2 julho, 2009

Ruffles é para punheteiros

Posted in Publicidade tagged , às 11:18 am por Deborah Sá

Como se não bastassem os comerciais de cerveja, as Batatas Ruflles também investem em propagandas ofensivas.

Voz masculina:Vamos ver como funciona a cabeça dos rapazes
Consciência diz: Mulhermulhermulhermulhermulher
Várias imagens de mulheres seminuas aparecem no vídeo.
Voz masculina: A mulher veio da costela então ahããããã nova Ruflles sabor costelinha!

Algumas considerações:

* Garotos punheteiros costumam ter referenciais de “Mulheres Gostosas”, não de moças magras. E no comercial só tem mulheres muito magras. O que reforça também a mensagem transmitida para as garotas: Quer chamar atenção de um garoto da sua idade? Veja a forma que ele pensa, ele busca estas mulheres. Isto é mulher, não o que você é.

* Só há mulheres brancas.

* Como na pornografia, são vendidas em pedaços. Exibem imagens frenéticas de “animação feminina”.  Sim, aquele ambiente que habita o imaginário (comum) masculino, nele a mulher se move em câmera lenta com conotação sexual em atitudes cotidianas. Segundo esta lógica, qualquer movimento efetuado por uma mulher é cuidadosamente calculado para seduzir. Abrir um estojo, fritar um ovo, tirar uma meia…

* É uma generalização ofensiva da forma de pensar dos homens.

* Faz associação entre comer carne e virilidade.

PS: Obrigada pelo link no youtube Manu ^^

PS2: Veja aqui a embagem do produto. Obrigada Marina :D

12 Comentários

  1. Lola said,

    Não vi ainda, mal vejo TV. Tem no YouTube pra gente ver? Essa associação entre carne e virilidade é tão lugar-comum que impressiona. Mulher não come carne, né? Aliás, mulher não come, ponto.

  2. Manu said,

    Aqui http://www.youtube.com/watch?v=HCid7UTiWV8

  3. Talita said,

    Será que os homens não se sentem diminuídos com esse tipo de coisa? Por que fica parecendo que os homens só pensam em sacanagem o dia todo. Não que seja problema pensar nisso, mas fica parecendo que eles não pensam em mais nada, idiotiza os homens. Aliás, acho que a gente vive na cultura da idiotização, né? O discurso de muitos caras mostra que o legal é ser punheteiro, sacana e bebum. Nada contra quem gosta de “beber, cair e levantar”, mas, novamente, parece que é só isso que importa. Como se um cara não tivesse mais nada de interessante a apresentar além de uma postura de super-macho-cafajeste. Não sei se consegui me expressar bem rsrs… Em resumo, quero dizer que é uma pena que os homens se sintam impelidos a parecer idiotas pra impressionar.

    Abs

  4. whothehelliscely said,

    Nojento, degradante, horroroso!

    Como se não bastasse ser uma batatinha sabor animal morto defumado, ainda usam e abusam dos estereótipos forçados do masculino!

  5. Caroline said,

    Magra,branca,objeto meramente sexual,herbívora pelo jeito.Essas campanhas publicitárias me embrulham o estômago.Só não vomito porque não gosto de costelinha.

  6. Daniel M. S. said,

    Minha vida segundo o comercial:
    Só penso em mulheres. Aliás, não penso nelas. Penso em barrigas retas, peitos e bundas. Caras? Só se tiver um peito logo embaixo. O que as mulheres são também não importa, só tem que ter bunda e, obviamente, fazer todo e qualquer movimento pensando em me seduzir. Afinal, o mundo gira em torno disso… Eu só penso nelas o tempo todo. E elas só pensam em fazer de cada simples ato uma chance de me levar a pensar ainda mais nela.
    Cor na pele? Que nada, tem que ser branca. As outras são feias.

    Sei lá, me parece uma vida meio sem graça…

    Acho incrível como homens e mulheres aceitam isso… Eles não percebem?
    O cara reduzido a um punheteiro que só quer ir atrás das mulheres mais “bonitas” (meu padrão de beleza passa beeem longe disso…). A mulher, a um peito ou uma bunda.
    Se o cara quer algo mais da vida que não pegar mulher, não é nada (ou viado). Afinal, sexo é o único sentido da vida de qualquer homem. Todo o resto só existe pra, sei lá, dar tempo do cara descansar entre uma transa e outra e contar elas pros amigos…
    Mulheres que não sejam magras que nem palito, nem brancas, não são nada… Ou então, ó horror, uma mulher que não esteja interessada em se rebaixar para seduzir cada homem que existe… Essa é pior que nada… No mínimo é lésbica.

    E mesmo assim o pessoal aceita. Esses comerciais vendem, senão não existiriam… Não entendo isso, realmente não entendo.

  7. […] – Deborah também escreveu sobre o […]

  8. Vanessa said,

    Absurdo!
    Tô boba aqui
    E era só um salgadinho…Ou pelo menos era pra ser.

  9. maicon said,

    nada dessas propagandas importam, o que importa é que eu vou comer muito, heheheheh!!!!!

  10. Haline said,

    Eu comentei sobre isso lá na Marjorie, onde li tambem que vc tinha escrito, dai parei aqui. Cara, dou graças a deus de ter amigos que se sentem ofendidos com isso que pensam deles. Ou que querem criar né. Que acham não só uma redução da mulher (futilidades e banalidades) como do homem que só pensa em sexo. Tipo “eu nao sou esse homem que não raciocina, logo me sinto igualmente ofenedido.”. Sou super a favor de boicotes.

  11. otavionagano said,

    Encontrei esse post por acidente numa pesquisa para faculdade.

    E com maior respeito: muita tempestade por um comercial.
    filosofar sobre a ética/estética, cultura/esteriótipo, bláblá/blúblú do comercial da Ruffles? PeloamordeDeus.

  12. Você fez uma perfeita análise do comercial.

    E eu gostei muito do que o Daniel escreveu, não aceitando que os homens se resumem ao que a publicidade mostra. Seria ótimo se mais deles se pronunciassem a respeito, e não só a gente.


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