8 junho, 2010

Bem vinda ao mundo corporativo

Posted in Cotidiano, Crônicas e contos às 10:21 am por Deborah Sá

É daqui que a saia lápis vira uniforme e a dor de cabeça pela noite mal dormida se instala, quando a mulher chora em sua baia é fraca, o patrão esmurrando a mesa jamais nomearão TPM. A bebida é escura: cafeína, tabaco, chá preto e chocolate –meio amargo – Apontam o dedo na cara de quem estoura o limite do quinto cartão de crédito. Entupimos-nos de fritura, refrigerante e fúria, não há tempo para mastigar, os filmes são vertiginosos, caso contrário, não parece ficção. Quanto tempo dentro do ônibus? Aprendemos a sorrir quando sobra uma vaga, assim é possível descansar os olhos (mesmo que a coluna não agradeça, ou a cabeça bata eventualmente no vidro).

1 Comentário

  1. Dio Aloke said,

    “Não há sentido em perder a vida tentando ganhá-la” Nesse carrossel doido em que corremos sem rumo, não há tempo para indagar o caminho, girar é preciso. Gire, gire!


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