26 outubro, 2011

Enem 2011

Posted in Cotidiano, Egotrip às 8:29 pm por Deborah Sá

Retornei! Esse período de férias fez repensar uma série de coisas e através disso, pude priorizar o que julgava importante, estudar, ler e descansar na medida em que trouxesse o alívio esperado. Não é hábito escrever posts diariamente, as publicações seguirão o ritmo de sempre: Quando restar tempo, inspiração e disposição; voltarei com muito gosto desabafar por essas bandas. Fiz o ENEM da melhor forma que consegui, em meio às questões encontrei algo encantador:

Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa á vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fita-la, mira-la por admirá-la,
Isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,
Isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
Isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
Por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Machado. G In Moriconi (org). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de janeiro: Objetiva, 2001

Assim encaro meus escritos e o elo que criei com minhas leitor@s, pois houve um tempo em que minhas confidências e devaneios ocupavam as folhas de um caderno de capa fina, em que meus escritos eram mostrados para poucos por vergonha do desbravamento e os medos pareciam irrisórios ou estapafúrdios, esse tempo de falar com os olhos distraídos e a boca quase encoberta passaram. Passaram pela construção ON e Offline, por tanta coisa que sucedeu, mas hoje sou de um modo que não imagino sem registrar, sem esse prazer de ordenar através de letras ora de meu punho, ora ao barulho de teclas o equilibro das idéias inicialmente desconexas. E entre tantos caminhos a felicidade aparece quando alguém me diz que através do que escrevi fez-se um sorriso, a esperança em algo bom, a amar-se e redescobrir-se. Sou grata, de coração, pelas contribuições que aqui fazem.

Meus resultados no Enem:
Linguagens códigos e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 39
Matemática e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 11
Ciências humanas e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 37
Ciências da natureza e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 16

Total de questões: 176
Total de acertos: 103
Total de erros: 73

Espero que tenha acertado as que valem mais pontos e minha nota na redação seja alta, falando nela, eis aqui:

Não farei a ruindade de largá-los com minhas garatujas, a transcrição está abaixo:

Tema:
Viver em rede no século XXI: Os limites entre o público e o privado

Para além de avatares, os perfis nas redes sociais são constituintes na construção das identidades de seus usuários, através da interação no âmbito virtual é possível expandir o raio de alcance na propagação das idéias cujo remetente, pode ser qualquer sujeito disposto a tornar pública sua consideração em rede, não importando seu teor. Com essa democratização é revisto o conceito de coletividade, ao passo que novos formadores de opinião são criados a autonomia e o senso crítico ganham outros contornos acompanhados da incerteza sobre os limites entre o público e o privado. Ao optar pela exposição o julgamento de uma legião de desconhecidos tornar-se-á inevitável e a reputação seja de pessoa física ou jurídica, pode estar fadada a ruína em questão de horas. As etiquetas morais e éticas não estão em suspensão no ciberespaço, contudo, o anonimato oferecido causa a falsa impressão de impunidade deixando toda sorte de caluniadores extasiada com a possibilidade de expor seu alvo ao escárnio, essa atitude pode ser premeditada quando agindo de má-fé, um indivíduo usa deliberadamente a imagem de terceiros sem a devida permissão. Assim o famoso trecho de “O Pequeno Príncipe”, faz mais sentido se adequado em até 140 caracteres: “Tu te tornas eternamente responsável pelo o que publicas”.

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5 outubro, 2011

Até breve

Posted in Desabafos às 8:45 pm por Deborah Sá

Não consigo escrever, não do modo que fazia antes, nada parece bom. Porque o que não anda bem, é pessoal. Quase tudo que me conforta trás consigo alguma agonia. Meu emprego é estável, mas me faz infeliz. Estou no Kumon e tenho um bom desempenho, porém, cada nova dificuldade me faz sentir um lixo. Aprendi a andar de bicicleta, levei dois tombos e embora deseje, estou insegura para andar na rua. Incerta sobre o que realmente sinto, ora feliz pelas pequenas conquistas e em outros momentos me sentindo uma senhora de 90 anos que acabou de colocar aparelho nos dentes. É um período em que busco o silêncio e os caminhos parecem estreitos, talvez viver em uma quitinete aumente essa sensação.

Quando esse período passar volto pra cá, pois é só com o coração que sei escrever, nem que ele esteja em outro compasso.

Um abraço,