frente as câmeras, os argumentos teóricos são inconsistentes, sujando o nome do Feminismo, só falta falarem que ela é um dos cavaleiros do apocalipse feminista… Nem toda militante precisa de traquejo, ser doutorada, articulada e o escambau, imagino que ela fique tensa com tanta pressão, tanta cobrança e responsabilidade. Essa cobrança intensa me fez tímida no começo das buscas sobre feminismos, algumas moças parecem tão seguras e articuladas que dá medo de abrir a boca e falar besteira, é academicizar o feminismo. Porém, ela não fala que é feminista, a mídia que está a chamando de líder da nova onda no Brasil, está construindo de uma forma muito rápida o que quer que seja o Femen (um movimento? Uma associação? ), tenho críticas sobre o método empregado pelo Femen, mas isso não significa queimar a reputação da Sara da forma que tem sido feita. Todo esse rebuliço aconteceu porque ela mostrou os peitos e ganhou a mídia (mídia que quer vender com imagens chocantes), se estivesse on-line comentando no blog da Lola “dando umas bolas fora” não teria tanta patrulha, é como alguém que está nos primeiros passos de algo recebendo um monte de flash na cara, sensacionalistas dando risada, os “tr00 das antiga” falando que traiu o movimento, acusações de todo lado e sujeitos que aproveitam esse momento pra (desculpe a expressão especista) chutar cachorro morto.
        Na primeira nota que ela escreveu em resposta, disse que passou por violência física, moral e até se prostituiu, foi o que mudou sua cabeça e eu não costumo menosprezar o sofrimento de ninguém, me chateia que o movimento feminista que deveria ser um ambiente de amparo, escuta e desenvolvimento está jogando pedras em alguém que já é hostilizado pelo senso-comum, motivo de piada na mídia e desrespeitada onde quer que vá.

      • Fernando Salvaterra said,

        Fui infeliz no meu comentário “se o Femen tem uma agenda obscura”, desculpe. Tudo, agora, parece mesmo um mar de desencontros.

        Vi ontem a nota dela. Particularmente me pareceu mesmo o caso dela ter mudado completamente suas ideologias (que continuam confusas) e ter sido extramente descuidada ao não deletar tanta coisa comprometedora. Não que ela devesse esconder o passado, mas foi ruim deixar tanta informação conflitante sobre si online no momento em que ela teve tanta visibilidade sem que ninguém a conhecesse e fosse tomada como exemplo de feminista para tanta gente ainda mais verde nessas questões. Espero que tudo se resolva logo. Mas é como vc disse: se ela estivesse, crua do jeito que está, aprendendo online e fazendo tantas gafes apenas em redes sociais ao invés de ter sido, propositadamente ou não, alceada como amostragem oficial das ativistas, teriam outra postura com ela. O que eu acho muito natural.

        Vou me abster de opinar depois deste meu comentário. Não tenho experiência suficiente pra contribuir.

  2. Geleiras said,

    adorei seu post
    muito bom
    mas considero o femen como mais uma forma de mistificar o corpo feminino
    e sinceramente fiquei chocado com a questão de critérios para entrar… vou dar uma lida melhor nisso

  3. Geleiras said,

    sobre essa charge, queria saber sua opinião sobre isso
    ainda acho infeliz essa comparação pelo fato de que ambos possuem contextos diferentes.
    geralmente ao expor minha opinião, o normal é ser xingado, apenas.

    outra charge no contexto
    aqui a discussão

  4. Respeito qualquer um que resolva lutar por algo que acredita; respeito, inclusive, que as pessoas tenham autonomia para decidir como lutarão essas lutas, já que serão elas quem arcarão com os custos disso. Se eu concordo com a Femen e seu modo de agir? Em alguns casos, não; especialmente quando impõe uma série de regras sobre como e o quê fazer, e quando sinto cheiro de ‘militarização’, já que isso seria violentar a autonomia de cada ser humano (seria como trocar uns grilhões por outros). Todavia, enquanto as ações delas não cercearem outros grupos, nada terei do que reclamar. Infelizmente, porém, os mesmos grupos que criticam-na também estão, de certa forma, tentando impor o que eles acham ser o correto. Devo advertir que esse meu comentário pode estar incorreto, já que baseado no pouco (muito pouco MESMO) que tenho lido sobre esse grupo. Posso dizer que trata-se de achometria pura :) se tiver dito muita besteira, desculpe.

    • Deborah Sá said,

      Concordo com você, Fátima ;)

  5. Joseph said,

    Interessante sua postura, Deborah.
    De qualquer forma, entendo que o movimento tem contribuído com a publicitação de causas justas, o que justifica a empatia, ainda que com alguns desacordos sejam possíveis (como tudo na vida).
    Aliás, seu blog pareceu interessante. Vou olhá-lo com atenção.

    • Deborah Sá said,

      Obrigada Joseph,

      Seja bem vindo :)

  6. Natália said,

    Bom, discordo da FEMEN, ela parece querer capitalizar o feminismo, abrindo franquias, elegendo líderes e impondo requisitos para participar…além de ser também militarista. A Sara Winter é skin e já namorou nazista, então significa.

    Pode me chamar de paranóica, mas a mídia nunca deu tanto ibope pra ativistas, acho q é a mídia que está patrocinando esse grupo.

    Parece uma tentativa estratégica de desviar o foco do ativismo feminista latu sensu, tipo provocar intrigas, cisões…pra depois ficar implícito que é mais choque de egos e atenções do que luta por direitos.

    O ‘ativismo’ delas é mitigado…restringe-se à ‘tirar a roupa’ não que eu me incomode com isso, ou ache errado, até acho que FAZ PARTE de uma manifestação, protesto. Mas como você lembrou, tirar a roupa tem muitos significados e o ativismo não é só isso.

    • Deborah Sá said,

      O Femen pode querer capitalizar o feminismo, mas os bottons, camisetas, chaveiros e bolsas de coletivos feministas também cumprem a mesma função. Vá em qualquer manifestação feminista tradicional e veja um monte de camisetinhas roxas dos coletivos. É um dos modos de divulgar a causa.

      Longe de mim achar que feminismo é água de batismo que entramos de um lado e saímos do outro purificados, mas não é porque alguém comete um erro no passado que deverá carregar para todo sempre uma marca, um estigma, as pessoas mudam.

      A mídia gosta de fotografar o Femen porque sexo vende e entre mostrar feministas de roupa ou sem, qual venderá mais? Receber mais cliques? Esse é um erro estratégico delas que já sabem que serão mal interpretadas? Assim como é um erro estratégico gay “dar pinta”? Essa história de “o mundo é preconceituoso e se você se expõe é porque sabe e quer sofrer com isso”, é muito similar ao discurso que defende que lugar de ponto fora da curva é dentro do armário. Para a mídia seria ótimo que ela sofresse um acidente, ficasse depressiva tomando remédios ou ainda tentasse se matar, a mídia quer sangue, sexo e poder. É o que vende.

      A Sara disse que fará uma Twitcam tirando dúvidas na sexta feira, pra quem está disposto, vai fundo. Pessoalmente não curto deixar no banco dos réus, enquanto perdemos mais tempo com acusações umas contra as outras o patriarcado tá aí sambando e achando graça. No meu entendimento a Sara está mais para “jogada no olho do furacão” de comentários maldosos, “perdida”, do que “ardilosa e manipuladora”.

      Tem quem diga que é uma estratégia pra rachar o movimento feminista, mas na minha percepção é algo feito de “panelinhas” faz é tempo, idem movimento estudantil. Já que elas conseguem espaço na mídia e nós não, bora produzir zine, escrever no blog, panfletar, fazer manifestações, bora continuar a luta!

      • Natália said,

        Olhe, refletirei sobre o que li agora, mas lembre q o FEMEN não está fazendo o que faz, vendendo quadros pintados por peitos, por exemplo (especialmente pelo preço), ‘pra divulgar a causa’. Bem longe disso até. Ao q parece continua com idéias skins, isso não é passado. E o lance de ‘militarizar’ a coisa toda continua. Continuarei acompanhando o ‘desenrolar’ da FEMEN, mas por ora o banco dos réus é merecido, ao meu ver.

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  9. Carla said,

    “em tempos onde a direita aparece descolada no programa do Bial enquanto os ícones da esquerda permanecem na academia. ” hahaha muito bom! esse post já me dá ideias pra uma carta pra vc. estou esperando a minha chegar aí!

    • Deborah Sá said,

      ;)

  10. […] bastante pertinentes os comentários da Deborah Sá sobre os métodos de recrutamento do Femen Br, bastante verticalizados, criando “soldadas do […]

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  12. Lunna said,

    Eu cheguei agora nessa “onda” neofemenista. Sou completamente ignorante do assunto. Mas uma coisa sobre a Femen me chamou a atenção. Eu uma vez li em algum lugar sobre ativistas serem presas e foi aquele na Ucrânia. E depois disso fui seguindo o assunto. Li muitos artigos sobre Femen, assisti videos etc, até que soube ontem no Programa do Jô que havia o Femen Brazil e logo parei pra assistir.

    Não conhecia a Sara Winter, e fiquei encantada com tudo. Então passei praticamente 24 horas lendo sobre o assunto, assistindo vídeos no youtube, vi as entrevistas dela no programa da Gabi, no Gentilli, etc.

    Enfim, a impressão que me causou tudo isso é que elas de certa forma estão sim chamando a atenção das pessoas sobre o tema.

    Mostrar os seios, ser bonita, é sim uma tática diferente de chamar a atenção e funcionou e está funcionando bem pelo que tenho visto.

    Mas não consigo sinceramente entender pq tantos ataques voltados contra ela. Por isso estou pesquisando mais sobre o assunto, pq como já expliquei lá em cima, sou completamente ignorante no tema.

    E confesso pra vcs, me impressionou sim ver meninas lindas colocando o corpo alí à mostra, gritando na cara da polícia, e fazendo tudo aquilo por algo que elas acreditam, pq se quisessem dinheiro ou fosse apenas pra aparecer como tenho lido por ái, já teriam largado tudo por propostas de posar nua e por aí vai.

    E uma coisa eu não tenho entendido tb no que tenho lido, esse negócio de feminismo direita e esquerda.

    Espero que essa confusão se resolva e todas juntas possamos nos unir.

    Peço desculpas se não consegui me expressar muito bem.

  13. Lunna said,

    E outra coisa, parece bobo o que vou dizer, mas quando li sobre “militarização” a primeira coisa que me veio à mente foram elas, as amazonas da antiguidade. rs

    • Deborah Sá said,

      Olá, Lunna,

      Como vai?

      Para entender melhor as idéias do feminismo, recomendo que leia esse F.A.Q aqui. Lá coloquei vários links que podem te ajudar.

      Embora as idéias se aproximem em muitos aspectos, cada corrente feminista defende certos posicionamentos. Não tenho raiva da Sara ou do Femen, simplesmente não me representam. E veja bem, não acho que todo grupo feminista tem que me representar obrigatoriamente, mas porque o Femen não me representa?:

      Tem de ter pré-requisito(s), processo seletivo. Um desses pré-requisitos é ter peito “em formato de bola”, nem toda mulher tem peitos nesse formato, bem como nem toda mulher tem o biotipo branco e eurocêntrico tão valorizado pelo Femen. Somos fortes em grupo? Certamente. Mas de forma organizada e com força política, seis moças gritando na cara de policiais não me parece o modo mais acertado pra alcançar este fim. Além disso, ser feminista não é fazer voto de abnegação social, não é sacerdócio. Para ser feminista você não tem que cortar laços com seus familiares, abrir mão de seus amores, de sentir prazer, de usar ou não usar batom, de se depilar ou não, é o direito sobre os corpos, pela autonomia. Fugir dos binarismos de gênero (masculino X feminino), ter liberdade.

      Não conheço nenhum grupo feminista que seja de direita. Sei que de modo geral as pessoas fazem uma idéia de feminismo como um movimento raivoso e amargurado, mas não passa de um estereótipo, peço por favor que leia esse texto

      Um abraço e seja bem vinda.

  14. Adorei seu blog Débora, um dos melhores blogs que eu já vi. parabéns


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