20 janeiro, 2011

Ganidos

Posted in Animais, Memórias tagged , às 3:09 pm por Deborah Sá

Era corriqueiro o abandono de filhotes próximos aos colégios onde estudei, em grande pesar (acompanhado de lágrimas), colegas narravam a recusa de seus pais ao amparo daquela criatura felpuda. O mundo das crianças e dos cães é similar, são os adultos que ditam as regras e interagem em etiquetas, detendo o poder e autoridade.

A comunicação entre humanos e animais é excepcional, se aprendemos a falar para interagir com adultos, essa forma é (quase totalmente) dispensada na interação com não-humanos, o contentamento, a saudade e a travessura são entendidas por nós, mas o silêncio que permeia por anos essa relação é de difícil esclarecimento verbal e escrito.

Como descrever um gracejo de felino? Aproximam-se pé ante pé e quando nos encontram, correm em disparada com os braços ao alto, impossível não sorrir quando nos imploram atenção mordendo os cadarços. Há cães que se aproximam se a dor nos abate, a cumplicidade em sentinela. Pode parecer supérfluo a quem nunca vivenciou tais experiências,  jamais amando além da própria espécie.

Terça-feira, 16 de  Novembro de 2004

Me desculpem. Não estou nada bem, no domingo o Snoopy comeu algo errado, ou alguém deu chumbinho a ele, teve convulsões, passou muito mal, eu chorei muito, levamos as pressas ao veterinário 24 hrs, ele ficou a noite lá, levou soro, oxigênio… Ontem a veterinária deixou ele vir a minha casa para que eu pudesse cuidar dele, esvaziamos um cômodo da casa, meu pai colocou minha cama no cômodo para que eu pudesse dormir perto dele e ele não se sentisse sozinho, acordei várias vezes de madrugada para dar as doses, dos diversos remédios (tinha até para o cérebro), quando eram quase 5:00 am de hoje, acordei com o choro dele, ele tentava pular na minha cama pra ficar comigo, eu disse: Não vai pular na cama não, eu fico aí com você. Sentei no chão, coloquei ele nos braços, e fiquei fazendo carinho, até que a respiração ofegante foi diminuindo e ele morreu em meus braços, foi bom ele ter morrido em casa, assim ele não pensa que o abandonei, foram muito bons esses três anos, de muitas alegrias, o importante é ele saber, que eu o amei, e sei que ele também me amava! Eu até falava com ele. Todos sabem como sou apegada a todos meus animais, já chorei bastante, mas estou melhorando… O que resta agora são as boas lembranças do meu Fuço.

Aos 15 ganhei um buquê de margaridas da minha mãe e havia um cartãozinho cor de rosa desejando “Felicidades”, era estampado o desenho de uma moça magra e loira com vestido de alça descendo uma escada. Ao mesmo tempo em que me senti feliz (foi meu primeiro buquê), fui extremamente desafortunada por não ser aquela moça magra e no auge de uma beleza que nunca alcançaria.

Naquela mesma semana:

– Parabéns, filha! Você ganhou um Beagle!
– Jura? Você está brincando?!
– Sua boba! Eu não brincaria com isso! Vamos buscar!

E lá fomos eu, minha irmã (com 9 anos) e minha mãe no Fusca bege para comprar o cãozinho, escolhi o maior e com manchas pretas, era muito pequeno e descoordenado, logo cresceu e tornou-se o mais endiabrado do quintal. Meu maior confidente, pouco importava não ser popular, ser gorda, não ter roupa de marca, medo do inferno… Era certo que colocaria as patas sobre meus ombros em um abraço.

Ele fugiu, o encontrei na laje de casa passando mal, hospital, soro, ver aquele cão cheio de energia tremendo e ofegante, não querer que ninguém removesse seu corpo além de mim: Dois lençóis para cobrir, peso nos ombros, descer a escada, entregar para o moço que levaria para uma geladeira e depois cremaria (o corpo contaminaria o solo). Recebi um vaso de violetas e uma Carta de Condolências da Clínica Veterinária. Naquele ano decidi cancelar a escola, concluí a 8ª e parei. O resto vocês já sabem.

Em ambiente urbano não sabemos de onde vem as frutas, o leite ou a carne e poucos seriam aqueles que empunhariam uma faca na jugular de um porco ou decapitariam uma galinha sem forte perturbação, posto que só exista desespero em um grito capaz de romper a ligação silenciosa na comunicação entre nós e não-humanos.

Debruçar-se diante de vozes inaudíveis (um peixe não produz “som” ao morrer), é permitir que outros co-existam e suas necessidades sejam minimamente garantidas, isso não nos torna especiais, apenas justos. Qual o propósito de infringir ou persuadir quem anatomicamente e intelectualmente opera em níveis de consciência distintos?

Não compre, adote

Por que devo castrar meu cão e gato?

Update: Encontrei foto do Snoopy

26 Comentários

  1. Edilene Mora said,

    Deborah, gostei do seu blog, assinei, e agora recebo suas postagens. Admirei seu jeito de escrever, seu desembaraço e facilidade de alinhavar palavras umas nas outras e formar postagens instigantes, inteligentes, objetivas. Bem, depois dessa postagem, vc ganhou uma fã. Além de batalhar pelo Candomblé Verde, eu sou uma ardorosa defensora de animais, tenho vários “filhos” resgatados das ruas, outros tantos resgatados, recuperados e encaminhados para lares onde poderão, finalmente, ser felizes. Algumas pessoas me chamam de “protetora de animais”, eu me chamo apenas de “cachorreira”, pois hoje lido apenas com cães – apesar de adorar e admirar gatos. A enorme verdade na sua postagem, a incondicionabilidade do amor de um animal, o tamanho da sua lealdade, sua pureza, são as coisas que me mantém sã, às vezes, neste mundo cretino de humanos que só enxergam seu umbigo.
    Em um determinado momento da minha vida, quando me sentia completamente inútil e desmotivada, um pequeno ser, abandonado, maltratado, doente, ignorado por pessoas que passavam por aquele corpinho jogado numa sarjeta, implorando silenciosamente por ajuda, no limite de suas forças, olhou para mim, ajoelhada ao seu lado, e sorriu como só os animais sabem fazer. Em uma postagem do meu blog eu disse que ela, a pequena Vitória, viu em mim algo que nem eu mesma via quando me olhava no espelho. Ela “me resgatou” de uma vida sem sentido, e me deu uma nova razão para viver. E uma das minhas grandes felicidades, hoje em dia, é encontrar pessoas que se importam, e que sabem o valor de um animal ao nosso lado.
    hoje foi você quem me deixou feliz. Obrigada.

    (Se quiser conhecer meu blog sobre animais: http://edilenemora.blogspot.com)

    • Deborah Sá said,

      Também agradeço pelas palavras, me anima ter esse retorno. Imagino a importância que ela teve na sua vida, o Snoopy faz parte de mim até hoje, um grande, grande abraço :)

  2. Adriano said,

    É com lágrimas que comento aqui e digo q vc é privilegiada por ter pais que permitiam vc ter um companheiro!

    Atrás da casa que moro tem um terreno abandonado, onde sempre abandonam gatos, cachorros e até coelhos e pássaros feridos.
    Eu tinha uns 7 anos na 1ª vez que me encantei por uma gatinha que foi largado lá. Tava muito frio e ela miava bastante. Então pulei o muro c/ uma mamadeira de leite e uns panos pra cobri-la. Dei o leite pra ela e a cobri. Qdo ia embora ela veio atrás de mim. Não resisti aos miados e seu olhar dilacerado e a levei pra casa, sem meus pais verem, com a ajuda dos meus irmãos.
    Há tempos pedia um bichinho pros meus pais, mas sempre vinham c/ a história de que eu tinha asma e pelo de bicho fazia mal. O que é uma mentira, pq minah tia cria 4 gatos e nunca soltei um espirro qlqr perto deles.
    Consegui esconder a Soraya (dei esse nome por causa da novela Maria do Bairro) por uma semana com a juda dos meus irmãos. Mas meu pai a encontrou e sem dó alguma a pegou ppelo pescoço e atirou pela janela. Minha nmãe disse q se a pegasse de novo iria escaldá-la. Berrei, chorei mto, mas não adiantou.
    Decidi c/ meus irmaos q iriamos cuidar dela , enqto ela estivesse lá no terreno, à míngua! Todo dia levávamos agua e comida p/ ela. Até o dia em q ela foi brutalmente morta por um cão de rua. Choramos muito qdo a vimos toda mordida.

    depois disso nunca + apareci c/ nenhum bichinho em casa, até 2009, qdo eu já tinha 18 anos.
    Um dia, estávamos eu e meu irmão na janela do quarto, olhando o terreno cheio de lixo e vimos um gatinho, lindo e alaranjado no mato. Ele usava uma coleira vermelha e tinha um papel junto, amarrado. Aquilo nos chamou atenção. Era um bilhete, do “ex-dono” dele. Guardo até hoje. Dizia pra q “se alguém encontrasse o gatinho q cuidasse dele por q não me permitem ficar com ele.”

    Na hora o levamos pra casa e nesse dia, depois de mta discussão c/ meus pais, permitiram q eu ficasse com ele por uns dias apennas. O tempo passou e qdo percebi já fazia um ano q tava com o Ruffy. Esse era o nome do meu amigão!
    Até q meu pai começoa a encrencar de novo com ele, dizendo q fedia, q eu não cuidava, q não ia dar dinheiro pra ração (coisa q ele nunca fez)…
    Em dezembro de 2009 ele então resolveu dar sumiço no Ruffy.
    O colocou numa caixa e o levou não onde. Qdo descobri quase tive um troço. Quase o agredi, quebrei um copo no pé dele de tanta raiva.
    Uma semana depois, surpresa! Ruffy aparece na janela do quarto miando extremamente alto. Ele voltou!

    Meu pai então, de novo, depois de um tempo, o jogou na rua de novo. Dessa vez não discuti e no mesmo dia, meu irmão achou uma gata lindíssima. Chamamos de Ágata, A Gata!
    Meu pai, extranhamente não chiou. ÀÁgata não saia do quarto.
    Um mês se passou e quem aparece? O Ruffy!
    Ele voltou de novo!

    Continua…

  3. Adriano said,

    Desculpa, pelo texto enorme.

    Continuando:

    Daí, agora tínahmos dois gatos em casa. Ruffy então se apaixonou pela Ágata. Não se desgrudavam pra nada.
    Uns meses se passaram tranquilamente. Até que em março de 2010, quando fui pro curso de web design, meus pais deram sumiço de novo neles.
    Foi a única vez q desejei q meus pais morressem. Foi a única vez q os xinguei mtoo.
    Procurei c/ meus irmaos por toda parte. Não os encontrei.

    Decidi nunca mais levar nenhum animal em casa. Meus pais são monstros. Fazem eles sofrer!

    Desculpa pelo text gigante. Senti necessidade de desabafo!

    • Edilene Mora said,

      Adriano, infelizmente na nossa vida, até o momento em que podemos dar o nosso grito de independência, temos de nos sujeitar às regras impostas por quem manda mais. Não julgue tão severamente seus pais. Descobri, ao longo do caminho, que geralmente as pessoas que não gostam de animais são aquelas que não tiveram convivência com eles quando crianças, e aprenderam com seus próprios pais que eles não tem sentimentos, são como objetos. É ignorância, e não maldade. Ou então sofreram as mesmas perdas e violência que vc e seus irmãos, por parte dos pais deles, e não souberam lidar com essa emoção, que virou aversão e frieza. Pode ser uma forma de se protegerem da dor da perda que sofremos, inevitavelmente, ao nos apegarmos aos animais, que vivem menos que nós. Graças a Deus que vc e seus irmãos são diferentes, e mesmo tendo esse exemplo, não perdem o amor pelos bichinhos.
      Já que não podem criá-los em casa, pq vcs não procuram uma ONG ou abrigo de animais, e viram voluntários? Poderão ter vários animais que certamente preencherão suas vidas com muito amor, e ainda estarão ajudando os milhares de abandonados, e às pessoas que fazem das tripas coração para salvá-los.
      Um grande abraço, e se quiser conversar a respeito, passe no meu blog e deixe seu email: http://edilenemora.blogspot.com

      • Adriano said,

        Olá, Edilene!

        Nunca tinha pensado assim. Sempre pergunto aos meus pais o motivo de tanto ódio pelos os animais. Dizem q não odeiam, só não gostam da bagunça. Meus gato snem chegavam perto deles de tanto medo e nem bagunçavam. Talves seja esse o motivo, isso q vc descreveu.

        Não sabia da existencia de ONGs que recolhem animais. Que coisa incrível! Me interessei…

        Ah, obrigado Deborah, pelo postagem e pelo espaço
        =^_^=

        Seu blog é quase uma dádiva! ;)

      • Deborah Sá said,

        Obrigada, Adriano e Edilene
        Vocês são muito fof@s :D

    • Deborah Sá said,

      Adriano,

      Fale sempre, fale muito, nos privam de expressar o que sentimos e fico feliz por notar que sente segurança aqui no blog. Já fui obrigada a abandonar uma gata e um filhote justamente por medo de alguém “dar um fim” e isso é uma coisa que me consome até hoje.
      Atualmente, essa pessoa que ameaçou jamais repetiria o ato, pois ama os gatinhos que adota.

      Só podemos abrigar o animal quanto tod@s habitantes concordarem, caso contrário, corremos esse risco. Um dia terá uma casa com muitos gatinhos e será feliz.

      Um abraço.

  4. ana carolina said,

    tem gente que tem mania de medir dor, aí vem e fala “podia ser pior, imagina perder alguém da família”

    bem, eu já passei por vários tipos de perdas e posso afirmar que quando um bichinho da gente vai embora pra sempre, dói à beça, e a dor não é menor que qualquer outra, é só diferente…

    ainda mais pra gente que costuma desenvolver mais empatia com os animais irracionais, visto que os racionais, às vezes, são um porre

    • Deborah Sá said,

      Só diz isso quem nunca amou um cão.

  5. Carla Jaia said,

    Certa vez fui com meu pai levar a Cindy, a cachorrinha, no veterinário – não me lembro se pra tomar vacina ou o que. Lá havia um cachorro enorme, peludo, tristemente deitado numa mesa. perguntei o que havia acontecido e o veterinário disse que ele havia sido envenenado. e que não tinha jeito. o filho da dona dizendo que ela ficaria desesperada. e eu vi um líquido preto saindo do focinho dele – acho que foi aos poucos que ele parou de respirar. chorei tanto ali. de ver a morte. tão suave, tão triste.

    • Deborah Sá said,

      Carla,

      Quando o “embalava” no lençol ele já “vazava”, pelo fucinho, pela boca, pelo ânus. Era um líquido escuro de cheiro forte, foi muito triste me despedir assim, me consola saber que estive até o último minuto, se foi ao meu lado. O máximo que pude fazer.

  6. Tatiana. said,

    Deborah,

    Sempre gostei muito do seu blog, mas não tenho o costume de deixar comentários
    Preciso dizer que essa sua história me emocionou muito. Chorei de verdade.
    Também já perdi um cãozinho muito querido de forma trágica. Passeava com ele pelas ruas do meu bairro, como eu sempre fazia (o Bob adorava passear, como quase todo cão). Aconteceu que quando eu atravessava uma das avenidas mais movimentadas de BH, um irresponsável acelerou o carro para conseguir pegar o sinal ainda amarelo e acabou me atropelando, na faixa de pedestres!
    Neste mesmo momento, soltei a coleira do Bob. Meu amado bichinho também foi atropelado mais a frente e infelizmente não resistiu. Ouvi relatos, no hospital, de que ele morreu instantaneamente, de que não sofreu muito. Isso não diminuiu minha tristeza, mas trouxe certo alívio.
    Sofri escoriações e fiquei bastante machucada, mas nada se compara a dor que senti por ter perdido o MEU CÃO. Cheguei a me culpar por ter soltado a coleira.
    Quando cheguei do hospital e o Bob não veio me receber, a ficha caiu de vez. Chorei muito, abraçada a minha mãe, que também chorava.
    Logo minha mãe, que não gostava de cachorros…
    Ela me presenteou com o Bob na tentativa de “curar” minha depressão, causada por anos de bulliyng sistemático no colégio.
    Sempre gostei de cães e sempre quis ter um, mas tive de esperar 15 anos para realizar um dos meus maiores sonhos.
    O Bob foi um cão muito feliz, disso eu não tenho dúvida. Foi muito amado nos seus dois anos de vida. Ensinou minha mãe a curtir estes bichinhos que só fazem alegrar a nossa vida.
    Hoje tenho uma cadelinha linda, a Luna. Ganhei de presente dos meus pais no mesmo ano em que perdi o Bob. Ela é também muito querida e amada, mas volta e meia sinto saudades do meu falecido cãozinho. Afinal ele foi o PRIMEIRO, e não minto ao dizer que ele deu um novo sentido a minha vida.
    Um cão é insubstituível. Só quem ama ou já amou de verdade um animal é capaz de compreender isso.
    Esse é o meu depoimento que quis dividir com vocês!
    Desculpe-me se não fui muito prolixa…

    Beijos, Deborah.
    Parabéns pelo blog!

    • Edilene Mora said,

      Tatiana, entendo quando vc diz que mesmo com a sua mada cadelinha por perto, ainda sente falta do Bob, que foi o primeiro. Até hoje sinto uma dor aguda quando lembro do Eros, um gato que tive comigo por 11 deliciosos anos e que passou comigo parte da adolescência, casamento, divórcio, mudanças de casa, trabalho, tudo. Hoje tenho 7 cães adotados e 5 resgatados à espera de um novo lar, mas me lembro de cada um dos que já tive, dos que resgatei e doei, dos que resgatei mas não consegui salvar… todos.
      Tem um texto muito lindo, de que não me lembro a autoria e nem as palavras exatas, mas o conteúdo é este:
      “Cada vez que um dos meus cães se vai, leva um pedaço do meu coração, e deixa um pedaço do dele no lugar. Se eu tiver sorte, viverei bastante e um dia todo o meu coração será de cão, e eu serei muito mas feliz.” Enfim, cada um dos que passam pela nossa vida passa a fazer parte do nosso coração, e seu Bob sempre será um pedaço do seu. Tomara que vc um dia tenha um coração inteiro de animal…
      Abs,
      Edilene

    • Deborah Sá said,

      Obrigada por comentar Tatiana,

      Deve ter sido horrível perdê-lo assim =/
      Certa vez o Yuri (namorado) viu um filhote de cão ser atropelado enquanto me aguardava do lado de fora da Quitanda, quem o atropelou saiu do carro e colocou o cão na calçada, ou seja, tirou-o da via e não prestou socorro.
      Correndo entrei no carro (do pai do Yuri), coloquei o cão no chão e fui conversando, mas ele não reagia, chegou morto, chorei muito, ao menos tentamos.

      “Um cão é insubstituível. Só quem ama ou já amou de verdade um animal é capaz de compreender isso.” [2]

      Um abraço, sinta-se livre para falar aqui

  7. Tatiana. said,

    ps: fui correndo abarçar minha cadelinha agora!

  8. Mari Biddle said,

    Texto lindo. Eu nunca tive animal de estimação pois sou alérgica mas já sofri vendo a dor de crianças que perderam seus animais vitimas de envenenamento. Tinhamos uma vizinha medonha que envenenava gatos e cachorros ao redor. É umas das lembranças que aterrorizaram minha infancia – ver as pessoas recolhendo os animais pra enterrar porque a louca tinha colocado veneno pros bicinhos.

    bjs

    • Deborah Sá said,

      Sei como é :(
      Fiz panfletagem no meu bairro sobre isso

  9. Roy Frenkiel said,

    Deborah, muito triste esse texto, e to contigo e nao abro. Eu tenho 2 gatinhos LINDOS que chamo de meus bebes, e se algo acontece com eles fico agoniado…

    O novo boteco abriu, e voce esta convidada nao so a ler, mas a participar. O “humor” foi pela janela, seja quem quiser, se quiser ser conosco.

    Bjx

    RF

    http://www.sumairracional.wordpress.com

    • Deborah Sá said,

      Obrigada pelo convite, vou dar uma olhada ;)

  10. Mcr_Sunko said,

    Cara Deborah Sá,

    Meus pêsames sinceros, uma companheira peluda com idade avançada também se foi, quase na mesma similaridade. No entanto não foi chumbinho e nem velhice, e sim infecção.

    • Deborah Sá said,

      Que triste =/

  11. Lu said,

    Nossa, Adriano… =/ Fiquei “absurdada” com a atitude de seus pais, me desculpe.
    Por sorte minha mãe sempre amou animais, e meu pai, mesmo que não gostasse muito, era minoria, rsrs…

  12. Adriano said,

    É, eu sei, também fiquei muito chateado… mas é como a Deborah e a Edilene disseram: temos que aceitar as regras dos nossos pais, ainda que cruéis, até sermos independentes e, por sorte (consciência humana) sua e dos seus pais, todos na sua casa toleram a presença de um animal…

  13. David said,

    Parabéns!!! Gostei do blog e da foto do Snoopy. Tb tenho um…hahah..destroem td né?…

    Bjos!!!

    • Deborah Sá said,

      Umas pestinhas :D


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