3 março, 2009

Posted in Egotrip às 4:53 pm por Deborah Sá

Sim é. Tem uma criança dentro de mim. E não. Ela não tem coração. Convém. Fingir que esqueço, paguei meu preço. Eu ainda conheço. Mas foi a minha criança que me matou. Foi difícil, é difícil, quem diz que não? Esqueça, amasse, vá embora. Por que não bota a criança pra fora? Eu sou louca e às vezes prefiro assim. Do que os que negam que é impossível ser contra mim. Só falo do ego, do meu lindo ego. Tão carente de afeto, tão singelo e flagelo. Ah! Eu só queria poder gritar! (Silêncio). Porque sempre tem escutas nas fechaduras e trancas. E nunca estou totalmente só. Que horror, vem de novo. Sua mão que sempre decrépita. Na minha mente vem de manso, intercepta. Se fosse fácil te matar do modo que sua carne foi. Estaria em orgias bélicas toda a congratulação. Mais difícil que dizer adeus, é me responder a pergunta que nunca te fiz: Por quê? Meu pecado foi carne? Causei-te desgosto? Rio. Se ao menos uma lágrima te fiz chorar. Uma culpa muito mais estratosférica que a minha. Tomara que tenha sido de remorso. Que as queridas minhocas passeiem hoje! E eu dedico estas palavras ao baile infinito. Pois os vermes sempre dançarão entre o suco que se tornou a sua mão. É matéria, matéria decomposta… Dancem vermes, dancem a sua valsa.

1 Comentário

  1. Aos mortos que não deixamos enterrar. Por mais que vivam em nossos pesadelos nenhuma noite dura para sempre. Se o verme de verdade valseia nas idéias, a criança morta pode tambem bailar no coração. Destrua essa dor ! Dance criança, Dance ..


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