2 novembro, 2011

O Veganismo precisa de gente como você?

Posted in Animais tagged às 9:26 pm por Deborah Sá

É notável a recente onda de ataques a Vegetarianos e suas práticas, sobretudo de Onívoros que por acreditarem serem o alvo perfeito para o recrutamento, fazem uma série de exigências ao camarim. Como se o Veganismo fosse uma banda a brilhar no palco em busca de novos talentos, mas não satisfeito, esse “convocado” põe-se a desmoralizar ativistas que se esforçam em prol dessa causa. Sei que pode ser duro para alguns onívoros ouvir isso caindo como uma bigorna em suas cabeças, mas serei direta: Nós não precisamos de você, sequer somos astros, líderes espirituais ou qualquer outra qualidade apresentada ao som de fogos de artifício.

Portanto, nós não precisamos adequar nosso discurso para sermos mais agradáveis, se você tem preguiça de lavar rúcula ou acha oneroso refogar uma abobrinha, não interessa. Há uma forte tendência e maior abertura na atualidade sobre Direito Animal e alimentação Vegetariana, contudo, estamos em esmagadora minoria (menor que qualquer movimento pró-direitos humanos). Se no Brasil há esse tímido espaço não significa que urgentemente devemos tratar com decoro qualquer um que se acha precioso demais para ser ignorado por “conversores”. Talvez resida aí um dos primeiros mitos sobre Vegetarianos que necessita o quanto antes de adequado descarte, nem todos nós queremos “conversão” a todo custo. Invariavelmente muitos confundem essa Filosofia e Ativismo com religião, para tanto, pretendo esclarecer o abismo que separa essas motivações e a quem realmente buscamos atingir, ou em vocabulário mais adequado a metáfora, oferecer “salvação”. Sob a ótica cristã (ortodoxa), a evangelização leva a redenção a cada uma das almas cujas ações, se boas, levarão ao júbilo eterno e se más, ao enxofre e ranger de dentes. É dado o livre arbítrio, embora o discernimento ofereça uma prévia das conseqüências pós-morte. Mesmo quando uma criança não é fruto de genitores cristãos há uma série de referências teológicas ao redor, o calendário, feriados, Natal, em sátira ou levado a sério, também há espaço em emissoras de TV, jornais, revistas. É muito fácil encontrar igrejas a poucas quadras de qualquer domicílio, se necessário for, os missionários “vão até Maomé”.

No Veganismo, a eternidade e outras dimensões não estão em jogo, não sendo necessária muita perspicácia para notar que beira o surreal equiparar a oferta de informação em ambos os casos. Após difundida a informação sobre Veganismo sobra o livre arbítrio, mas, o que ocorre se um onívoro optar por continuar seus hábitos usuais? Morrerá? Será assombrado por fantasmas no rolete? Pagará multa? Entrará para o contrabando de queijo coalho para burlar a segurança nacional? Em verdade, sua vida permanecerá idêntica e no consenso geral não há nada nesse ato que salte os olhos. E o que implica essa “escolha”? Ao comer uma fatia de pizza coberta de queijo não se condena a alma de outros ao inferno, mas se encerra prematuramente (se comparada fora do confinamento) a vida de uma vaca que foi concebida com esse propósito, alimentar uma indústria, alimentar um patrão e por último, alimentar um humano.

Fazendo-me explícita, o foco não é pensar na sua alma e na sua eternidade, o propósito são outros sujeitos afetados nessa escolha, é a privação, segregação, dor, abuso e morte de alguém incapaz de requerer alforria. São integrantes de uma realidade extremamente concreta, os que perambulam em jaulas pequenas num retrato de desordem psíquica sem qualquer alento. Mas, se não há lucro nessa conduta moral, porque alguém se dispõe a reexaminar uma série de condutas perfeitamente justificadas em seu tempo?

Segundo Comte, “a Moral consiste em fazer prevalecer os instintos simpáticos sobre os impulsos egoístas”. É o genuíno altruísmo que por si só não precisa de embasamento, esse impulso empático inerente em alguma medida a cada um de nós, é o que nos faz tomar as decisões justas mesmo que não acarrete benefício próprio. A ética por sua vez é a justificativa teórica para essas medidas, se o assassinato é punido perante a lei, antes foi regulamentado por bases éticas sendo socialmente “errado” em sua moralidade e através da ética é permitido ao acusado a chance de defesa. Conforme a percepção dos indivíduos e seu recorte histórico, as bases morais adquirem multifacetadas interpretações. Por exemplo, embora seja esperado ver em uma calçada de grande movimentação os transeuntes saborearem pedaços de porco envoltos no pão, a comoção seria outra se o vendedor agisse dessa forma:

Minha mãe quando garota, não gostava de presenciar minha avó degolando galinhas ou codornas na sua frente, meu avô paterno era um jardineiro que caçava nas horas vagas, desses que matam uma cobra ou um macaco, levam para casa, limpam, temperam, cozinham e comem com gosto. Para essa geração é um ritual que faz parte de suas vivências, algumas pessoas mais velhas contam que no início relutaram e por fim se acostumaram, como se arrancar o último pio de uma ave, causasse o mesmo impacto de escutar o estalo de pilhas que saltam de um controle remoto forçados diante da impaciência. A maioria das pessoas da minha geração não teria coragem de abater um porco sem remorso e não raro, os que hoje acham essa atitude “uma tremenda bobagem” (em média quase duas décadas mais velhos) são os mesmos que dizem “Pra mim, depressão é curada na pancada, apanhei muito e nem por isso fiquei louco”.

Uma contestação presente em muitos argumentos anti-vegetarianos é de que a empatia com não humanos é descabida por ser demasiadamente pessoal e de um sentimentalismo pueril, por exemplo, o termo estupro não poderia se aplicar se alguém o fizer com uma vaca, tortura, cárcere, nada disso faz sentido quando o afetado é desprovido de atributos humanos (e não há dúvidas que o conceito de humanidade foi modificado através do tempo). Em uma cena do clássico “Planeta dos Macacos” de 1968 um humano é levado a júri:

– Prezados juízes, meu caso é simples. Baseia-se em nosso primeiro artigo da fé. De que o Poderoso criou o macaco á sua imagem, que lhe deu alma e mente. Que os diferenciou dos animais da selva e o fez senhor do planeta (…) O objetivo apropriado de estudo do macaco é o próprio macaco. Mas alguns jovens cínicos optaram por estudar o homem (…) O Estado acusa Dra. Zira e um cirurgião corrupto chamado Galen de fazer experiências com este animal, modificando-lhe o cérebro e a garganta, criando um monstro que fala. (…) Isso raciocina? Com a permissão do Tribunal, exporei essa farsa com um exame direto. (…) Diga, Olhos Brilhantes [nome do humano], qual é o segundo artigo da fé?

– Não conheço sua cultura, admito.

– É claro que não conhece nossa cultura, ele é incapaz de pensar!

– Por que todos os macacos foram criados iguais?

– Alguns macacos são mais iguais que outros.

Naturalmente por não possuir tais respostas é taxado de aberração bestial, anomalia e injúria ao criador.  Pois bem, deveríamos abdicar de descrever qualquer situação que envolva membros de outra espécie? ”Vi um cão que roçava na grama em um dia de sol, ele estava muito feliz” ou “O homem chutou o gato”, são frases que não fazem sentido se o olhar especista for grande o suficiente para encarar animais como que em uma fábula na qual por mágica um objeto trivial ganha vida: Um cofrinho tragicamente encontra o martelo para esfacelar seu gesso. Triste no contexto, todavia, só um punhado de pó branco que pode ser escondido embaixo do tapete,  no eufemismo, termos como solidão, canibalismo, alienação, relutância, corte, morte, sangue, desmembramento e decomposição são enfeitados com folhas de alface ou uvas de plástico na tentativa de alguma leveza ás vitrines de um açougue. Não é algo bonito de se ver. Se fosse de sua responsabilidade definir, qual seria a faixa etária permitida para assistir as filmagens de um abate?

Crianças não são inconscientes do ambiente que estão inseridas, a mídia expôs imagens de Kadafi ensangüentado e certamente crianças de variadas idades tiveram acesso a isso. Por volta dos onze anos (quando não antes), elas já sabem o que significa seqüestro, tortura e outros termos oriundos da violência. Quando estarão prontas para ver como é feita a sangria de um boi?  Sejamos honestos, nem a maioria dos adultos tem estômago para tanto.

O Veganismo deve ser construído por quem se importa com os animais, bem verdade que a maioria de nós na infância já experimentou o que é se preocupar além de nossos semelhantes, pedindo para levar um cão para casa, enfrentando os adultos ou mais velhos se necessário. As formas de preconceito e ódio são aprendidas, a mão que puxa para afastar infantes de novas amizades é a mesma que aos gritos manda se afastarem do vira-lata pedindo atenção. Se nada disso lhe desperta comoção, caro leitor, acredite, não fará falta. Felizmente em maioria estão aqueles que desejam mudar, embora não se sintam prontos ou não saibam por onde começar. Pedimos respeito, não por nós mesmos, mas pelos que estão em seu garfo sem um minuto de silêncio.

14 Comentários

  1. Maravilhoso, Deborah!
    Sua experiência com o cristianismo te dá analogias perfeitas pra explicar muitas dessas “patologias sociais” do mundo de hoje, sendo uma cultura que é introjetada na mente de praticamente todos que crescem nesse canto do mundo. E adorei a colocação do “Planeta dos Macacos” que é um filme que eu adoro e acho essa cena perfeita pra explicar como é absurda nossa teimosia em nivelar todos os demais pela nossa vivência, em aplicarmos conceito humanos aos animais, como diz naquela frase (que tod# vegan conhece de cor) “eles existem por suas próprias razões”. Acho perigoso dizer que não precisamos dizer que não precisamos de gente “assim”, os animais precisam da atitude de todos, mas como você disse, não seremos nós que nos adaptaremos a disponibilidade de coerência/ética/vontade dos não-veggies. Escreva sempre sempre =*

    • Deborah Sá said,

      Bruno,

      Muito obrigada =)
      Também adoro Planeta dos Macacos ;)

      Noto insegurança em muitos vegetarian@s/vegan@s, uma tentativa de amenizar o próprio discurso por realmente não ser muito “fácil de engolir”, como se precisássemos pedir desculpa para dizer que um pedaço de carne crua e sangrando desperta nojo, que não é só tradição e cultura mas uma morte cruel e desnecessária, um capricho na maioria dos casos, em especial nos grandes centros urbanos. E esse desconforto existe pela ruptura perversa entre a imagem que fazemos de um nugget em formato de estrelinha e uma galinha com o bico queimado para não praticar canibalismo. A maioria das pessoas sente mal-estar ao ver essas imagens e perderia a fome de ver o processo e comer o animal depois.

      Por isso sou otimista, embora seja um hábito que exija reflexão (a pessoa tem de rever sua relação com confraternizações em geral, só pra ficar em um exemplo básico), a maioria simpatiza, mas não sabe bem se conseguirá ou por onde começar. Depois de assumida a postura é inevitável não dizer “Nossa, eu jurava que seria mais difícil!”, porque não é assim tão complicado, desgastam mais os sermões e piadinhas que nos passam do que propriamente alinhar o desejo de mudança com a prática.

      E sobre “não precisar” de gente que bate o pé dizendo “Mas você ainda não me convenceu!”: Essa pessoa não entendeu/entende que a questão aqui não é convencer ninguém, não é colocar uma galinha pra dormir com ela, na verdade a questão nem é esse sujeito que reclama, é a liberdade de alguém de outra espécie confinado para ela beber Toddy. Sei que é impossível concordância geral e conforme uma onda igualitária avança inevitavelmente outra conservadora puxa para outro lado, sei que vivemos em um país de preconceitos velados, mas um sujeito que bate em uma mulher segundo a moralidade comum é um covarde de marca maior. Acontece? Claro, todos os dias, mas não é algo que a maioria ache honroso. Ainda, é importante que nos reste algum amor-próprio, se um indivíduo declaradamente machista tem a postura irredutível ofendendo mulheres, a última coisa que as feministas devem fazer é chamar o cara para tomar um suco e pedir perdão por serem ofensivas de algum modo. Porque devemos esconder o que julgamos justo no armário?

      Um abraço ;)

      • Tania Nobre de Oliveira said,

        Deborah, este texto é maravilhoso.Forte e bom. Todavia notei que você usou a palavra “nojo” . Muitos vegetarianos sentem nojo da carne. Nojo devemos ter é da mão que aprisiona, da que fere, da que mata. Pela carne, pelo defundo, deve-se sentir respeito.
        Beijos e continue sendo linda assim.

      • Deborah Sá said,

        Obrigada, Tânia ;)

        Entendo o que quis dizer, mas é um pouco automático para alguns desenvolver nojo de carne, claro que não é uma regra, mas em alguns casos isso se desenvolve ;)

        Um abraço

  2. Olívia said,

    Certo, bom texto, mas não preciso concordar completamente. Vir aqui, dizer que é um texto incrivel e que está absolutamente certa, aos meus olhos, seria de enorme hipocrisia e não viemos a este mundo para agradar, então espero que receba meu comentário com bons olhos.

    É muito vago a ideia do vegetarianosmo, parece que são só “pessoas que não comem carne” e pouco se fala no proquê de não comerem carne, “pena dos animais inocentes” não cola, aprisionamos a própria espécie, por que não capitalizar as demais?

    Não sou contra come carner, faz parte sim da nossa sobrevivência, animais comem uns aos outros, é a cadeia alimentar. A questão é que em algum momento perdemos nossas “características animais” e nos tornamos “seres humanos”, sinceramente ainda acho surpreendente que ainda não sejamos só seres humanos e não mais animais, ideologicamente já o somos, digo cientificamente.

    Nos achamos tão superiores e capazes que ignoramos o sofrimento de outras espécies que possuem igual direito à vida.

    O que estou tentando dizer é que não discordo que devamos comer carne, que nos tornemos todos vegetarianos, mas a forma como a carne é produzida, consumida e disperdiçada, como se tudo estivesse aqui para nos servir. Consegui ser relativamente clara no que pretendia dizer?

    • Deborah Sá said,

      Olívia,

      Certamente não é obrigada a concordar, aliás, seria inútil se o Veganismo valesse apenas pelo número de adeptos, o ideal é abrir campo para o debate e compartilhar informação, como cada um@ reagirá é outra história.
      Sobre a primeira impressão ser “só” “pena dos bichinhos”, é importante lembrar que a maioria das interpretações sobre grupos que se organizam são rasas e recheadas de estereótipos, vamos usar, por exemplo, o Feminismo, se irmos pelo senso comum “é um bando de mal amada, feia, frígida, que odeia homens e quer destruí-los” certo? Mas quantas são as pessoas que saem por aí repetindo impropérios sem conhecer uma única feminista de carne osso, sequer lendo um livro sobre o tema? Lembrando que existem as vertentes e há quem use a bíblia como embasamento pela emancipação feminina, existe um grupo chamado “Católicas pelo direito de decidir” que luta pela descriminalização do aborto.
      Com o Veganismo não é diferente, somos plurais e cada um@ com suas razões para sê-lo, saúde, meio ambiente, motivos espirituais… Mas se o que estimula alguém a se tornar Vegan são os animais (meu caso), há uma concordância geral: Não queremos que façam a eles o que achamos injusto. Esse vídeo sintetiza bem:

      Nesse exemplo, poderiam ser garotas selecionadas por suas características dóceis, fertilizadas e depois da puberdade estarem aptas a produzir leite em escala industrial. Para nós, escravidão, liberdade e contentamento não são de exclusividade humana. Um símio não precisa aprender libras para que eu possa respeitá-lo, não preciso colocar uma coleira-tradutora (na animação Up existe uma), para saber muito bem se um cachorro está feliz ou triste.

      Se aprisionamos nossa espécie, “dois errados não fazem um certo”, se cometemos falha em segregar nossos semelhantes para que estender o círculo de opressão?
      Recomendo que leia o livro “Então você pensa que é humano?” do Historiador Felipe Fernández-Armesto, nele é registrada uma série de impressões sobre como o conceito de humanidade é subjetivo, ainda mais se aprofundarmos até a pós-humanidade. A Craniologia foi usada com o respaldo da época para justificar o racismo, então é bom frisar que mesmo que nosso viés for científico, nem por isso é neutro, pois a ciência é produzida por pessoas inseridas em um contexto.

      Não discordo que o consumo de carne é um traço cultural, no entanto a humanidade já conseguiu “progresso” com péssimas atitudes, colonizando, dizimando povos e estuprando mulheres para citar alguns. Mas de que adianta a “civilização” em detrimento da dignidade de outros? Por que não aprovamos a repetição desses atos? Pela moral e empatia, peças chave no Veganismo. Obviamente para que as pessoas tenham a opção de escolherem sobre o que ingerir precisam de condições mínimas de saúde, educação e moradia, seria insanidade pedir um mundo Vegano onde tantos ainda não têm o que comer.

      Compreendo seu ponto de vista, mas segundo ele, o direito dos animais acaba na medida em que nos são úteis, eles continuarão com “prazo de validade”, vivendo em nossa função e não é isso que buscamos. De que adianta tirar o status de propriedade (pode-se dar o fim que desejar, incluindo a morte) de um grande produtor de leite e dar essa concessão a um fazendeiro familiar? É como tirar uma filha do domínio do pai para entregar ao marido que pode amarrá-la ao pé da cama. Por isso dizemos que “Não queremos jaulas maiores, queremos jaulas vazias”, pode parecer utópico, mas há pouco tempo atrás era difícil imaginar que analfabetos tivessem direito a voto ou que as mulheres da classe média, reclamariam das diaristas que exigem condições de trabalho e salários mais justos. A História não é estagnada, se por muito tempo arrastamos e repetimos padrões não significa que estaremos presos por toda eternidade nas mesmas condições.

  3. Camila said,

    Muito bom, sem dúvida um dos melhores posts seus que já li.
    Não sei se você já falou sobre isso e eu não percebi, mas gostaria de saber sua opinião sobre o filme Planeta dos Macacos.

    • Deborah Sá said,

      Obrigada Camila :)

      É um dos meus filmes preferidos, pretendo assistir a todos para por último emitir uma opinião geral, por enquanto vi esse de 68 e o de 2011. O que vi esse ano no cinema me fez vibrar na cadeira como uma criança que assiste um filme de Hot Heels uahahah

  4. Niemi said,

    Nossa que texto forte! (ou eu que sou sensivel demais?rsrs)

    Eu fiquei assim um bom tempão assumindo uma atitude bem escrota do tipo “alfacista”, não extremo assim ao ponto de ir lá criticar um vegan/vegetarian@ mas quando alguem vinha falar de vegetarianismo pra mim, eu defendia o nuggets de estrelinha em detrimento da dignidade e vida de um animal, empatia zero.

    Mas por sorte o tempo passou e cá estou eu do outro lado do front! Hahahaha, acho que agora consigo perceber bem como é péssimo esse tipo de deboche para com os militantes de qualquer causa, nós não precisamos definitivamente moldar o nosso discurso a essas pessoas que ainda estão num nível bem alto de egoísmo e apatia.

    Não sou contra a quem pratica “os ismos” de forma mais “cheirosinha”, mas tb apóio quem mostra uma postura firme, pq é necessário sempre nos afirmarmos, ao contrário de quem está do lado senso-comum, absorto pelos seus previlégios.

    Deborah vc é ótima! Que bom que vc voltou!

    • Deborah Sá said,

      Niemi,

      Quando eu era onívora desejava me tornar Vegetariana, mas achava que seria caro ou ficaria doente, falava que jamais seria Vegan porque não era para tanto… Mas com o tempo revi minhas posturas e percebi que não era impossível ;)

      O ativismo “cheiroso” não é um erro que anula as intenções de quem escolhe ser assim, definitivamente não me representa, mas quem acha adequado deve segui-lo enquanto julgar correto.

      Obrigada pelo carinho!

  5. Deborah, perdi as contas de quantas vezes indiquei um texto seu pra explicar pra alguém uma opinião que eu tinha porque era mais fácil (e, não raramente, melhor) do que explicar eu mesmo. Posso linkar seu blog no meu? pleeeeeeaaaaaaaase *-*

    • Deborah Sá said,

      Quantos elogios, muito obrigada :)
      Isso é bem raro na minha vida, vocês me fazem sentir uma Deborah que não discorda de tanta gente quanto imaginava ;P

      Claro que pode linkar, fique a vontade, seu lindo

      Um abraço =)

  6. Ághata said,

    Excelente o texto!!

  7. Monicca2654 said,

    Certamente não é obrigada a concordar, aliás, seria inútil se o Veganismo valesse apenas pelo número de adeptos, o ideal é abrir campo para o debate e compartilhar informação, como cada um@ reagirá é outra história.
    Sobre a primeira impressão ser “só” “pena dos bichinhos”, é importante lembrar que a maioria das interpretações sobre grupos que se organizam são rasas e recheadas de estereótipos, vamos usar, por exemplo, o Feminismo, se irmos pelo senso comum “é um bando de mal amada, feia, frígida, que odeia homens e quer destruí-los” certo? Mas quantas são as pessoas que saem por aí repetindo impropérios sem conhecer uma única feminista de carne osso, sequer lendo um livro sobre o tema? Lembrando que existem as vertentes e há quem use a bíblia como embasamento pela emancipação feminina, existe um grupo chamado “Católicas pelo direito de decidir” que luta pela descriminalização do aborto.
    Com o Veganismo não é diferente, somos plurais e cada um@ com suas razões para sê-lo, saúde, meio ambiente, motivos espirituais… Mas se o que estimula alguém a se tornar Vegan são os animais (meu caso), há uma concordância geral: Não queremos que façam a eles o que achamos injusto. Esse vídeo sintetiza bem:

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