29 abril, 2009

E o Diabo criou a raiva

Posted in Egotrip tagged , , às 5:42 pm por Deborah Sá

E viu que era bom. Acabei de por a raiva pra fora e sabe? É algo gigantescamente bom. Não esmurrei ninguém. Só fiquei estressada pra caralho porque a porra do expediente foi corrido =D

E faz três dias que tento falar com a Telefônica e pedir que me expliquem a fatura =D Mas nenhum atendente consegue =D Cada um me passa valores diferentes =D Nenhum desses valores batem com o da fatura =D Um dos fornecedores promete uma coisa, eu cobro o dia inteiro e não adianta bosta nenhuma =D Chego em casa e fico sem sono, agitada, mexendo na internet e acabo dormindo tarde =D Acordo podre =D Fazem dois dias =D Amanhã tenho que chegar mais cedo novamente =D E acho que hoje vou tomar sorvete (vegan) pra comemorar essa loucura toda.

PS: Nada como ouvir música no fone MÁXIMO no banheiro dançando de raiva.

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14 abril, 2009

Tomate e orégano

Posted in Egotrip às 5:24 pm por Deborah Sá

Comer é amar-se de dentro pra fora. É acarinhar o que dentro habita. É recompensa e lembrete. É infância resgatada e celebração entre amigos. Comer é sorrir e sentir prazer no calor que se faz em dia chuvoso. É ver fumacinha e embriagar. Comer é tão bom que talvez depois que partirmos daqui, será um dos primeiros itens que sentiremos falta.

Creme vegetal soya + uma rodela de tomate + orégano + pitada de sal * assado até virar torrada / dia chuvoso e cinza = Eu divagando.

13 abril, 2009

Na natureza selvagem

Posted in Filmes tagged às 10:51 am por Deborah Sá

Assisti neste feriado a este filme e devo ressaltar que não me impressionou. E ao contrário do que alguns podem afirmar, não se deve ao fato do filme ter caçadas e a visão antropocentrista.

Ele é cansativo por se estender desnecessariamente. Desde o início, o protagonista deixa claro que seu desejo é se desprender dos valores de elo que a sociedade prega entre a propriedade e os laços consanguíneos. E então busca formar um elo entre ele e a natureza, se inserir nela como “homem”. Neste “homem” está a sobrevivência nos recursos naturais e aí entram as caçadas e a busca por informações que o ajudem a sobreviver no Alasca. Ele deseja viver andando pelo mundo, (quase) sem dinheiro. E a última parada é no Alasca.

Nascido em “berço de ouro” com um pai capitalista e autoritário (sim, é um homem branco, grisalho e de olhos azuis), e uma mãe que tenta se afirmar, mas sempre cede aos caprichos do marido (cabelo ao estilo capacete e colar de pérolas) e uma irmã mais nova que “é a pessoa mais próxima de compreendê-lo”. Ótimo aluno, termina a faculdade, doa o dinheiro de suas economias para uma ONG e bota o pé na estrada. E nesta estrada conhece muitas pessoas. Casais liberais, bichos-grilo, “homens de bar”… Mas não se prende a ninguém nem faz sexo quando uma moça assim o deseja. Desapego.

[SPOILER]

Morre por comer uma planta venenosa por engano. Um pouco patético, mas bem plausível já que é baseado em uma história real. Sua história foi descoberta em sua narrativa descrita em seu diário de bordo.

[/SPOILER]

Senti uma pequena identificação com o personagem por levar as coisas “a ferro e fogo”. Mas onde está o equilíbrio quando este não existe além da caricatura irreal do cidadão-perfeito?

1 abril, 2009

Barriga

Posted in Corpo, Gênero tagged , às 2:48 pm por Deborah Sá

É no ventre onde se formam os bebês e esse carrega também muitas simbologias. Conheço poucas mulheres que tenham a barriga com quadradinhos delineando e que ao se sentarem não apareçam dobrinhas. E  a barriga é o foco da insatisfação da maioria delas, comigo foi assim durante muitos anos. Mas não parece paranoico se preocupar com uma parte específica do corpo? Não, se você conhece o tratamento dedicado a pessoas geneticamente brindadas com tais características. A barriga é um pedaço do corpo muito ligado ao “eu” interior. É quase como um centro, e no meio dela tem o umbigo.

O Umbigo, a máxima do egocentrismo

Quando pequena achava muito estranho as crianças que tinham o umbigo “saltado pra fora”. Mas pensei um dia desses que até o umbigo é padronizado nas revistas. Duvida? Olhe para seu próprio umbigo. Agora procure qualquer foto que tenha umbigo no Google. Ou pegue qualquer foto perto de você, sendo revista ou jornal. Compare. Viu?
A Marjorie escreveu estes dias algo que eu ainda não tinha notado: Quase todas as camisetas que compramos hoje mostram um pedaço da barriga. Aí dá-lhe puxar o dia inteiro. Lembro que uma vez vi em uma banca de jornal: Posições sexuais para disfarçar: Barriga saliente! Pouco seio! Gordurinhas!

Como não viver em alerta quando até mesmo estranhos se aproximam oferecendo dietas? As roupas que vendem mostram as partes que não perguntaram se você quer mostrar. Elas apertam e salientam onde não há necessidade. Restringem, comprimem, machucam e marcam o corpo. Algumas lojas de gordo só vendem “panos” pra cobrir, como se fossemos uma grande mesa onde se deve esconder que está velha e gasta.

Vergonha de comer

Posted in Corpo, Gênero tagged , às 2:46 pm por Deborah Sá

Talvez se você caro leitor for gordinho ou ex-gordinho me entenda muito bem (ou tenha empatia e imaginação). Certa vez conversei com uma moça que me contou que tinha tanta vergonha de comer em público que na escola, comia no banheiro. O assalto na geladeira na madrugada também é emblemático nestas situações do círculo vicioso de: – Vontade / Desejo – Conflito – Ação da vontade – Culpa – Conflito – Punição:

  • Foda-se, agora que comecei termino o pacote. * Vômito e/ou jejum prolongado * Culpa e frustração

Quem nunca viu alguém obeso entrando em um ônibus e ser olhado estranho? Quem nunca ouviu um obeso ser xingado em público? Comendo uma paçoca e pensando: “Nossa olha como ele come, essa deve ser a última da dúzia que ele deve ter comprado”?