14 setembro, 2010

A produção do conhecimento na Religião

Posted in Crenças tagged , às 5:53 pm por Deborah Sá

Além da Congregação Cristã no Brasil (CCB) outras denominações assumem um formato passivo de experimentar a fé. Resumindo-se ao escutar as pregações @ fiel recebe os ensinamentos sem qualquer questionamento.

É preciso estudar a Bíblia para ter fé?

Qualquer crença ou ideologia não precisa de embasamento teórico para prática, em especial as religiões que valorizam a experimentação física e “espiritual” como comprovação da Cristandade.

O silêncio e concentração conjunta (“comunhão”) podem ser experimentados em meios seculares tendo como expoente mais próximo concertos de música: Mãos para cima, emoção elevada, identificação e representatividade.

A Bíblia usa de vocabulário rebuscado em parábolas livres de interpretação e seus pregadores em grande parte, não incentivam os ouvintes a múltiplos entendimentos desta leitura. Mas para refutar argumentações contrárias (portanto teóricas) não seria útil a compreensão do que é incumbido de diretriz moral?

Na igreja que eu freqüentava a escrita nunca era estimulada

Redigir os sentimentos permite o autoconhecimento e para tanto não é necessário uma gramática impecável, o estilo individual imprime nossa historicidade, estilo e forma estilística. Entristece-me que muit@s tenham vergonha de tornar pública sua escrita, por não “escrever direito” ou “fazer sentido”. Escrever é como compor uma música e o direcionamento das frases fazem um conjunto harmonioso para aquele que torna concreto o que ecoava dentro de si.

Quando é possível questionar?

Para elucidar questões pendentes após o término dos cultos, era possível dirigir-se ao Cooperador/Ancião. Por “Congregar” em regiões periféricas da cidade convivi com pessoas de pouquíssima “instrução” que depositavam toda a interpretação bíblica na “Via Direta” que se manifestava nos púlpitos.

A humildade cristã inibe a possibilidade de interpelar esse discurso já que @ fiel julga este ato um indício claro de sua falta de fé. A não “implementação” de reivindicações nas doutrinas intransigentes explica a proliferação constante de novas igrejas.

Pregadores são conscientes de sua importância no alívio a um povo cansado e ansioso por diretrizes e do controle social que exercem (fazendo do seu cargo um trampolim megalomaníaco).

2 Comentários

  1. Thiago Beleza said,

    Lindo…

    Nunca tinha pensado em religiões dessa forma, que priorizam essas experiências espirtituais;;;

    Penso que o objetgivo da religião tornou-se método de controle.. alguns dizem que é só conforto.. eu digo que o estado é conivente com as práticas pq é conveniente..

    A Fernanda foi na missa esse sábado e tá rolando um documento em que os padres são solicitados a orientar sues fiéis a não votar na Dilma….Diz aí, com um aliado desses, quem precisa de golpe militar??

    Bjos gata…

    • Deborah Sá said,

      Oi,

      Que horror (desses padres)! Também creio que o estado e religião gostam de passear por aí de mãos dadas.

      Até.


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