29 maio, 2008
Questão de escolha
Isto é uma coisa que é muito difícil de entender. E ainda penso com um pouco de ressalvas. No final todos escolhemos. Mesmo? Alguma mulher escolhe ser “rebolante na TV”??? Nós escolhemos? Ela tem mais poder de escolha do que quem escolhe ser acadêmica? Ou nascemos em um sistema que nos impõe, até não termos mais saída alguma? Somos marionetes ou temos vontade? Como saber se a escolha foi genuína? Isto sequer existe?
Apologia eu quero uma pra viver…
GTA vende como água, quando a vida gangsta é celebrada como um ideal. O protagonista anda “marrento” pelas ruas onde saí espancando prostitutas que lhe devem dinheiro. E em meio a risos, o jogador solta uma risada maliciosa com os amigos e fala com a boca de canto: Toma sua vagabunda… A erotização da violência é vista de forma “divertida e descontraída” (lúdica?). As gostosas dos jogos despertam a libido dos garotos, eles buscam garotas com todas aquelas medidas descomunais, também aprendem (neste caso através dos jogos), que mulher é “mesmo tudo safada”. Ou seja, tenha tesão por putas, pague por elas e as trate mal, já que “é tudo piranha”. Espanto-me ao colocarem mulheres sensuais onde não há o mínimo nexo com a história do jogo; ao assistir uma partida de Metal Gear vi o personagem abrir um armário que tem um pôster de uma gostosa…
Quem é o mercado que (mais) consome pornografia, jogos, armas, carne? Quem é que cultiva a violência e nisto vê por direito sujeitar “os mais fracos”? Quem “pinta” a mulher como bonequinha e putinha? Quem mata e caça por virilidade? O homem claro. E eles têm escolha? Ou eles são apenas produto de um sistema que incentiva a “bestialidade viril”?