16 março, 2010

Gorda E linda

Posted in Corpo tagged , , às 4:55 pm por Deborah Sá

Quase toda comunidade de mulheres gordas pede desculpas por sua existência: Sou gorda, MAS sou linda, sou gordinha, MAS sou gatinha. As gordas  sentem a obrigação de compensarem o formato de seus corpos.
Gordas, portanto, tem de se esforçar por serem super femininas: Uma mulher gorda tem “pontos negativos” inatos, se não se depilar é achincalhada “Já é gorda e ainda é relaxada”. Absurdo que as mulheres negras passam por pressões neste sentido “É negra, mas tem que arrumar* o cabelo!”. Não admitem que uma mulher se sinta absurdamente linda ao sentir nas mãos os cabelos macios e crespos (quem diz que cabelo crespo é duro nunca fez carinho em um).

Não odeie seu corpo

Gordas precisam ser sempre sorridentes (há quem acredite que “felicidade” é característica de gente gorda) e receptivas. Cansei de escutar pérolas vindas de homens:
– O bom de mulher gorda é que ela topa tudo.
– É mais fácil

Assim como a mulher negra, a mulher gorda provavelmente passou por muitos xingamentos e as mais diversas “medidas corretivas” de familiares e amig@s: Sugestões de cremes de alisamento, dietas, cintas redutoras, apliques… O que muitos homens fazem, é aproveitar essa vulnerabilidade e tornam-se parasitas provavelmente apoiando-se na crença que a parceira julga-se incapaz de encontrar alguém tão “piedoso”.

Há na internet diversas páginas eróticas dedicadas à pornografia com mulheres gordas, não reconheço isso como vitória. Colocam-nas na esfera privada de brinquedo sexual, seus admiradores escondem-se em perfis falsos, partem com as esperanças de quem anseia por carinho mútuo, elas sentem a demarcação da vergonha através de um intercurso escondido.

Se uma linda mulher gorda perguntar se o está, que responderá? Que é gorda E linda? Mulheres gordas devem apropriar o termo e torná-lo símbolo de força.

As mulheres negras eram chamadas de pretas, o que fizeram? Tornam símbolo de força de luta. A luta da mulher preta, cabelos lindos, nariz perfeito, sua cor incrível.

Gordas, devemos esforçar um novo olhar sobre nossos corpos, nossas dobras, nosso tamanho. Ser gorda é ser grande, ser grande só é bom pra homens? Por que “diminuir” nosso manequim? Por que ter orgulho de encher nossas mãos em nossos peitos e não em nossas barrigas?

Meu corpo, minha escolha

A mulher invisível (na sociedade) é negra, pobre, gorda, cadeirante e lésbica.

*Arrumar = Consertar algo “errado”, nesse caso, acham que o “correto” é queimar a testa alisando os cabelos.
 
 
PS²: Sou eu nas fotos :)

56 Comentários

  1. said,

    Linda!
    Sempre!

    Sempre me encanto contigo.

    Que em tudo o que faz, é linda!
    Adoro suas dobrinhas, e suas certezas.

  2. Deborah Sá said,

    Obrigada =D

    Também te amo =***

  3. Prisco said,

    Belíssimo post!
    Muher tem de ser mulher, seja ela como for. Não precisa de artifícios para destacar ou disfarçar algo. Seja apenas mulher!

    Há sempre alguém reparando nelas… mas elas ficam tão neuróticas, que deixam a chance passar.

    Belas “gordurinhas”, e lindas unhas.

    =)

    • Deborah Sá said,

      A culpa não é das mulheres, o mundo nos faz neuróticas. Bem vindo ao blog :)

      • Prisco said,

        Eu não quis dizer que a culpa é das mulheres. Elas apenas ficam preocupadas com o que a sociedade quer, deviando o foco de outras coisas.

        =)

  4. Mari said,

    Adorei seu texto.
    Mais vem cá… onde vc é gorda ????
    beijocas

    • Deborah Sá said,

      70 quilos, manequim 46. Experimente achar manequim 46 em lojas convencionais…

      • Marta said,

        Hey, essa sou eu :D

        Piores são as lojas boazinhas: “Temos tamanho do 46 ao 50. De nada, querida cliente gorda :D”

        ¬¬ ah pro inferno.

        Mas tudo bem. Prefiro demorar pra achar roupa do que largar minha cervejinha.

  5. Mila said,

    up!

    • Deborah Sá said,

      |o|

  6. Mariani Lima said,

    É triste ver que o tipo de relacionamento que os homens querem com as “mulheres invisíveis” acabam sendo apenas fetiches.

    ¬¬

    • Deborah Sá said,

      Sim, aproveita para se sentir superior com alguém de baixa auto-estima, consegue uma trepada (julgo uma masturbação com vagina – ver somente um buraco) “de graça” e ainda não tem de “arcar com as conseqüências de namorar alguém que o faz ser “zoado” pelos amigos.

      • Mariani Lima said,

        Exatamente!

        E esse tipo de pessoa evitar a diversidade, só nos faz um grande favor.

  7. Carla said,

    e como é difícil um desapego em relação a isso – a esses padrões.

    • Deborah Sá said,

      Eu sei =/

      Um exercício diário. Há todo um patrulhamento com relação a nossa imagem, principalmente de pessoas próximas a nós,
      É válido que nós mulheres amemos umas as outras, elogiando-nos mutuamente, fortalecendo nossos laços. Justamente por vermos “de perto” corpos de mulheres “reais” sabemos que peitos não são como nos filmes pornôs ou editais de revista.

  8. A. said,

    interessante ter visto esse texto hoje, porque ainda ontem eu me queixava com um amigo sobre o mundo “não ser” das gordas.

    o triste é que eu realmente queria achar que sou gorda E linda, e não que sou linda apesar de ser gorda ou que sou menos bonita por ser gorda, mas não consigo. de fato, acho que sofri a tal lavagem cerebral tão absurda que, lamentavelmente, atribuo ao excesso de peso qualquer fiasco da vida, principalmente amorosa. e sei que é frustrante saber que essa relação mundo x mulheres gordas só é assim porque existe gente como eu, que permite que seja.

    (ainda assim, acho repulsiva a ideia de saber que existe fetiches e mais fetiches envolvendo mulheres grandes porque muitos homens acreditam que “gorda topa tudo” ou é “mais fácil”.)

    • Deborah Sá said,

      Seja bem vinda A. =)

      Um dos propósitos do blog é ajudar outras mulheres (e são muitas!) a superarem as dificuldades que passei e ainda passo. Não são todos os dias que me sinto linda, muitos dias acordo me sentindo feia E gorda (de um modo negativo), especialmente quando já estou chateada, vejo uma roupa/biquíni maravilhoso em uma loja e procurando entre os cabides logo vem uma vendedora que me diz “Não trabalhamos com sua numeração”. Algumas delas tentam me empurrar vestidos M (!) ou calças 44 (estas não entram nem nas minhas coxas!).
      Este ano prometi a mim, que não usarei roupas que machuquem minha barriga ou restrinjam meus movimentos.
      Note que muitas mulheres ao seu redor preferem usar uma roupa super justa que machuca do que admitir o número do próprio manequim (que atire a primeira pedra a mulher que nunca tirou uma calça e viu a barriga com riscos avermelhados).

      Uma boa dica é ir a lojas de manequins grandes que costumam vender do 44 ao 60, fale seu número e logo uma vendedora trará algumas peças que ficarão lindas em você: Sem apertar ou cair.

      Outra coisa bacana é quebrar as regras: Use listras, corte o cabelo curtinho, dance, pratique um curso de defesa pessoal…Dizem que gordas não podem fazer nada disso e te juro, me sinto muito melhor depois que mandei estas “regrinhas” ás favas.

      Espero que reconheça que a culpa por esta ditadura da beleza não é sua, é uma indústria gigantesca que fatura com o sofrimento das mulheres. Não sei qual é o estado Brasileiro que reside, mas se possível compre o livro O Mito da Beleza.

      Para ler em PDF clique aqui e baixe de graça: http://brasil.indymedia.org/media/2007/01//370737.pdf

      Já escrevi vários posts sobre a relação com o corpo, talvez te interesse:

      Vigiai e estai sempre atentos – Sobre as mulheres viverem em “estado de alerta” ao comerem – https://aqueladeborah.wordpress.com/2009/07/08/vigiai-e-estai-sempre-atentos/

      Barriga A parte mais odiada pela maioria das mulheres que conheço – https://aqueladeborah.wordpress.com/2009/04/01/barriga/

      Vergonha de comerhttps://aqueladeborah.wordpress.com/2009/04/01/vergonha-de-comer/

      Ame seu corpohttps://aqueladeborah.wordpress.com/2009/10/19/ame-seu-corpo/

      Espero que se veja de uma nova maneira da próxima vez que encontrar um espelho. ;)

      • Fernanda said,

        Deborah e A.

        Finalmente eu encontrei algumas lojas com roupas bonitas, mas em lojas de departamento, por exemplo, na parte de “tamanhos especiais”, as roupas são horrorosas. Apesar das dificuldades, hoje existem mais lojas para numeração grande..o que é um bom começo, mas ainda falta muito.

        Lembro-me da sensação de colocar um vestido que eu adorei e sentir que ele coube em mim…fiquei tão energizada, tão “para cima”…que sei lá….até então eu estava mal pq nas lojas em que eu ia, não havia nada que se adequasse a mim. Qd eu fui para essa loja e vi que tinha várias roupas bonitas, confortáveis , fiquei louca…=)

        Ah…qt às regras…quebrá-las é muito libertador. Eu sempre fui louca para ter o cabelo curto. Na última vez em que fui no cabeleleiro, minha mãe toda hora dizia que não era para eu cortar muito curtinho pq ficaria desproporcional,já que eu sou gorda. E eu disse : se eu for deixar de fazer as coisas pq sou gorda não aproveitarei a vida. Eu quero e vou cortar o cabelo. Hj estou adorando o meu cabelo curtinho!

        Outra coisa : adoro estampas, listras e etc…..se a gente foi seguir essas regrinhas da moda ( tipo : para esconder o braço gordo) a gente não faz nada.

        A. , vc não está sozinha……..

        obs: gostei daqui. Me senti super bem….!!!!!!
        e eu não costumo comentar em blogs.

      • A. said,

        Nossa, vou ler tudo, com certeza.

        O triste é que, na teoria, eu acho que vcs estão cobertas de razão. Mas acho difícil “aplicar” na prática… eu sempre fui gordinha, desde criança, apesar de não ter sido uma criancinha sedentária e que abusava de porcarias. Pelo contrário, tinha uma alimentação saudável e sempre corria na rua. Na adolescência, “encorpei”, como dizem por aí, mas continuei gordinha. Não sou fã de eufemismos, mas o caso era de ser só “gordinha”, mesmo. Pesava entre 68 e 70 kg mas, mesmo sendo baixinha – 1,58 -, sempre tive estrutura óssea grandona, então parecia menos. Não tinha barriga, não tinha braço gordo, era só coxuda, com bundão e um quadrilzão. Não vou dizer que eu era feliz com o meu corpo… mas também não era preocupada com ele. Vestia shorts, regatinhas, saias… só era um problema botar um biquini porque achava minhas coxas a morte.

        Aí, em 2008, eu passei por uma fase complicada. Comecei num emprego que não era pra mim e tava num relacionamento que me sugava as energias. Em questão de 2, 3 meses, engordei quase 15 kg. E aí vieram todas as neuras. Até então, nunca tinha vivido a experiência de ver minha barriga “sobrando” pra fora da calça, nem de ver vestidos marcando os “culotinhos”… aí que eu comecei a achar que tudo o que dá errado é porque to gorda. Se um cara não me quis, é porque to gorda; se uma roupa não caiu bem, é porque to gorda; se tomei bronca no trabalho, é porque to gorda. Até “adquiri” uma mania de perseguição. Sempre acho que tá todo mundo rindo de mim, porque to gorda. Tirar foto, então, é uma tristeza.

        Mas sempre me forcei a não deixar isso influenciar na minha vida por demais. Não deixei de usar uma peça de roupa por causa do meu peso… se quero usar uma saia xadrez, eu uso. Se quero usar um vestido rodado com babadinhos, eu uso. Também uso o cabelo vermelho e tatuagens, inclusive na panturrilha, que é enorme (a panturrilha, não a tatuagem). Mas às vezes é inevitável pensar que to sendo ridícula, mesmo que não esteja. Mais de uma vez, me peguei colocando um bolero ou uma regatinha por baixo de algum vestido cavado demais porque minhas costas têm dobrinhas e meu braço tá enorme.

        E ano passado eu resolvi que ia lutar. Era pra perder peso, mas não deu certo… só que não parei porque não emagreci. E nem me permito parar (agora to de férias forçadas porque me acidentei no tatame, mas quero voltar assim que tiver liberada). Às vezes, também, é difícil. Às vezes me sinto ridícula fazendo alguns movimentos porque pareço uma pata lutando (penso eu). Aí lembro da minha cunhada é faixa verde de kung fu, gorda e com uma desenvoltura incrível… é sempre um pouco animador.

        Ainda assim, mesmo que eu não me prive nem me limite na maior parte do tempo, é só botar o pé fora de casa que me sinto meio ridícula. Engraçado que eu vejo outras gordinhas, gordas e até obesas vez ou outra sempre lindas, mas sempre penso que, comigo, não funciona. Sei que o comentário todo pareceu meio contradizendo o que disse antes, mas acho que eu to num processo de “auto-aceitação”, nos primeiros passinhos. Eu afronto tudo aquilo que a indústria da beleza diz por aí como forma de me aceitar, também. Mas ainda é muito difícil ler por aí que “homem nenhum gosta de gordas”, por exemplo, sem que isso me atinja. E ainda é difícil sair na rua e ver que as vitrines são feitas pras magras, as revistas são ilustradas pelas magras, os olhares são dirigidos às magras.

        Muito muito obrigada pelas palavras, Deborah e Fernanda =) com ctz voltarei ao blog outras vezes =D e vou ler tooodos os textos!

  9. Marina said,

    E eu aqui tentando seriamente emagrecer 20kg (já foram 5kg) e já juntando dinheiro para plásticas que terei que fazer. Me sinto uma idiota, sabe? Minha saúde está boa, meu colesterol, normal e não tenho pressão alta. Mas estou fora dos padrões. Tenho longos 15kg pela frente para perder e, tudo isso, porque temo ser discriminada numa entrevista de emprego e também (ou principalmente?) porque ser bela é ser magra e… como eu vou à praia com essas gorduras aparecendo?

    Enfim, me sinto uma idiota, uma escrava de um padrão de beleza perfeita que eu nunca vou atingir. E tudo isso para agradar a quem? A família, o namorado, a sociedade, o mercado de trabalho.

    Enfim, deixa eu voltar para a saladinha de alface ali.

    Mas eu queria dizer que seu texto é maravilhoso. As mulheres deveriam ter o direito de dizer SOU GORDA E LINDA. Mas parece que esse direito nos foi negado. Tão negado, que nem nós mesmas aceitamos a possibilidade de sermos gordas e bonitas.

    Parabéns pela coragem de escrever.

    • Deborah Sá said,

      Que triste Marina =/

      É possível ser gorda, linda E saudável o/

      Sabia que sou vegana (não como nada de origem animal)? Ou seja, nada de ovos, carnes, leite… E peso 70 quilos!
      A maioria das pessoas me chama de “gordinha”, “cheinha”, mas nunca de “normal”, danço até o sol raiar quando me proponho a isto, sem álcool ou qualquer tipo de droga. Não sou nenhuma maratonista e toda atividade física que preciso (ou quero) fazer é concluída.

      Quais seus propósitos ao emagrecer? Como costumo dizer: Se você malhar (ou não) sua bunda vai continuar fazendo tudo o que uma bunda é capaz de fazer.

      Você disse: A família, o namorado, a sociedade, o mercado de trabalho.

      Esses fatores citados acima deixam de te falar coisas que te magoam? “Pelo seu próprio bem”? Ou para o deleite dos olhos deles? Por que você é obrigada a aturar essas cobranças se você não os cobra?

      O corpo é seu querida, e de mais ninguém. Se alguém próximo a você está te xingando e tratando mal (te colocando pra baixo) é sinal que está aproveitando sua timidez e vergonha pra se sentir “no controle”. Sabe rapaz que faz questão de namorar moças virgens? É típico do cara que não sabe trepar e por saber que a mulher não terá parâmetros comparativos vai aceitar a mediocridade dele (em todas as esferas, inclusive sexual).

      Quem está do seu lado, tem de ser convidado a te amar junto de você. Já desprendemos tanto da nossa energia para lutar e permanecer vivas, pra quê mais desgaste?

      Beijos e seja feliz :)
      PS: Por favor, leia a resposta que publiquei para a A. creio que possa te ajudar também.

      • Marina said,

        Quero dizer que concordo com cada uma das suas palavras. Mas sou fraca. Não quero que meu namorado me troque por outra mais magra. Fora que não é só isso: Há estrias, celulites e o meu salário inteiro gasto em clíncias de estética, sabe? E eu ganho pouco ainda, formei há pouco tempo. Se num domingo como algum doce, familiares já me olham com aquela cara de reprovação. Meu namorado disse que não gosta de mulher que não se cuida e que não quer casar com alguém que depois vai “embarangar”. Nem sei se eu quero casar com ele, nem sei se quero casar com alguém, mas me apavora pensar que serei uma tia solteirona de quem todos têm pena.

        Eu sei, é ridículo que eu sofra tanto por medo de perdê-lo e também por medo de nunca mais encontrar alguém que goste de mim, porque estou fora dos padrões. Sempre ouço que “beleza interior” é coisa de gente feia. E, hoje em dia, em geral, ser gordo é ser descuidado, preguiçoso, sem força de vontade, compulsivo… e feio. Enfim, estou dividida, sou muitas e não sou nenhuma. A beleza, nos dias de hoje, é diretamente relacionada com a felicidade. Mas essa beleza é tão difícil… Bom, hoje subi na balança, emagreci quase 6 kg. Mas mesmo que eu emagreça os 20kg a que me propus, ainda sim, sei que dificilmente estarei satisfeita. Como eu disse, há outras coisas. Temos que ser magras, mas temos que ter peito grande e não-caído, então estou juntando dinheiro para por silicone. Justo eu, que temo até injeção, ainda mais anestesia! E gastando meu salário na clínica de estética para tentar me livrar da celulite, estrias e gordura localizada, fora a academia e o endocrinologista. Também fiz um curso de maquiagem no Boticário e lá se foram mais economias em produtos (tudo no Boticário é caro)

        Eu sei que parece, mas eu não sou fútil. Eu me sinto obrigada a fazer tudo isso, por medo da solidão, por medo da reprovação das pessoas e, acima de tudo, por medo de ser solteirona. Por medo de não ser “mal amada” Já reparou que dificilmente alguém chama os homens de “mal amados”?

        Sei que é ridículo. Sei que a suposta segurança de um casamento não é garantida. Sei que nada é garantido. Nem que eu fosse magra. Nem quando eu for magra. E me entristeço em saber que para ser amado e especial, a gente tem que ser perfeito. Para ir à praia não basta amar o mar, é preciso ter corpo de modelo. E, o pior, essa perfeição provavelmente nunca vai chegar.

        Enfim, sinto-me confusa, porque concordo com você em tudo. Mas, ao mesmo tempo, sinto que não consigo me libertar do círculo vicioso. E não adianta me perguntar, eu não sei explicar o porquê.

      • Deborah Sá said,

        Para Marina

        Você não é fraca, isto é o que o “sistema” quer que você acredite.

        Quem paga seu doce? É você certo? Da próxima vez que alguém falar algo pra você responda: “O que foi? Eu me alimento sabia? É contra a constituição comer doce?”.
        Sobre casar com seu namorado a escolha é sua. Sobre “embarangar”: Ele é modelo? Fisiculturista? E mesmo se fosse: Você quer ficar com alguém que te quer apenas pela aparência? E se você (deuzôlivre) pega uma doença que faz cair o cabelo, engordar ou sofrer um acidente que modifique seu corpo? Ele ficará do seu lado? O que ele ama? Sua “casca”? E se ficar barrigudo e careca, pode deixá-lo também?

        As pessoas pressionam as mulheres com a obrigação do casamento e quem se ferra é quem? Se você ficar solteira (quem disse que é ruim?) vão falar mal, se casar com um traste ninguém vai se importar. Essas pessoas que te xingam por estar solteira não te querem bem, não querem a sua felicidade. Se elas desejassem de fato, perguntariam (e respeitariam) o SEU desejo não o delas.

        É igual o namorado que presenteia a namorada com um poste de pole dancing, é um presente pra ele, não para a namorada.

        Sua função não é objeto de decoração, se não gostam de algo na sua aparência e fazem questão de enfatizar lembre-se de dizer: “Imagem é vi-su-al, não estou te machucando, ofendendo nem invadindo seu espaço. Eu só peço respeito e reciprocidade, me deixa comer meu doce em paz. Se você tem problema de prisão de ventre eu não fico te vigiando e mandando tomar Activia, o corpo é meu. Já tomo cuidado com a saúde, meus exames estão em dia e quando eu morrer terei a eternidade para ser só osso.”.
        Não é ridículo querida, nós todas recebemos muitos mais estímulos para nos sentirmos péssimas com nossa aparência e dói muito mais quando vem de quem a gente ama. Eu nunca te vi pessoalmente e basta ler o que você escreve para notar o quanto é maravilhosa e se esforça para agradar as pessoas, também dá pra notar o quanto a recíproca não é verdadeira, ou seja: Você passa fome, se corta (no sentido literal), corre o risco de morrer (na cirurgia), tudo por pessoas que ridicularizam a sua dor e só te põe mais pra baixo.

        Você não está gastando só o seu dinheiro com isso, está desprendendo TODAS as suas forças neste objetivo. Você levanta, trabalha e com seu salário aplica em medidas que atenue essa raiva e frustração por alguém que não reconhece.

        Você pode amar o mar querida! E como pode! Sabe aquelas moças da capa de revista? Elas têm edição de imagem, são mulheres também reais, que choram por causa de uma celulite, você sabe quando “o mundo” vai te achar perfeita? : Nunca. Nem você nem ninguém, lucram com isso. O ideal seria sair com mais mulheres e se divertir com elas, mulheres estas que não sejam do Esquadrão da Moda, mas do Amor Próprio.

        Se quiser, pode me adicionar no MSN e conversamos de modo privado.
        Você não está sozinha.

      • Flávia said,

        Palmas!

        Força, Marina, vc vai conseguir! Reflita os prós e contras das suas decisões…=)

  10. Fernanda said,

    Gostei muito do seu post pq veio em um momento em que tenho questionado bastante o que significa ser gorda para as pessoas que estão ao meu redor e a sociedade.
    No ínicio do post vc coloca que “Quase toda comunidade de mulheres gordas pede desculpas por sua existência.” Como se isso já não bastasse, ou seja, nossa existência é considerada como uma aberração, algo a ser exterminado ( sob o argumento, por exemplo da saúde) , as pessoas se sentem no direito de também se apropriarem da(s) nossa(s) experiências e de julgar que todo gordo é infeliz, que não se sente bem com o corpo dele e blá, blá, blá….sem saber nada da pessoa. Na verdade, percebi que isso ( quem sou eu) não conta muito. Pelas minhas experiências, eu posso fazer mil coisas, mas sempre serei reduzida ao fato de ser gorda.
    Como vc disse, ainda tem os estereótipos: quando vc colocou o “sorridente” me lembrei logo do “gordinha simpática, gente boa, alegre etc”. E em relação aos homens, cansei de escutar : ” nenhum homem vai te querer gorda desse jeito!” e outras coisas….

    Bom, tenho vontade de escrever várias coisas, mas percebi que o texto já está enorme…..então vou parar por aqui….

  11. Fernanda said,

    No mais, concordo com tudo o que vc disse. Parabéns pelo texto.

    Fernanda

  12. Deborah Sá said,

    Seja bem vinda Fernanda =D

    Pelas minhas experiências, eu posso fazer mil coisas, mas sempre serei reduzida ao fato de ser gorda.

    Acrescentaria ainda a palavra “mulher”. Um homem grande e gordo pode passar a imagem de segurança (na profissão é até aconselhável que o cara seja “um armário”), de confiabilidade, moral (homens muito magros podem passar a impressão de “fraqueza”). E uma mulher grande é o que? Quase sempre usam a imagem da mulher gorda na mídia para mostrar uma matrona, a mãe não-sexual que dedica sua vida ao marido e filhos.

    Se um homem não quer se relacionar com uma mulher só porque ela é gorda ou se enraivece, ele não quer uma mulher: Quer um brinquedo sexual que o venere.

    Não se importe em escrever bastante, este é um espaço para trocar experiências 8)

    • Fernanda said,

      Oi Deborah,

      É verdade. Não se pode esquecer do fato de ser “mulher”, visto que é condição essencial para o tratamento diferenciado que vc citou. Nós somos criadas para corresponder a um determinado padrão de beleza e a cumprir um determinado papel social/sexual. Tanto é que o fato de ser gorda sempre está relacionada à sua (in)capacidade de arranjar um homem ( Tia solteirona gorda e velha) ou como vc disse, a mãe matrona.
      Assim, não tem como não sermos influenciadas por isso. No entanto, acho que questionar é o primeiro passo para o processo de desconstrução e reconstrução, o que implica em nos questionarmos acerca de quem nós somos. Claro que esse processo não é simples, mas vale a pena.

      Passei muitos anos da minha sem gostar de mim ( e confesso que hoje estou em um processo de construção) e isso fez com que eu me violentasse bastante. Por isso, quando vc falou do modo como os homens agem, eu me lembrei dos meus últimos casos e de como fui tratada. Hoje compreendo a importância de se ter autonomia sobre o corpo e respeitá-lo. Por isso tô aproveitando que tô sozinha para questionar o que eu quero e quem eu quero ao meul lado.

      Acho que nessa discussão outros pontos devem ser colocados:

      1)o medo da solidão, que faz com que nos violentemos em troca de um suposto “amor” . E aqui entra a ideia, de que ainda hoje, a existência da mulher está vinculada a um homem.

      2) Qual o grau de importância que devemos dar a “beleza”, se comparada
      com outras áreas de nossas vidas?

  13. Flávia said,

    Adorei =)
    A vida inteira eu fui uma varapau(e tb tive q ouvir minha cota de piadinhas), mas com uns 20 anos, engordei de repente uns 10 kilos. Não fiquei “gorda” pros padrões da sociedade, mas a reação das pessoas a minha volta foi bizarra! “o q aconteceu?? vc tá doente?” “tá feia em amiga??” “olha só, a Flávia embarangou…” entre outras, MAS…pra minha felicidade, eu comecei a gostar mto mais do meu corpo com esses 10 kilos a mais! =D e nem liguei por ke as pessoas falavam, num tentei emagrecer nem por um momento, mandei alargar todas as minhas calças(roupas q deixam marcas vermelhas depois de uso não dá!!), comprei calcinhas novas e pronto!! =)

    Desejo profundamente que as mulheres consigam aceitar e amar seus corpos…parem de comprar e de folhear revistas femininas, elas só vão te fazer se sentir mal, é isso que elas kerem, q vc se sinta feia, pra comprar a revista que dá a dica de “como ser bela”.

    Tentem pensar nos seus corpos no sentido funcional…igual a Deborah falou, uma bunda, malhada ou naum, vai sentar igual qquer outra bunda!! =D Amem suas pernas que te locomovem de lá pra cá, seus braços que alcançam coisas no alto, sua barriga que abriga o útero, o sistema digestivo(precisamos dele pra viver!) e muitas outras coisas essenciais a vida! Cada parte do corpo humano é linda e funcional, tentem ver por esse lado…

    E pra kem tem namorado cobrando alguma coisa em relação a aparência…oras! Por acaso seu namorado é um deus grego? E mesmo se for, ele não tem o direito de te cobrar nada, vc é dona do seu corpo, vc anda dentro do seu corpo e comanda as ações e movimentos dele…só vc pode decidir o que é melhor pro seu corpo, mas decida sempre pensando em como amá-lo! Pra que querer “mutilar” ou alisar ou clarear um corpo tão legal qto o seu? que tem mil funções incríveis que te mantém viva, que te dá sensações maravilhosas de ver, ouvir, cheirar, saborear, sentir…enfim!

    Amem seus corpos pela SUA ótica, não pela ótica de terceiros…=)

    • Deborah Sá said,

      Olá Flávia :)

      É engraçado que tem certos preconceitos que por não fazermos parte do grupo atingido nem fazemos idéia do que passam.

      Por exemplo, mulheres baixas: Minha estatura é “normal”: 1,68 cm então nunca olhei para baixo pra conversar, nem muito pra cima (só um pouquinho com meu namorado – 1,97 cm), mas depois conheci moças mais baixas que falavam que é mais fácil pra mim me impor: Pra elas sou alta e grande.

      A mesma coisa com mulheres magras: Algumas delas já me falaram: Ah, seu corpo é bonito, tem coxão eu tenho as pernas fininhas, não fica bonito de short.

      Então fica nessa: Se é magra é “sem sal”, se é gorda é “excesso de formas”. Pessoalmente acho o novo padrão corporal totalmente desproporcional: Querem coxas, peitos, bunda do tamanho de mulheres gordas com barriga de mulher magra. O_O

      Acho mulheres gordas e grandes fascinantes, me lembram Deusas! Se forem negras então *_*

      E as magras? Gosto muito também *_*
      A diversidade de corpos é algo fantástico =)

      • Flávia said,

        “Querem coxas, peitos, bunda do tamanho de mulheres gordas com barriga de mulher magra. O_O” – fato! Novamente, a objetificação da mulher, a mulher em pedaços de carne(literalmente). As coxas dessa aki com os peitos dakela alí, bunda daquela outra, na estrutura óssea e tórax dessa magrelinha aki.

        Mulheres negras são lindas, meu deus, como eu acho lindo os cabelos afros(gosto pessoal meu, mas se elas kiserem usar liso tb, a escolha eh delas), são super macios mesmo, as mulheres ficam com cara, jeito e atitude de poderosa, de Deusa, encarnação do poder! Uau =D

  14. Jorge Herrero said,

    Ah esses estereótipos impostos pela sociedade q fodem tudu…viciados em um padrão estético que nem mesmo sabem da onde surgiu. Além desse tema de “ser gordo” há tbm o “ser magra”…qdo começam com aqueles papos de “olha..parece uma tábua e blablabla”, eu enxergo isso como condições, ou seja, se vc está gordo é pro N motivos ou mesmo para magro, o importe é q vc se sinta bem. Há tbm fatores sobre a saúde mas não cabe a mim discutir isso, pois vc pode ser gordo ou magro e ser completamente saudável.
    O que eu acho um pouco irônico ou mesmo bizarro é..mta gente vê defeito em tudu..tudu mesmo “gordo, magro, peludo, barbudo, alto, baixo, forte, fraco, vesgo, dente torto, branco, negro, amarelo etc etc.”…parece até uma busca por uma condição perfeita, qual o sentido de se buscar essa condição perfeita? e oq é perfeito? não existe isso!!!…os q nos torna únicos são nossas diferenças.
    Lembrem-se..as deusas gregas são todas gordinhas =)

    bjos Debra!! * como já te disse..tá sesqsy nas fotos UHAUHAUHAUhua

    • Deborah Sá said,

      Concordo com tudo.
      Manjo tudo da çedussaum 8)

  15. Isis said,

    Adorei tudo o q a deborah e a Flavia falou. Cara vc anda , vc come, respira, toca… tantas coisas incriveis, pra q ta se torturando com besteiras??

    Espero que tod@s analisem que a felicidade n ta nas pessoas e nem o q elas axam de vc e sim no q vc sente por vc mesm.

    Deborah, vendo suas fotos so dar vontade de morderrrrrrrrrrrr! rsrss

    Gorda, linda e Gostosaaaaaaaa!
    bjjos

    • Deborah Sá said,

      Uhahahah
      Grauurrr =)

      Também és linda =)

  16. Deborah said,

    Marina, “voce já é bonita com o (corpo)que Deus te deu”. E seu namorado “não arranja outra igual”, pois cada uma é diferente da outra, quem perde é ele.

    • Deborah Sá said,

      Atenção essa “Deborah” acima não é a do blog (autora) ok? :P

  17. kalli said,

    oie publiquei esse texto completo com as fotos em meu blog, caso tenha algum problema me avise

    • Deborah Sá said,

      Sem problemas Kalli, seja bem vinda /o/

  18. Ma said,

    Deborah, seu texto está sendo bastante discutido na comunidade do orkut “Feminismo e feministas”

    O texto é maravilhoso! Você escreve muito bem.
    Se você tiver orkut, entra lá e comenta.

    • Deborah Sá said,

      Estou correndo um pouco aqui com o tempo, pode deixar que já já comento por lá. Obrigada por comunicar a divulgação do texto =**

  19. said,

    Ótimo blog e ótimo texto, parabéns!

    Marina, para o seu próprio bem: você é boba e NUNCA será magra. Sério. Acorde para a vida. E mande seu namorado à merda.

    • Deborah Sá said,

      Obrigada por comentar Lú, seja bem vinda :)

      Mas poxa, culpar a Marina é pior :(
      Alguém que vem aqui pedir ajuda está fragilizada, a última coisa que devemos fazer é a chamar ela de boba :( A culpa por se sentir mal não é dela e as coisas não são simples…ela provavelmente gosta muito do rapaz.

      Sei que sua intenção não foi magoá-la e sim ajudar, sei que é desesperador ver alguém sofrendo por baixa auto-estima e posso te dizer (já senti na pele): Chacoalhões podem deixar a pessoa ainda mais amedrontada :(

      Marina, caso ainda leia as respostas que postamos aqui: Não se culpe ainda mais, você já sofre pressão demais, já colocam muito peso nas suas costas, não coloque outros. Não seja tirana de si mesma, liberte-se. No que precisar, estou aqui.

      Força :)

      Se quiser casar com este rapaz a escolha deve partir somente de você, tente conversar com seu noivo, explicar que busca nele apoio e amor, certas coisas que ele te diz te magoam (como falar que não te quer “baranga”).
      Você pode SIM emagrecer se quiser, mas não faça disto a razão da sua vida, é possível (este é meu propósito do post) ser gorda E linda.

      Beijos querida, mande notícias, me preocupo com você.

  20. Marcela said,

    Deborah, recomendo a você esse maravilhoso texto publicado na revista Epoca Online, da jornalista e escritora Eliane Brum “Porca gorda”
    Por que as pessoas acima do peso nos incomodam tanto?

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI128156-15230,00-PORCA+GORDA.html

    • Deborah Sá said,

      Legal :)

      Gostei do texto, pretendo ver a peça em breve :)

  21. Ma said,

    Déborah, seu texto está sendo discutido no orkut, na comunidade “Feminismo e feministas” O texto é excelente! Parabéns!

    • Deborah Sá said,

      Obrigada por avisar 8)

  22. Cara,
    Simplesmente explicado.
    Acho que seu post expressa bem a expressão cultural do nosso estado. Me refiro a nosso estado pq não sei exatamente como os outros estados do país lidam com isso.

    Mas é curioso D+ observar as discrepâncias culturais. Aqui no Brasil e em outras partes do mundo o ideal de beleza está extremamente ligado a magreza. Já outras culturas valorizam MUITO carnes extras pelo corpo.

    Enfim… acho que acima de tudo saúde e bem-estar tem que estar juntos. Não adianta também ser belíssima com suas próprias gorduras e estar com altos índices de colesterol e afins (ok, isso pode ser só mais uma indústria camuflada, pode, mas não temos como confirmar, e na dúvida, vamos atrás da saúde).

    Sou gordo/inho/ão também. No meu circulo de relacionamentos faço parte de um estereótipo chamado “urso”. Perfeito… acho lindo ser gordinho e carnudo, adoro homens assim também. Mas quero perder alguns kg? Sim, mas não exatamente pela minha imagem, mas pelo meu bem estar… me sinto péssimo quando tenho que acelerar o passo e fico saturado, com a respiração rápida e suando como louco. Não me sinto bem quando meus membros doem por ter que suportar meu peso. Obvio que o fato de se sentir contrangido numa loja onde o nº48 = 44 e você é obrigado a pedir um 52 pq a confecção deles é “reduzida”, conta… mas ok… em alguns outlets já achei nº46 que entravam PERFEITAMENTE EM MIM.

    Parabéns cara. Adorei teu blog ;)

  23. Tami said,

    Amei a matéria! *-*

    sou gordinha, manequiim 46/48 e sou muito feliz com o corpo que tenho!!

    meu namorado também se amarrou na matéria! nossa.. minha auto-estima subiu mais ainda!! parabéns Deborah! \o/

    ser feliz assim de tudo!

  24. Vanessa Beco said,

    Olá Débora,
    Sou Vanessa Beco de Belo Horizonte e me identifiquei muito com seu texto e vários dos depoimentos.
    Percebo as vezez umas posturas de preconceito em relação a minha gordura muito parecidas de fato com outros preconceitos que enfrento como por exemplo por ser negra e e ser de periferia.
    Participo de movimentos sociais e faço parte de uma organização de mulheres e mesmo entre as companheiras quando me coloco ouço coisas como,
    Isso não é bem assim,
    Você está exagerando;
    O que vc tem feito para mudar ,vc fica pondo a culpa nas pessoas de uma mudança que tem de ser sua.(A mudança seria tornar-me magra>
    É muito parecido quando pessoas racistas negam situações dizem:Isso é coisa da sua cabeça, vivemos em uma democracia.
    Mesmo vc sendo considerada amiga, simpática, inteligente en competentetudo cai por terra diante da força do padrão estabelecido na sociedade.

  25. Ana Paula said,

    Deborah, boa noite! Meu nome é Ana Paula, participo como você de uma comunidade chamada “Naquele tempo eu seria miss”. Também possuo um blog para gordinhas e gordinhos chamado Mundo GG (http://mundogege.blogspot.com) e estava na comunidade lendo um dos textos que você postou lá para apreciação do pessoal. Eu gostaria de saber se, citando a fonte corretamente se eu poderia citá-lo em meu blog, para a apreciação dos meus leitores, será que seia possível? Aguardo sua resposta, pode ser via email. Obrigado pela atenção, Ana paula.

    • Deborah Sá said,

      Pode sim Ana Paula, fique a vontade :)

  26. Chris said,

    Deborah,

    Este seu texto, com certeza, fez diferença em muitas vidas (de mulheres gordas, magras, meio-termo, negras etc). Fui uma adolescente muito magra, a barriga seca fazia sucesso. Depois dos 20, como outra menina também comentou aqui, ganhei 10 kg e hoje me sinto muito bem, feliz por estar ocupando mais espaço no mundo (literalmente), heuwahuehwa. Hoje tenho 1,65 e 57kg.

    Minha postura feminista acaba afastando comentários mais maldosos, no entanto, ainda me sinto a mercê dos olhares e principalmente, das preferências. Sabe o “você ainda é bonita, mas era mais antes”? “E esse pneuzinho, hein?” “você era mais bonita de cabelo longo”. Tem sido MUITO difícil ignorar essas opiniões. Já fiquei muito triste mesmo em saber que as pessoas não enxergavam no meu “novo corpo” a alegria que eu vivenciava.

    A luta para retomar a posse do próprio corpo é cotidiana. Envelhecer, mudar, faz parte do processo humano. Quer dizer que só porque este pé de galinha nunca esteve aqui antes, ele é necessariamente feio? Nos escravizaremos, então, buscando corpos de adolescentes?

    A reflexão que você lança é muito importante. Esse texto deveria ser lido por todos.

    • Deborah Sá said,

      Parabéns :D
      É uma luta cotidiana, realmente. Mas não se sinta só :)

      PS: Você é linda *_*

  27. Letícia said,

    nunca tinha lido esse seu post.
    maravilhoso, como todos os que já li.

    obrigada por ajudar tantas gordinhas – eu inclusa – a se sentirem melhor.
    beijos, lindona!

    • Deborah Sá said,

      Obrigada :D

      Beijos, sua linda.


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