16 fevereiro, 2009

Trotes violentos

Posted in Só falam nisso tagged às 4:03 pm por Deborah Sá

Essa aí é uma prática que eu vejo como imbecil. Ainda mais quando é carregada de violência. Já é estúpido raspar a cabeça, comer cocô ou qualquer outro ritual para aceitação em um clã, forçar esses ritos é grotesco.

Não tão fora do assunto assim… Vi na televisão que a moça acusada de jogar creolina em algumas pessoas era gordinha. E pensei imediatamente no alvo de ódio que ela se tornou e de como ele é refletido nos valores negativos que se tem pela aparência. Por exemplo: “Ah, tinha que ser uma gorda, bolufa invejosa, tem que ser morta, torturada, estuprada, currada….”

Se fosse um cara negro iam descer a lenha também, claro que dentro dos seus confortáveis apartamentos, longe da opinião pública, guardados por um dos privilégios do anonimato da massa: Todo mundo sabe o que muita gente pensa, mas finge que não.

PS: Lembrando que não tenho nada contra quem raspa a cabeça, só acho bobinho fazer isso pra entrar em um grupo.

2 Comentários

  1. É nao faz muito sentido raspar a cabeça e tal, mais o problema de aceitação é muito mais grave que só ficar careca. na verdade to careca de ver criança que acha que entro na faculdade pra zua e ser popular (culpa dos besteirois americanos) enchendo a cara e pagando de malandro pra ser aceito. Como se nao bastasse as cenas ridiculas que proporcionam, viram piada e acham que sao legais. Outra coisa ridicula é aquele tradicional “bixo virgem” onde desenham lamentavelmente uma menina no chão pros bixos montarem em cima; isso quando nao amarram uma bixete com outro cara pra ser beijada !! esse ano tive que salvar um bixo sxe pq tavam fazendo de tudo pra obrigar ele a beber e outra bixete que amarraram com um cara no poste pra eles ficarem !! ¬¬

  2. _Vegan said,

    eu acho que esses trotes são tão patriarcais… já que supõe uma clara hierarquia dos veteranos sobre os calouros, hierarquia ridícula e que se sustenta na base do sadismo e vontade de revanchismo (os calouros se sentem oprimidos e, para descarregar a humilhação sofrida, fazem com que os novos alunos passem por trotes – explícita ou implicitamente violentos)
    sempre noto algum grau de sexismo e homofobia nestes trotes (deve ter racismo, e tudo o mais, mas estes não sou capaz de perceber tão bem quanto alguma pessoa negra).
    eu não gosto de trotes, acho bestas, e que há melhores formas de confraternizar do que atacando os recém-chegados.


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