8 abril, 2011

F.A.Q Vegan – Parte 1

Posted in Animais, Consumo tagged às 3:46 pm por Deborah Sá


Por que se tornou Vegan?

O que prorrogou minha decisão em tornar-me Vegetariana foi a falta de informação, embora estimulada a “racionalizar” a ingestão de alimentos através de dietas (e pressões estéticas), não houve qualquer estímulo para associar o bife ao pedaço de  boi, a bisteca ao porco até os casos mais extremos como comer coração de galinha eram atividades despretensiosas.
Adorava o sabor da carne vermelha e também dos vegetais, minha mãe (Pernambucana) tem por hábito cozinhar inhame, abóbora e maxixe, o que evidentemente contribuiu para diversificar minha alimentação muito além de arroz, feijão e nuggets. Não cresci rodeada de alimentos orgânicos e integrais, o que havia em minha mesa é o que a safra ou momento permitia: Acelga, repolho, carne moída, salsicha, mortadela, queijo, frango assado e macarronada. Em alguns fins de semana meu pai fazia Feijoada e Churrasco, em outros dias cozinhava Lasanha de Brócolis.
Em 2007 a ingestão de carnes tornou-se indigesta: Sentia culpa e nojo em compactuar com a morte direta de não-humanos com único propósito de atender caprichos gustativos, provavelmente meus pais não entenderiam, seria taxada de radical, anêmica, ou subtenderiam uma busca pelo emagrecimento, a primeira atitude foi manter esse “status” entre os mais próximos, evitando conflitos. Na semana na qual minha irmã “iniciou” o Vegetarianismo aproveitei o estímulo e a segui.

Posteriormente minha Avó trouxe filés de frango frito, atentei que adiar o pronunciamento seria inevitável e com sinceridade, esclareci porque encerrar minhas refeições sem sangue no prato. Cerca de oito meses após tornar-me o ovo-lacto, optei pela coerência de ser Vegan.

É associada a alguma ONG? O que acha da PETA?

Não sou associada a nenhuma ONG, embora simpatize bastante o Sea Shepherd e ALF. Sei que muitos chamam esses grupos de “terroristas”, a ALF por libertar animais de laboratórios, quebrarem equipamentos e depredar esses ambientes.

Ao invadir um espaço de tortura amparado pelo governo para libertar prisioneiros, é justo que esse patrimônio seja danificado. O Sea Shepherd também atua no enfrentamento direto, contra Baleeiros.

O PETA é absolutamente questionável, a começar pelo uso de mulheres seminuas em suas campanhas, misoginia não combate especismo. Além disso, vegetarianos não são todos brancos, magros, loiros, ricos e famosos.

Campanha da PETA


Esse desserviço reitera uma série de estereótipos que devem ser combatidos, o que nos leva a próxima questão.

Vegan é um termo “importado”, como as camadas de baixa renda vão aderir essa “onda”?

Os termos Rock, Hip-hop, RAP, Diet, Emo, Shampoo e tantos outros foram adaptados a realidade Brasileira. Na era digital os conceitos multiplicam-se e interagem com outras mídias, programas dominicais possuem quadros dos “Vídeos mais divertidos da Internet” em similar proporção que trechos de uma novela são revistos no You Tube.

A alimentação Vegan não é mais cara ou pouco acessível, todavia implica maior consciência de consumo. Se uma família tem condições financeiras de comprar engradados de cerveja e organizar churrascos, o Veganismo tornar-se-á financeiramente viável. Novas ideologias e padrões de comportamento são difundidos inicialmente entre jovens e mulheres, gerando reportagens, matérias, personagens de novela…

A ingestão de alimentos sob a perspectiva do gênero

Calorias fazem parte do cotidiano de milhares de jovens antes mesmo da adolescência, pergunte para uma mulher com que idade fez sua primeira dieta e faça a mesma questão para um homem, esse último no máximo evita sobremesa, ao contrário de privações constantes.

O gênero feminino flerta com a transcendência dos desejos abdicando de refeições em “penitência” (jejum) pelo “pecado” (brigadeiro), em contrapartida, homens entregam-se ao hedonismo glutão. Esse pode ser um dos fatores que incentivam a adesão feminina ao Vegetarianismo, o outro é a associação de longa data entre mulheres e agricultura. Renunciar o “direito” de comer carne é questionar o Antropocentrismo, os animais precisam morrer para que humanos festejem?

Post: O vestido de carne da Lady Gaga

Ser Vegan emagrece?

Não, se o propósito é emagrecimento recomendo um@ Nutricionista, prática de exercícios e alimentação equilibrada. Lembrando que saúde não é sinônimo de manequim 36. Sou Vegan e uso manequim 46/48/50 (etiquetas são variáveis, pergunte para profissionais de Moda), uma camisa GG feminina pode equivaler a uma PP masculina, sua família inteira pode não ser “mignon” entre outras circunstancias que resultam na distribuição específica de massa e gordura.

A única forma de permanecer Vegan é pelos animais, por motivos espirituais a crença muda de diretriz e a utilização do cardápio Vegan em dietas é incorrer ao erro.

O que possibilitou nosso desenvolvimento foi o consumo de carne!

Não moramos em cavernas, não vivemos nus, nem produzimos os próprios utensílios para caça. Existe a “Dieta Paleolítica” seguida por aqueles não querem “fazer uma dieta da moda que uma irmã seguiria”. Eles guardam tudo em freezers bem refrigerados, em Nova York.

Quer convencer um leão a comer couve-flor?

Você não é um leão e em parâmetros humanos é onívoro, seu cão pode cometer incesto sem ser penalizado, tal qual o argumento anterior é permitido associar-se a pré-história e equiparar-se aos animais por subterfúgio comodista.

Ser Vegan é ser perfeito?

Não. Existem Vegans homofóbicos, LGBTT elitistas e Feministas especistas, uma coisa não implica outra. Respeitar quem é diferente de mim em raça, espécie, gênero, classe e credo não me tornam “perfeita”, defender a liberdade de seres sencientes é ambicionar emancipação coletiva (inclusive de vacas que por interação diferenciada com a humanidade, não são capazes de organizar Sindicatos).

Ratos e baratas

Baratas e ratos são atraídos para habitações humanas enquanto as mesmas propiciam o ambiente ideal para abrigo e alimentação. Ratos não possuem um sistema de comunicação interligado em uma “Central de Roedores” que é acionada a cada vez que um deles é assassinado: “Alerta! Não vá para Casa da Josefa, um dos nossos foi sumariamente executado”
Matar um rato (ou uma barata) não impedirá que novos “intrusos” voltem ao seu lar, o ideal é manter a higiene e caso encontre um rato existem maneiras simples de afastá-lo: Bater o pé ou uma vassoura próximo ao animal é suficiente.

Chumbinho

O chumbinho é uma substância proibida de ser comercializada, não possui registro oficial. Quem o faz está na ilegalidade, quem o compra também, ambos estão sujeitos as penas prescritas em Lei. A intoxicação irá causar uma interferência no transporte de substâncias que promovem os estímulos do Sistema Nervoso Central, isto é, imagine uma via rápida cujo sistema de sinalização está desligado. O volume de acidentes entre os carros seria enorme!

Na prática, ocorre hemorragia interna intensa, convulsões violentíssimas em praticamente todos os órgãos internos, enfim, os estragos são praticamente irreversíveis.
Algo parecido ocorre dentro do organismo animal e do ser humano. Pela sua alta capacidade de ser absorvido e seus efeitos ocorrerem rapidamente (por necessitar de mínimas doses para levar à morte), as chances de salvar vítimas da ingestão do chumbinho são mínimas.

Fonte

Alternativas: Repelente sonoro e óleo de citronela.

Vegans tomam cerveja?

A cerveja não tem nenhum produto animal como ingrediente, mas somente malte (cevada), lúpulos e água. (Sim, a história da cevada e do lúpulo é verdadeira). Na verdade, segundo a legislação brasileira (Lei nº 8.918/94), complementada pelo Decreto Lei nº 2.314/97), é proibido adicionar produtos de origem animal à cerveja. Suponha que alguém queira colocar mel na sua receita de cerveja, a bebida resultante não poderia ser comercializada com o nome de cerveja. Isto dito, vemos que considerando somente os ingredientes, cervejas são Vegans. No entanto, a produção de cerveja não se limita aos ingredientes. São utilizados conservantes, aromatizantes e substâncias filtrantes e clarificadoras. E é aí que a coisa fica um pouco mais complicada.

Regra geral, as cervejas condicionadas em barris (tradicionalmente inglesas e consideradas as “verdadeiras” cervejas) são clarificadas com uma espécie de cola de peixe (“isinglass”). Essa cola de peixe é uma forma de gelatina muito pura que se obtem a partir das bexigas de alguns peixes de água doce, especialmente do esturjão. As refinações aceleram o processo que de outra forma ocorreria naturalmente.
(Centro Vegetariano)

Ou seja, algumas cervejas podem ser feitas por processos não veganos. Grande parte das cervejas hoje, no entanto, são produzidas de modo totalmente vegan. Cervejas de tipo Lager, cervejas em lata e a maior parte das engarrafadas são purificadas em filtros minerais.

Mas e se eu quiser ter certeza de que minha cerveja é vegan?

É possível encontrar na Internet diversas listas de cerveja vegan provenientes dos Estados Unidos, Inglaterra e Portugal. Não encontrei nenhuma lista desse tipo voltada para os produtos nacionais. Mas vou passar adiante as informações que encontrei. Para começo de conversa, (até dói o coração dizer…) Guinness, Newcastle Brown, Bass e Stella Artois não são veganas.

Continuando com as importadas (para mencionar somente alguns nomes):  Harp Irish Lager, Heineken, Budweiser, Kronenbourg 1664, Sagres, Imperial e a maior parte das cervejas portuguesas (as das empresas Central das Cervejas e Unicer) são veganas.

Dentre as nacionais, recebemos a informação que a Kaiser e a Ambev não utilizam produtos de origem animal em suas cervejas. Entramos em contato com outras cervejarias e assim que tivermos novas informações atualizaremos o nosso post no Vegan Brasil. Quem tiver alguma informação e puder contribuir, ficaremos muito gratos.

Moral da história: cervejas são feitas com ingredientes vegan, mas podem não ser 100% vegan. Mas não é preciso parar de beber, para ser vegan (ninguém iria te pedir tamanho sacrifício). Basta atenção para saber qual marca de cerveja tomar.

Fonte

O que quer dizer, afinal, que algo contém traços de leite ou ovos?

Essa expressão indica que um produto que não leva ovos e leite como ingrediente pode ter sido processado em um mesmo maquinário ou recipientes onde produtos que levam ovos e leite foram processados. Obviamente, esse maquinário é lavado, mas como muitas pessoas possuem alergias, é importante que as empresas fabricantes deixem claro que pode haver quantidades mínimas dessas substâncias em produtos que não as têm como ingredientes.

Contém traços de leite. Você aceita?

Mas então, é vegan ou não é? Em minha opinião, não há problema nenhum que um produto contenha traços de produtos animais (a menos que você seja alérgico, obviamente :) ).Se um produto não é feito diretamente da exploração animal e não contém ingredientes de origem animal, ele é vegano. Alguém deixaria de ser vegano por comer seu alimento preparado na panela ou na mesma cozinha que outra pessoa pode ter usado para fazer uma receita que continha produtos animais? Se alguém achar que sim, dificilmente se encontrará qualquer pessoa vegana no mundo.

Fonte

O biscoito Negresco e o achocolatado Nescau possuem traços de leite, embora não sejam formulados com esse ingrediente.

Porque vocês não usam mel, gelatina, camurça, couro e lã…?

Mel

Abelhas morrem na produção de mel, e no pior caso, a colméia inteira pode ser destruída se o apicultor não estiver disposto a protegê-las em caso de clima frio ou frente fria. Não é todo apicultor que faz isso, mas a pratica comum é que se consideram todos os seres viventes como objetos meramente materiais que não tem valor intrínseco por si próprios além do valor comercial que puder extrair deles.

A inseminação artificial das abelhas envolvendo a morte do zangão é a pratica comum para a geração de novas abelhas-rainhas. O método praticado na obtenção de esperma do zangão é arrancando a cabeça do inseto (a decapitação provoca um impulso elétrico em seu sistema nervoso que causa uma resposta sexual). A parte de baixo do zangão decapitado é então espremida para fazer sair o esperma. O liquido resultante é colhido em uma seringa hipodérmica.

Alguns fatos sobre a apicultura no Brasil são que:

1) As abelhas que produzem mel são “importadas”, ou seja,  não pertencem a fauna brasileira. Eles tem provocado um enorme  impacto na sobrevivência de espécies nativas de abelhas e vespas,  devido a competição por pólen e néctar. Talvez muitas dessas  espécies nativas já foram extintas devido a ganância dos produtores de mel.

2) Alguns apicultores matam parte dos zangões, para aumentar a  eficiência, alegando que os zangões não “trabalham” apenas comem o mel. A ciência ainda não descobriu se os zangões têm alguma função na colméia, além de fecundar a rainha (o que  ocorre uma vez por ano).

3) Dependendo das condições climáticas, a produção de mel pode  ser baixa. Nesse caso o apicultor não deve retirar todo o mel, pois durante o inverno as abelhas vão precisar dessa reserva. Entretanto, alguns apicultores gananciosos retiram todo o mel. Resultado: morte na certa de toda a colméia durante o inverno ou períodos de chuvas  prolongados.

4) Para perpetuação da espécie, as abelhas costumam criar uma  nova rainha (ou melhor, uma princesa). Isso ocorre no final do inverno. Então, a princesa pode tornar-se a nova rainha da colméia, expulsando a atual ocupante do trono, ou pode migrar. Nas duas situações elas levam consigo simpatizantes, ou seja, uma boa parte da população da colméia. Resultado: menos abelhas operárias, menor produção de mel. Solução de alguns apicultores: matar a princesa, quando esta ainda está na forma larval (que é facilmente identificável). Em Agosto é o mês de revistar as colméias para caçar as princesas (em forma de larva).

5) Em 1999, apareceu no Brasil uma nova técnica para produção  de pólen (que vem tendo uma demanda crescente no  mercado). Eles forçam (artificialmente) as abelhas a extraírem apenas o pólen das flores (as abelhas necessitam do pólen e do néctar: o pólen é a fonte de proteína e o néctar, que resulta no mel,  é a fonte energética). Resultado: num raio de 8 km, que é o alcance das abelhas africanizadas, as abelhas extraem todo o pólen existente nas flores, fazendo com que todas as outras  espécies de insetos que necessitam de pólen morram do fome,  incluindo as abelhas africanizadas de outros apicultores vizinhos que produzem mel da maneira tradicional.

6) No meio da floresta há muitos animais silvestres que se alimentam de mel e abelhas. Exemplo: tatus e iraras. Há apicultores que instalam armadilhas, capturam e matam estes mamíferos, alegando prejuízos.

Fonte

Gelatina

A gelatina (muito usada em sobremesas) é feita de ossos, peles e tendões de animais bem fervidos. Há uma substância alternativa chamada agar-agar, derivada de algas. Outra é feita de raiz de kuzu (planta oriental, usada deforma semelhante à araruta). Vende-se agar-agar em fios semelhantes a macarrão, em pó ou em barras compridas, e sua cor geralmente é esbranquiçada.  Algumas gelatinas casher são feitas de agar-agar, mas a maioria não é. Algumas substâncias que são vegan e substituem a gelatina são a goma guar e a carragena. Só alguns “emulsificantes” são vegans. Usa-se gelatina em fotografia. Embora exista tecnologia para substituir o filme fotográfico, seu preço ainda é proibitivo e a demanda insuficiente. Esperamos que, com o crescimento do vegetarianismo e do veganismo, esta situação em breve se altere.

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Camurça

Camurça é um tipo de couro felpudo feito com a parte de baixo da pele de cabras, porcos, bezerros, cervídeos e principalmente cordeiros. Exclui-se a camada de pele exterior do animal (mais grossa), e por isso é menos durável (mas mais macia) que o couro comum. A suavidade, leveza e flexibilidade do material tornam satisfatório seu uso no vestuário e outras aplicações que requerem materiais delicados, como luvas. Também é popular em tapeçaria, calçados, bolsas, e como forro para produtos de couro.

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Couro

O couro é a pele curtida de animais, utilizada como material nobre para a confecção de diversos artefatos para o uso humano, tais como: sapatos, cintos, carteiras, bolsas, malas, pastas, casacos, chapéus, entre outros.

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As ovelhas são criadas para produzirem lã de modo não natural (ondulada), causando infestações de insetos ao redor da cauda. A solução dos fazendeiros é o doloroso corte da área ao redor. Na tosquia as ovelhas são presas com violência e tosquiadas rudemente. Por vezes a sua pele também fica com cortes. Todos os anos, centenas de milhares de ovelhas tosquiadas morrem por exposição ao frio. A produção de lã utiliza ainda enormes quantidades de recursos e energia (para procriar, tosquiar, transportar e abater as ovelhas). Alguns derivados da lã são a lanolina, a graxa de lã e a gordura de lã.

Fonte

Abrem exceções? Comem um Peru no Natal ou a incrível Feijoada do meu Tio Antunes?

Não, se buscar informações notará que as implicações morais e éticas Veganas são bem mais profundas do que “manter rituais de socializações humanas”, é compreender o processo e a industrialização dos alimentos e seus efeitos em escala mundial.

Animais são sagrados?

Muitos dos que crêem em Deus utilizam algumas passagens bíblicas para sustentar o vegetarianismo:  Gênesis cap 1 versículos 29 e 30,  Levítico cap 17 versículos 10, 11,12,13 e 14 ou Isaías cap 1 versículos 11,15,16

Se essa perspectiva lhe interessa, recomendo esse texto.

Do meu ponto de vista (Ateísta), animais não possuem qualquer ligação cósmica ou mística com o Universo, o que ocorre é que muitas espécies habitavam a Terra antes da presença humana e se por ventura nos extinguirmos, haverá outros animais que ocuparão esse espaço. Qual o benefício de matar um inseto? Sentir-se superior diante de uma criatura de outra espécie?  Dou a esses o benefício da dúvida, pois se em nada me ameaçam opto pela coexistência.

O que aconteceria com os animais de abatedouros se imediatamente o mundo virasse Vegan?

Nenhum posicionamento em massa sucede abruptamente, os acontecimentos históricos ocorrem em processos, diminuindo a procura diminuirá a oferta. Lembrando que quase sempre uma idéia que vá de encontro com valores antigos, encontrará resistência conservadora em reação. No Brasil existe o Instituto Pró-Carne.


O que acham do sacrifício de animais em Rituais Religiosos?

Escrevi sobre aqui

E os vegetais, coitados, não podem correr T_T

Ceifar a vida de uma alface para fazer salada é similar a encerrar a vida de um cão para servi-lo “no rolete”? Caso responda afirmativamente, procure acompanhamento Psicológico.

Vocês vão a churrascarias?

Vou a churrascarias se não houver opções (e geralmente há), ou se uma amiga chama um grupo para comemorar o aniversário. Só não sento perto de onde assam as carnes porque (para mim) cheiram mal e impregnam roupas e cabelo. Minha reação ao ver um pedaço de picanha no espeto é de indiferença, mas se cair no meu prato a sensação mudará para nojo.

Qual o problema de “brincar” com um@ Vegan passando a Picanha perto do prato?

Por favor, leia a outra parte do FAQ Vegano, esse ato (“brincadeira”) demonstra falta de empatia e ignorância sobre as motivações dessa filosofia. Você acha mesmo que é original e criativo fazendo piada de “bifinho”? Eles são “estúpidos” e por isso merecem morrer? Você comeria crianças com interações sociais (autistas, ou com algum retardo mental, por exemplo) distintas das suas?

F.A.Q Vegan – Parte 2

Zoológicos? Circos com animais?

Zoológicos me deixam deprimida ao ver aqueles animais confinados em espaços reduzidos em simulacros de habitat natural. Circos com animais são opressões com propósito de entreter, qual a utilidade de um elefante se apoiar em uma única pata? Um cão será mais respeitado na matilha se souber andar de bicicleta e pular corda?

Confira a Segunda Parte do FAQ Vegan

17 Comentários

  1. Bárbara said,

    Você é a minha maior fonte de conhecimento sobre o veganismo, Deborah. Muito obrigada! :D É bom saber que há pessoas no mundo que pensam assim como você ♥

    Também não vou muito com a cara da PETA por causa dessas campanhas que eles fazem envolvendo mulheres…

    Esse “Escolha Vegan” é fantástico! Estou com água na boca só de ver as receitas… Infelizmente não sou vegana (só vegetariana), já que a minha mãe não seria nada compreensiva caso eu resolvesse seguir uma dieta sem nenhum derivado animal. Mas assim quando eu for morar sozinha (muito em breve!) vou começar pra valer a dieta.

    Beijões!

    • Deborah Sá said,

      Obrigada :)

      Pena que nem sempre tenho tempo de postar no “Escolha Vegan”, mas sempre que posso, tiro fotos novas para atualizar ;)

      Beijos e obrigada pelo carinho ♥

  2. Dånut said,

    Hmm, fiquei com uma dúvida no texto: “Sei que muitos chamam esses grupos de ‘terroristas’, a ALF por libertar animais de laboratórios, quebrarem equipamentos e depredar esses ambientes.”

    Então esse grupo, a ALF, é contra as pesquisas de laboratório com animais, e faz a invasão de laboratórios para acabar com isso, certo? É uma regra mais ou menos geral entre os vegans ser contra as pesquisas com animais?

    Gostei do texto, boa fonte de informação. Belo trabalho ^^

    • Deborah Sá said,

      Olá :D

      Sim, Vegans são contra pesquisas em animais, na verdade acreditamos que eles vivem para os próprios propósitos e é moralmente errado usá-los sem consentimento.

      Eu apóio a ALF! A ALF liberta esses animais, prepara a reabilitação e os solta em habitat natural, no caso dos cães eles os disponibilizam para adoção.

      Um abraço e obrigada :}

      • Dånut said,

        Hmm, muito obrigado pela informação ^^

        Agora, se tu é contra a utilização de animais em pesquisas, qual é a alternativa? Não estou falando de cosméticos e besteiras assim, mas e a questão dos remédios? Seriam desenvolvidos como?

      • Deborah Sá said,

        Aqui tem um texto bem legal sobre as alternativas.

        “A indústria farmaceutica, de fato, é o lobby mais forte entre todos os segmentos da indústria em escala mundial. Globalmente, gasta quase 10 vezes mais em pesquisa de fúteis cosméticos do que no desenvolvimento dos medicamentos. Além disso, com freqüencia, argumenta que precisa reaver investimentos em pesquisa, os quais, na verdade, já foram integralmente financiados por órgãos governamentais em seus países de origem. Mas o problema da utilização de cobaias vai mais longe. Atinge a própria cultura das ciências biológicas e derivadas, como a Medicina. Essas áreas sempre foram extremamente “tentadas” pela facilidade da utilização de seres vivos, basicamente, indefesos quanto ‘a sua vontade, em detrimento da procura de explicações calcadas nas ciencias subjacentes, em especial, a Bioquímica. Isto explica, entre outras coisas, a precariedade do desenvolvimento das ciencias biológicas e suas derivadas na comparação, por exemplo, com a Engenharia, que sempre impõe, em primeiro lugar, o entendimento dos fenomenos naturais ‘a luz dos conhecimentos das ciencias subjacentes – em especial, a Física e a Química. São concepções metodológicas muito diversas, que conduziram a um grande distanciamento no estágio de desenvolvimento científico e tecnológico dessas grandes áreas do conhecimento. Infelizmente, a maioria dos cientistas que atua no ramo das ciencias biológicas herda esta carga histórica e não consegue visualizar outras maneiras de conduzir a sua pesquisa…

        Gilberto Cunha

        Não sou formada em Medicina, mas mas já conversei bastante com um rapaz formado em Farmácia (e ele é onívoro) que reafirmou: A indústria farmacêutica não tem nada de “boazinha”.
        E a questão também é outra, seria ético usar humanos com retardo mental para nos salvar? Pobres? Moradores de rua?
        É muito cômodo continuar assim pois continuam comprando, eles lucram tanto com a venda de animais para esse propósito (os fornecedores), quanto os laboratórios…

        Não estou falando de pacientes com câncer que precisam de tratamento com produtos testados em animais, mas se em outras esferas a indústria fosse pressionada, atender a isso seria consequência natural. Em tempo, conheço uma vegan que é assim há mais de dez anos e se recuperou perfeitamente do câncer sem comer qualquer produto de origem animal (aliado ao tratamento convencional).

        Um abraço

  3. Roy Frenkiel said,

    Entendo absolutamente todos os seus lados, Deborah. Acho que pra resposta do Danut, seria interessante que houvesse consentimento humano pra fazer pesquisas em seres humanos, mas nem todas sao possiveis. Pra mim, o valor de uma vida animal nao e maior do que o valor de uma vida humana, portanto na nossa necessidade de evoluir, nao tenho problemas com pesquisas em animais, desde que sirvam o proposito de salvar vidas humanas e seja feito de um modo humano.

    Quanto a comer carne… Muito complexo esse tema. Nao tenho certezas sobre nada. Sinceramente, acho que ser vegetariano e, em grande parte, mais evoluido sim do que nao ser. Mas ha muitos temas complexos que nao podem ser simplificados por uma ideologia, como por exemplo a questao de que alimentos “organicos” dao muito mais trabalho e usam muito mais espaco para cultivar, o que poderia ser desastroso em termos de lidar com a fome no mundo. O mesmo eu diria de erradicar a carne do mundo de um dia pra outro. Muita gente morreria de fome e perderia lugar em sociedade.

    Seguinte, no meu caso, pessoalmente e apenas, nenhuma causa que nao seja estritamente social tem peso ate que essas causas, ao meu ver basicas, nao sejam sanadas.

    MAS: ENQUANTO A SOCIEDADE NAO VER PROBLEMAS COM MATAR ANIMAIS (MESMO PRA COMER), VERAO MUITO MENOS PROBLEMAS EM SE MATAR ENTRE SI.

    Isso pra mim e fato.

    Beijos

    Roy

    • Deborah Sá said,

      Olá Roy,

      Orgânicos

      Como falei, sempre comi o que tem na mesa, ser vegetariano não é sinônimo de comer arroz integral. Alguns alimentos saudáveis são até baratos, o tofu que adoro, custa 8,00 o quilo.

      Erradicar a carne do dia pra noite

      Nenhuma mentalidade muda do dia pra noite, isso seria impossível. E uma prova disso é que infelizmente, existe muito racista por aí….

      MAS: ENQUANTO A SOCIEDADE NAO VER PROBLEMAS COM MATAR ANIMAIS (MESMO PRA COMER), VERAO MUITO MENOS PROBLEMAS EM SE MATAR ENTRE SI. ²

      Um abraço :)

  4. Dånut said,

    Deborah: Bem, a questão do desenvolvimento de cosméticos é outra. O que eu falo é mesmo dos estudos para desenvolvimento de remédios, substâncias que salvarão e salvam nossas vidas a toda hora. No primeiro texto ali fala de descobertas feitas sem utilização de animais. Muito legal. Mas o número é insignificante. A quantidade de medicamentos que só existem por causa dos testes em animais é muito grande. Alternativas podem ser eficientes para ensino em sala de aula, mas não tem como substituir os testes na hora de produzir um remédio.

    O lobby da indústria farmacêutico é algo absurdo, concordo. O que eles fazem, inclusive com pessoas em países pobres, é um absurdo. Mas proibir o desenvolvimento de remédios não é o caminho, de maneira alguma.
    Não estou aqui defendendo a indústria farmacêutica. Não estou afirmando que não deve haver um controle maior sobre o que eles fazem (aí incluida a utilização de animais e outros problemas mais), muito antes pelo contrário.
    A questão é que remédio só se desenvolve com teste. Ponto. Usar animais não é bonito? Não é. Mas qual seria a alternativa? Abolir todos os remédios do mundo e voltar a ter expectativa de vida de 30 anos?

    O que eu não entendo é isso. Na produção de remédios, com raríssimas excessões, não existe alternativa ao estudo em seres vivos. Qualquer conversa com cientistas ou farmacêuticos confirma isso. O que vocês propõem então? Não consigo ver o sentido em exigir o fim dos testes em animais…

    Roy Frenkiel:
    Olha, a idéia de pesquisas em voluntários é bonita, tanto é que já é utilizada. Só que a pesquisa em humanos é um estágio muito avançado da pesquisa. Tem muita coisa que vem antes, cujos resultados são imprevisíveis. Por isso a pesquisa com animais é imprescindível.

    Ah, e sobre o grupo que invade os laboratórios… Olha, eu não sei como eles fazem pra escolher seus alvos. Mas se alguma vez eles já invadiram um centro de pesquisa onde se desenvolvia algum remédio e destruíram a pesquisa, então são sim terroristas, e assassinos.

    Ps: Espero não ter sido grosso com ninguém. Escrevi a mensagem meio na pressa, e com sono, as vezes acaba saindo aquilo que penso sem muitos filtros. Já ficam aqui minhas desculpas por qualquer coisa. Um abraço ^^

    • Deborah Sá said,

      Dånut,

      Aqui tem uma entrevista interessante.

      Nunca soube que a ALF feriu humanos… Se descobrissem a cura de um câncer nos campos de concentração durante o Holocausto, essa pesquisa seria abolida? Creio que não, mas seria ideal pensar em alternativas nos processos de pesquisa já existentes. E se mais pessoas fossem Vegans essa pressão seria conseqüência.

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  8. […] F.A.Q. Vegan – Parte 1 e F. A. Q. Vegan – Parte […]

  9. […] F.A.Q. Vegan – Parte 1 e F. A. Q. Vegan – Parte […]

  10. Tui said,

    Obrigada por estes posts. Virei tua fã.

    • Deborah Sá said,

      Obrigada ;)


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