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	<title>Aquela Deborah</title>
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		<title>Aquela Deborah</title>
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		<title>Que sejam</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 13:30:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desejo]]></category>

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		<description><![CDATA[Que sejam biscates, que sejam bichas luxuosas, Que sejam saias minúsculas e sorrisos debochados Que sejam sapatões de moicano e cabelos coloridos Mulheres de cueca, homens de fio dental Batom vermelho ornamentando vastos bigodes Que sejam Poliamor, multiamor, multicolor Que explodam faíscas de olhares fascinados. Que sejam corpos e fluídos, sorrisos e gozos. Que sejam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1533&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Que sejam biscates, que sejam bichas luxuosas,<br />
Que sejam saias minúsculas e sorrisos debochados<br />
Que sejam sapatões de moicano e cabelos coloridos<br />
Mulheres de cueca, homens de fio dental<br />
Batom vermelho ornamentando vastos bigodes<br />
Que sejam Poliamor, multiamor, multicolor<br />
Que explodam faíscas de olhares fascinados.<br />
Que sejam corpos e fluídos, sorrisos e gozos.<br />
Que sejam descobertas e desabrochares<br />
Que sejam o suor de alívio e o tremor de deleite.</p>
<p>Que sejam corpos de tons vívidos<br />
Matizes sob o prisma de prateadas jóias.<br />
Indevidos são os que se acometem com nosso alvoroço<br />
Entorpecidos por despertarmos luxúria<br />
Incorretos são os que pensam que assim somos por ansiarmos ódio<br />
Por não nos “darmos respeito”.<br />
Todos os que estão abaixo do sol merecem deferência<br />
Discretos ou escancarados<br />
Com a altivez de um trotar indomável<br />
Nem acima, tampouco abaixo<br />
Somos onde quer que transitemos, majestosos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1533/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1533&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lei da Palmada &#8211; Instrução ou punição?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 15:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[É certo bater para educar?]]></category>
		<category><![CDATA[Lei da Palmada]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz praticamente vinte anos que olhei meu braço e vi ranhuras de um chinelo, uma havaiana branca de tiras azuis, corri quase como uma quadrúpede ensaiando bipedismo ao colocar os braços na frente pra evitar chineladas. E elas vieram, sem que recorde o motivo. Presenciei adultos punindo crianças entre elas minha irmã de rosto corado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1519&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1520" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.google.com.br/imgres?q=palmatoria+escola&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;biw=1366&amp;bih=616&amp;tbm=isch&amp;tbnid=PR0YaXcW3ImP6M:&amp;imgrefurl=http://www.blogalcantaras.com.br/%3Fp%3D1479&amp;docid=j_c_xtI3TfIu9M&amp;imgurl=http://www.visaonorte.com/blogalcantaras/wp-content/uploads/2010/11/Palmat%2525C3%2525B3ria.jpg&amp;w=320&amp;h=288&amp;ei=h30dT-niJ4PatwfJus2WCw&amp;zoom=1&amp;iact=hc&amp;vpx=318&amp;vpy=143&amp;dur=128&amp;hovh=213&amp;hovw=237&amp;tx=121&amp;ty=94&amp;sig=116015589854236630998&amp;page=1&amp;tbnh=140&amp;tbnw=190&amp;start=0&amp;ndsp=21&amp;ved=1t:429,r:1,s:0"><img class="size-medium wp-image-1520" title="Palmatória" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2012/01/palmatc3b3ria.jpg?w=300&#038;h=270" alt="" width="300" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Isso é uma palmatória, se você não sabe reconhecer uma, provavelmente seus pais ou avós sabem.</p></div>
<p>Faz praticamente vinte anos que olhei meu braço e vi ranhuras de um chinelo, uma havaiana branca de tiras azuis, corri quase como uma quadrúpede ensaiando bipedismo ao colocar os braços na frente pra evitar chineladas. E elas vieram, sem que recorde o motivo. Presenciei adultos punindo crianças entre elas minha irmã de rosto corado depois de levar uma bronca, sem compreender porque truculência resolveria ambas as dificuldades. Quando somos realmente pequenas (os) e os adultos parecem figuras majestosas e soberanas é absolutamente inquestionável qualquer coisa que venha deles, um ângulo que revelam para qualquer hóspede cotidiano é o quanto vivem a beira de um colapso nervoso, a vida adulta é um copo de cólera tilintando o excesso.</p>
<p>Nem todas as crianças são anjos de candura, algumas podem ser ardilosas o bastante para acusar injustamente colegas mais dispersos, incitar intrigas, agredir os mais novos, maltratar animais, punir essa minoria (que costuma atear o comportamento de manada) não a tornará mais maleável se <a href="http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/11/14/precisamos-falar-sobre-o-kevin/" target="_blank">a fórmula para o delito e intransigência inexiste</a>, nem todo pedófilo foi molestado na infância, nem toda criança que é ferida o repete em estruturas menores.</p>
<p>A Lei da Palmada inquieta porque retém um dos plenos poderes da educação ortodoxa: O “direito” de agredir quem contraria suas expectativas de aprendizagem, se essa descrição soa tremendamente injusta é porque o é. Qual a diferença entre uma criança frustrada que quebra os bibelôs de sua mãe para uma tutora que belisca quem não soube lavar a louça da forma que ela esperava? É a violência patrimonial e física, alternada e imediata, o jogo de poder entre crianças e adultos transtornados sobre o que sentem em relação um ao outro, um teste de nervos. Sim, o (a) tutor (a) pode estar em “um dia difícil”, sobrecarregado com as atribuições da modernidade, mas isso não significa que a criança esteja satisfeita em seus dissabores. O mínimo que se espera é que haja maturidade de quem tem mais vivência para estabelecer a conciliação.</p>
<p>Assumir o caráter irrevogável da violência na educação de jovens e menores é presumir que enquanto estiverem abaixo da hierarquia dos guardiões das tradições, maior será a vulnerabilidade á palmatória de seus mestres e se porventura os subjugados apanham é por merecerem tal tratamento, seguindo o abominável ditado: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.  Somente é dado poder equivalente para os infantes quando se tornam gerentes de sua própria prole, ou seja, sua peculiar semi-propriedade privada. Para os que temem um reinado opressor de quem mal saiu das fraldas, o que os difere dos maridos que temem a falsa acusação de suas esposas na Delegacia da Mulher?</p>
<p>Não pretendo definir se a índole inata da criatura humana na civilização minimamente estabilizada (guerras, conflitos extremos, ser apartado do convívio social, são fatores que extrapolam a análise) é boa ou má, todavia não parece razoável o ataque para cada descompasso que enfrentamos entre nossos pares, que dirá aplicar rigorosas penas aos que como espectadores e integrantes do seu redor podem não ter a completa dimensão das estruturas que circundam, mas inevitavelmente são afetados pelos impactos das condições do presente.</p>
<p>Os filhos de pisadelas e beliscões não necessitam reger em antigos compassos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1519/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1519/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1519/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1519&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Do que se passou em 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 17:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a andar de bicicleta e caí por duas vezes, ainda não tenho coragem de ocupar a via pública. Foi como se sempre soubesse desse equilíbrio, recluso. É assim que sinto uma porção de vezes diante das dificuldades, que estou trancada, que não consigo expor, que falta a chave para abrir mais uma jaula. E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1506&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1507" class="wp-caption aligncenter" style="width: 244px"><a href="http://www.flickr.com/photos/joanarocha/6460073671/sizes/l/in/photostream/"><img class="size-medium wp-image-1507" title="Frida" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/12/frida.jpg?w=234&#038;h=300" alt="" width="234" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Essa é a Frida, eu e minha irmã conseguimos um lar para ela</p></div>
<p>Comecei a andar de bicicleta e caí por duas vezes, ainda não tenho coragem de ocupar a via pública. Foi como se sempre soubesse desse equilíbrio, recluso. É assim que sinto uma porção de vezes diante das dificuldades, que estou trancada, que não consigo expor, que falta a chave para abrir mais uma jaula. E uma vez aberta mesmo que presa em armadilha antiga; recordo como escapei para lançar o corpo fora das grades corroídas de ferrugem. Raspei os cabelos mais uma vez, depois de crescidos foram descoloridos e tingidos com anilina cor de laranja, coloquei um piercing na orelha, planejei o desenho da futura tatuagem que espero fazem em breve. Aprendi as quatro operações matemáticas&#8230; E sofri. Ter de explicar que não é frescura, que não é uma reação exagerada, que não lido com isso da mesma forma que a imensa maioria das pessoas, que não é querer ser “boa em tudo”. Tem a ver com minha infância, com o abuso do meu avô, com sentir-se incapaz.</p>
<p>Não há nada que deseje fazer que meu corpo impeça: Dançar, correr atrás para pegar o ônibus partindo do ponto, usar o cabelo curtíssimo, listras horizontais, Yoga, entretanto não foram apenas essas limitações que me impuseram, logo percebi minha auto-estima intelectual em frangalhos, me sentia “burra”, humilhantemente estúpida, embaraçada de conviver com pessoas de nível acadêmico maior (andei com mais universitários esse ano), não que adquirissem posturas esnobes, mas em algumas conversas sentia um nível de abstração que colocava minhas idéias para fora daqueles espaços, parecia outro idioma. Esse ano fiz uma carteirinha em uma biblioteca “de verdade”, não como das escolas que freqüentei de livros escassos, capengas, das cadeiras desconfortáveis e rachadas, fui em uma dessas com bancos de dados e muitos títulos a disposição, ao ver o carimbo com a data e o prazo de entrega para mais quinze dias tive vontade de chorar, parecia que o mundo estava aberto diante de mim, se pareço apaixonada é porque realmente me dedico de coração e essas conquistas assumem grande dimensão em vista de onde parti. Dessa trajetória e minha relação com os estudos escrevi para Lola, <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/11/guest-post-invadindo-um-espaco-que-nao.html" target="_blank">nesse</a> Guest Post,  somado entre outros desabafos nesses quase quatro anos de postagens no blog.</p>
<p>Sei que a inteligência é um parâmetro subjetivo, mas assim como uma mulher com acúmulo feminista sente-se “feia” e cogita em um lapso recorrer a métodos que tornem seu corpo parte da norma exclusivamente para livrar-se da pressão, aprendo paulatinamente não me culpar pelas lacunas de minha educação, se não domino algumas disciplinas de caráter técnico que são disponibilizadas para uma pequena parcela é porque me privaram disso, assim como tantas outras possibilidades que me foram extirpadas sem que me dessem a chance de experimentá-las. Enquanto parte dessa margem meu desejo é expandir, compartilhar o que tenho acesso dedicando-me a educação, ser professora. Distante&#8230; Mas quais das minhas bandeiras são simplórias e de curto prazo?</p>
<p>Também foi um ano de rever meus ativismos, com mais senso crítico, mais honestidade. Não há muito tempo atrás, sentia medo de trazer a tona o que me incomodava no Feminismo, por exemplo, a <a href="http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/11/16/feminismo-biologico-ou-uterino-e-transfobia/" target="_blank">Transfobia, o discurso biologizante</a> que faz parte de algumas discussões, ou o elitismo evidente que perpetua alguns debates como o das empregadas domésticas. Com isso não estou “jogando fora” os anos de luta, as válidas reivindicações, questionar uma vertente de pensamento não deveria ser tratado como blasfêmia. Da referida honestidade apliquei ao Veganismo por ser um tema mais delicado que o Feminismo, evitava aprofundar para não entrar em conflito com pessoas próximas, inclusive do meio Feminista. É “aceitável” <em>(muitas aspas, porque vivemos em um país de preconceito velado)</em> reclamar do machismo em uma peça publicitária, em uma letra de música, de uma piada misógina, no entanto o que dizer da onipresença onívora? Da liberdade dada a qualquer humano para que crie uma galinha e a sacrifique no seu quintal? Que atravessar um anzol nos lábios de um peixe seja sinônimo de diversão? Que aves sejam esvaziadas de seus órgãos e recheadas com farofa para comemorar os anos que seguem um após outro? São fatos inconvenientes, eu sei. Mas precisam ser ditos sem eufemismos de uma mentira bucólica, nem romancear o estado de decomposição de quem não escolheu falecer, estou ciente que a pecuária é a <a href="http://vista-se.com.br/redesocial/programa-a-liga-denuncia-pecuaria-como-principal-responsavel-pelo-trabalho-escravo-no-brasil/" target="_blank">campeã</a> do <a href="http://www.brasildefato.com.br/content/jbs-friboi-rastro-de-sangue" target="_blank">trabalho escravo</a> (mais que a indústria de carvão, setor têxtil e cana de açúcar), o que sugiro é que pensemos além do próprio umbigo, lançar mão do status de ápice da criação, centelha divina, o que parece difícil, pois se inicialmente as religiões ocidentais nos prendiam nesse agraciamento cósmico a ciência têm razões de sobra pra cimentar nosso antropocentrismo.</p>
<p>Conheci e reencontrei pessoas incríveis, me afastei de quem me magoou e parece nem sentir falta. Cumpri a resolução do ano passado que era me desfazer de todas as roupas que me deixavam desconfortável e vestir apenas o que deixava segura. Completei cinco anos ao lado do meu companheiro que me amparou e deixou que minhas lágrimas molhassem sua blusa por repetidas vezes oferecendo conforto quando me sentia absolutamente solitária, o elo com minha irmã permanece pois somos inseparáveis desde que a vi pequena com os cabelinhos cacheados, desde que tive a sorte de tê-la como amiga. Minha mãe se formou em Serviço Social aos quarenta e cinco anos e ao ajudá-la nos trabalhos escrevi pela primeira vez em ABNT. Meu pai mesmo longe, vibra com cada conquista.</p>
<p>Permiti declarar ainda mais falhas, não que fossem secretas, mas compartilhá-las continua um exercício de compreender, perdoar e enfrentar. Ao me reinventar, descobri a mim mesma e agradeço quem se dispôs a acompanhar e desejar-me sorte, sou grata também a quem se abriu nesse espaço compartilhando suas vivências, ensinando por outros olhares, obrigada a quem faz dessa Deborah, alguém que aprende com você.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1506/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1506&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Virgem aos _____ anos</title>
		<link>http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/12/15/virgem/</link>
		<comments>http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/12/15/virgem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 18:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Minha primeira vez]]></category>
		<category><![CDATA[Quero perder a virgindade]]></category>
		<category><![CDATA[Sou virgem]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/12/2240334341_903a692b8d.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1499" title="2240334341_903a692b8d" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/12/2240334341_903a692b8d.jpg?w=300&#038;h=240" alt="" width="300" height="240" /></a><br />
Há muitas maneiras de aproveitar o sexo, juntinho com carícias e juras de amor, com a emoção aflorando, um retorno após o desentendimento, aquele delicioso, escancarado, de peito aberto, gemidos, arranhões e até daqueles que tiram sua alma e a devolvem mais leve, trôpega e levemente desorientada. Sexo pode ser um pedaço de transcendência, sentir-se vivo, pulsando dos pés a cabeça ou ainda, um fardo, a monotonia das paredes, a indiferença. Não há como renunciar que praticá-lo é expor além da anatomia: Mostramos nossa corporeidade, a languidez performática na realidade está mais próxima dos pés que se enroscam ao tirar a calça. Imaginar-se como sujeito e objeto do desejo podem gerar medo e constrangimento das incertezas nesse momento cercado por suposições fantasiosas (não raro, falaciosas). O despertar da minha sexualidade não ocorreu no tempo que esperavam de uma mulher comum, o primeiro beijo foi aos 17 (quase 18), não conseguia me aproximar de quem sentia atração temendo que o amor próprio já escasso fosse reduzido a pó. De passos cautelosos diante do piso que range, apresentei-me despida&#8230;  e adorei.</p>
<p>Um dos temores que a virgindade desperta é a reação que a nudez causará, antes de fazer sexo acariciamos, abraçamos e aproximamos os corpos o que oferece dados para noção espacial tornando possível imaginar uma “prévia” da silhueta, portanto se você é um sujeito magro não pense que esperarão um torso musculoso ou que por baixo das roupas de uma Betty Ditto se esconde uma Twiggy.</p>
<p>Há contemplação em cada corpo que a sua maneira (pintas atrás das costas, estrias, celulites e cicatrizes), traz demarcações que contam seu trajeto, nesse silêncio aberto de suposições pode ser angustiante quando não sabemos o que passa na mente de quem nos vê, será que miram exatamente o que nos deixa embaraçados? Não há como garantir o que essa nudez despertará, pode ser que tire um pouco do fôlego, pode ser um arrepio, pode ser amor. E são variadas as formas de amar, inclusive por uma noite de quem sequer sabemos o nome. O momento correto é o de maior segurança e conforto (o mesmo vale para o local escolhido), não existe idade limite, há quem realize antes dos dezessete e quem espere mais algumas décadas. <em>“Esperar”</em> é um direito que deve ser respeitado, um dos lemas do Feminismo é a autonomia aos corpos, incluia aí a escolha do momento propício para iniciar, pausar ou interromper a vida sexual. Cabe avaliar o motivo desse adiamento e se trás algum sofrimento, qual sua origem, por exemplo, o medo da rejeição.</p>
<p>Ser virgem é passear pelo Éden enquanto a publicidade da maçã diz que aquele é o pedaço mais sagrado, suculento e indissolúvel da existência, porém, nossos vínculos afetivos ultrapassam a troca de fluidos, somos capazes de amar outras espécies, pessoas que conhecemos on-line e não sabemos o cheiro do corpo e a textura da mão, permanecemos sentinelas se companheir@s adoecem, inclusive se não puderem oferecer a mesma quantidade sexual (a qualidade é subjetiva e continuamente reinventada). Sexo é imaginação e com nossa permissão, concretude, sua recusa, adiamento ou execução devem partir tão somente da prerrogativa pessoal, fazendo valer os desejos ao invés de emular comportamentos que atendam expectativas para que nos considerem dignos de afeição, não há nada mágico em “perder a virgindade”, seu corpo não mudará, não se tornará mais sábi@, não é isso que nos faz criaturas maduras e gentis. Trata-se de <span style="text-decoration:underline;">uma</span> das possibilidades de sentir prazer, cabe a você usufruir.</p>
<p><em>OBS: Não há consenso científico sobre Asexualidade sendo variadas suas interpretações, práticas e identidade entre os que nela se identificam, por exemplo, alguns fantasiam o erótico sem inclinação a torná-lo real, outros se masturbam e há quem busque uma relação romântica sem sexo. Não considero patologia ser assexuado ou o celibatário (são diferentes), para mais informações consulte <a href="http://www.assexualidade.com.br/blog/?page_id=1602" target="_blank">esse</a> site.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1493/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1493/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1493/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1493&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Aquela Deborah</media:title>
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		<title>Solitários na floresta de concreto e aço</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 11:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Um homem ao volante, um grupo de cães, quer dizer, pombos, isso faz uma diferença enorme no peso moral da época que vivo, pois bem, um grupo de pombos estava no meio da pista enquanto o carro se aproximou e olhei aflita esperando passar, verifiquei se todos haviam conseguido escapar, o do meio não, a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1485&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/12/pombo1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1487" title="Pombo" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/12/pombo1.jpg?w=316&#038;h=210" alt="" width="316" height="210" /></a><br />
Um homem ao volante, um grupo de cães, quer dizer, pombos, isso faz uma diferença enorme no peso moral da época que vivo, pois bem, um grupo de pombos estava no meio da pista enquanto o carro se aproximou e olhei aflita esperando passar, verifiquei se todos haviam conseguido escapar, o do meio não, a visão periférica não conseguiu perceber a expressão exata do passageiro que olhava para trás no momento que o carro acelerava, mas creio que houve um sorriso. Não adiantaria anotar a placa, a empatia certas horas parece excêntrica, histérica. As asas balançavam no vento ou quem sabe, de agonia molhada no sangue fresco. Virei o rosto tentando esquecer o que estava bem do lado, quase na Vinte e Três de Maio. Tenho respeito pelos que têm patas, penas, escamas, rabo, são diferentes de mim pela biologia, próximos por participarmos desse sopro que é o nosso período curto na História do Universo. E eu chorei por aquele, desejei que tivesse sido o menos doloroso possível, esmagado pela estrutura de metal, se foi. E já dentro do ônibus, com o maxilar duro de tristeza e de coração pesado, ouço os passageiros rirem de um suicida que se jogou “de mochila e tudo” nessa mesma Vinte e Três, não é só o monóxido de carbono que torna essa cidade cinza e de ar pesado.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1485/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1485&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Pombo</media:title>
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		<title>Resiliência</title>
		<link>http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/11/28/resiliencia/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 13:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desabafos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando bem pequena ganhei um brinquedo chamado Vira a Mesa, causava medo, não lembro bem o objetivo do jogo e a única coisa que realmente gostava era o pratinho com adesivo de espaguete, sei que o jogo era rápido e se demorasse tremia e virava a mesa jogando os acessórios longe. Virava de costas para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1464&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/11/viramesa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1465" title="Viramesa" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/11/viramesa.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
Quando bem pequena ganhei um brinquedo chamado Vira a Mesa, causava medo, não lembro bem o objetivo do jogo e a única coisa que realmente gostava era o pratinho com adesivo de espaguete, sei que o jogo era rápido e se demorasse tremia e virava a mesa jogando os acessórios longe. Virava de costas para TV ao abraçar minha mãe com medo da abertura de um programa do Chico Anysio onde esticava a cara, os olhos e o nariz com computação gráfica. Enxergava um monstro imaginário, um ursinho de pelúcia marrom com olhos vermelhos, dentes pontiagudos (como uma piranha) que se mexia mecanicamente com olhar aterrador, ele só aparecia no escuro na lateral do guarda-roupa, uma imagem holográfica com bastante relevo.</p>
<p>Gostava de ficar sozinha, solicitei para minha mãe aos três anos para dormir na casa de amigos dela,  para os amigos pedi um dos quartos para mim e dormi em uma cama de casal, dizem ainda, que não chamei durante a noite e quieta, fechei a porta. Na minha rua (já morei em quatro endereços), havia uma menina chamada Sheila e ela não tratava bem outras crianças, tenho quase certeza que era mais nova que eu, embora mais alta e magra, um dia brincando de pega-pega escorreguei em um barranco pequeno, ela me pegou pela mão e pedi que não me soltasse, ao dar um sorriso sarcástico me largou, achei que iria morrer. Quando cheguei embaixo percebi que a distância era pouca e praticamente não me ralei. Se minha mãe perguntava qual bolo queria, respondia <em>“bolo de bolo”</em>, o que significava “baunilha”, não sabia o que queria ser quando crescer; pedia os brinquedos mais baratos ou nem fazia muita questão deles. Apegava-me aos brinquedos que ganhava e nunca os rabiscava ou cortava cabelos das bonecas, e após brincar guardava-os na caixa. Alguns adultos me queriam mais enérgica, preferia brincar no Paint Brush a sair na rua, jogar Damas a Educação Física, escrever estórias a fazer contas. Tinha gente que dizia que eu parecia autista (mesmo sendo uma matraca), minha mãe irritada com meus modos dizia <em>“Credo! Parece que você foi estuprada! Vive assustada, não pode ouvir um grito”</em>, chorei quando me xingou de “Filha da Puta” pela primeira vez e minha avó, também perdeu a paciência mandando logo ir tomar banho e deixar de frescura, senão ela mesma iria me bater. Meus familiares não eram más pessoas, mas sem sombras de dúvida viviam a flor da pele.</p>
<p>Quebrando objetos da casa, gritos, paranóia religiosa, choro e berro, ameaças, direcionados a mim alguns tapas, chineladas, beliscões e chacoalhões. Sentia-me responsável de manter a estabilidade em especial depois que minha irmã nasceu, ela também se assustava, mas eu a chamava para longe (quase sempre na escada) e dizia que <em>“iria passar”</em> e <em>“era assim mesmo”</em>, quando tudo voltava ao normal olhava para ela de canto dizendo <em>“Viu?”</em>. Sempre que encontrava brecha a levava para escola, certa vez entrei para fazer companhia e as crianças gostaram quando substituí a professora que foi ao banheiro, eu levantava a placa com a figura de um animal e as crianças diziam juntas <em>“Cachooooro”</em>. Contei pra minha mãe sobre meu avô porque temi que ele ferisse minha irmã, brigava muito com minha “melhor amiga” para que não a desprezasse das nossas brincadeiras e durante as noites, fazia um teatro nas sombras da parede para fazê-la sorrir. Tentava proteger e apoiar, nem sempre consegui e errei um tanto de vezes.</p>
<p>Uma vez minha tia bateu o carro e tomada por uma calmaria, tranqüilizei ela e minha irmã, era essa minha responsabilidade, nos momentos de tensão trazer alguma harmonia, acobertei e tomei a frente de erros dos outros para assumir o dever sozinha, entrava na frente dos meus pais para proteger nossos animais de estimação. Não tive que trabalhar cedo para sustentar o lar, mas a carga assumida foi emocional sendo um ponto de equilíbrio comum que ligava as pessoas, se elas brigavam me reunia separadamente com as partes e tentava conciliá-las. Parece que o instinto de preservar outros era muito maior que o de cuidar de mim, a dor era um estado de permanência. Ainda carrego esse traço, quando alguém próximo começa um atrito é inevitável não sentir um frio na barriga e prever que está na hora de agir, é preciso apartar, apaziguar, é instintivo.</p>
<p>Não entendia bem (e confesso que ainda não compreendo em totalidade) o que me tornava alvo fácil se tentava o melhor que podia, por que quando tinha alguns meses de idade uma garotinha veio correndo na minha direção e tascou-me uma mordida? Por que com garotas ainda mais gordas na escola os valentões me expunham ao ridículo? Por que uma menina que nunca vi disse não gostar de mim e torceu meu braço no banheiro da igreja? Por que estava sob a mira do ódio se tentava doar amor? Não devolveria aquelas sensações, não daria o troco, me achavam imatura, retardada, ingênua, fraca, por ser imaginativa, chorona, não dar vazão a minha sexualidade. Só de imaginar que magoava alguém pranteava de remorso, cheguei ao ponto de pedir desculpas ao tapete que me fazia tropeçar (parece piada, mas é verdade que só me dei conta porque minha tia viu e mandou largar mão de ser idiota). Se derrubava o tacho de salada no chão ou quebrava um prato, abria o berreiro, era como se vivesse em estado de atenção, um Vira a Mesa eterno, com seus tremores prestes a espatifar minha tentativa de remendar a realidade quebradiça. Provavelmente as pessoas davam mais ênfase a essa faceta, por isso o choque em me perceber serena quando o caos rondava <em>“Justo você, “a bunda mole” do grupo, agüentou o tranco sozinha”</em>, esses também foram incapazes de ver que entrei na puberdade e menstruei primeiro que qualquer outra garota do meu círculo social, que imaginava meu pai esquartejando meu avô se lhe contasse a verdade, que a família me culparia e seria desintegrada. Quando confessei a verdade a minha mãe, meu avô morreu e chorei por culpa.</p>
<p>Ao me chamarem de retardada acreditei em cada uma das acusações, por isso me sentia limitada, incapaz, burra, sem a malícia que a vida exigia, escolhi abrir mão se isso significava ferir alguém, era incapaz de matar um caramujo e não compreendia o sadismo, como alguém consegue desejar e executar a violência? Essa sempre me pareceu nauseante, desesperadora, repulsiva.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/11/28/resiliencia/"><img src="http://img.youtube.com/vi/j8ASok9tBWc/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><em>Traduzido com legenda <a href="http://letras.terra.com.br/morrissey/174402/traducao.html" target="_blank">aqui</a></em></p>
<p>Bloqueei a Matemática do meu aprendizado, não sabia tabuada até esse ano de 2011 quando entrei no Kumon, as pessoas realmente não entenderam (e muitas ainda não compreendem) quando chorando parei diante de um problema e não conseguia lê-lo, fui a uma livraria, achei que precisava mudar de ambiente, no entanto minha vista não conseguia processar, olhos mareados, cinco linhas para decifrar e me sentia a criatura mais estúpida da face da terra. Nesses momentos esqueço-me de toda a força, do que superei, do esforço em revidar escrevendo minhas angústias, não há chão, não existe caminho percorrido ou origem, estou diante do infinito e das limitações. Isso não significa que quero ser perfeita, não significa que “estou correndo atrás do prejuízo”, aprendi a fazer subtrações &#8220;cortando o zero&#8221; apenas esse ano, tamanha minha dificuldade, resolvi os primeiros problemas, aprendi a tabuada até dez, fatorações e frações. É uma espécie de analfabetismo, me exigiam Camões sem o conhecimento das vogais. Sabia que aprender Matemática seria doloroso porque mexe com minha insegurança intelectual, diziam que era incapaz de certas coisas e aprender Matemática era uma delas, a inteligência que elogiavam em mim é a que flerta com a loucura e o devaneio, aquela de quem é alheia ao meio em que vive, daquela que se perde em uma lógica própria, covarde, a inteligência quase imbecil.</p>
<p>Sentimental demais, dizem, mas lhes digo queridos, a força que me move não tem outra causa senão o amor. Tateio um terreno ainda desconhecido, no entanto abandonei a vergonha de mostrar minhas cicatrizes e se não as querem ver, que procurem outros que atendam anseios de rigidez.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1464/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1464/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1464/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1464&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Feminismo biológico (ou uterino) e Transfobia</title>
		<link>http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/11/16/feminismo-biologico-ou-uterino-e-transfobia/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 19:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Questão de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Bissexual é indecisa]]></category>
		<category><![CDATA[Homem pode ser feminista?]]></category>

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		<description><![CDATA[Homem pode ser Feminista? Sim. A confusão se dá porque no caso do Feminismo o vocábulo é diferente de quem simpatiza com o Movimento Negro, não existe termo para “branca-que-defende-as-bandeiras-do-movimento-negro-mesmo-não-sendo-diretamente-afetada-por-ele”, já no caso do Feminismo é uma expressão usada por quem trás consigo a certeza de que mulheres são indivíduos, algumas Feministas defendem que o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1453&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/11/genero.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1454" title="Genero" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/11/genero.jpg?w=281&#038;h=300" alt="" width="281" height="300" /></a><br />
Homem pode ser Feminista? Sim. A confusão se dá porque no caso do Feminismo o vocábulo é diferente de quem simpatiza com o Movimento Negro, não existe termo para <em>“branca-que-defende-as-bandeiras-do-movimento-negro-mesmo-não-sendo-diretamente-afetada-por-ele”</em>, já no caso do Feminismo é uma expressão usada por quem trás consigo a certeza de que mulheres são indivíduos, algumas Feministas defendem que o máximo que um homem pode ser é pró-Feminista. <em>&#8220;Feminista de verdade”</em>, é quem tem corpo de mulher, vivência de mulher etcetera, etcetera. Reduzindo muito a empatia de terceiros, por que a palavra de um homem ou um@ trans que são feministas tem menor valia se comparada a uma mulher não feminista? Isso é biologizante.</p>
<p>Por ventura uma transexual deve ser silenciada em seus posicionamentos feministas porque concluiu sua transformação corporal após os 20 anos, alinhando seu gênero aos contornos de corpo? Se uma mulher nasceu biologicamente do gênero feminino, mas pede que o tratamento seja por nome social masculino, altera suas roupas, modifica/muda seu corpo (usando faixas nos seios, tomando hormônios), não o chame por ela e sim <span style="text-decoration:underline;">ele</span>. Isso não é misoginia, não é ódio ao próprio corpo. A defesa do feminismo é que o nosso corpo é nossa escolha está mais do que na hora de entender que nosso gênero também. Se você tem um amigo ou amiga que passa por essa dolorosa situação culpá-l@ e forçar algo (que é quase em totalidade o já realizado pela sociedade), não auxilia em nada além do desamparo. Oferecer apoio e compreensão é o mínimo esperado se amamos quem enfrenta esse embaraço, qual o intento de adicionar mais pensamentos tacanhos de um misticismo biológico?</p>
<p>O que me faz mulher não é o que tenho entre as pernas, as cólicas ou menstruação, não sou sagrada e alterar o corpo não é profano. O Feminismo que me representa não é esse que policia outras ativistas e enxerga companheiras de luta como <em>“marionetes do patriarcado”</em> ou <em>“inimigas”</em>, que corta laços e manda mensagens quilométricas para quem não segue a risca os mandamentos que brotam em alguma pedra medieval (a La Avalon), talhada por imaginação, menosprezando bissexuais as encarando como indecisas e temerosas em assumir a própria sexualidade, reduzindo ser Feminista a viver em uma bolha virtual (um Lesbos cibernético e impraticável). Aprecio e apoio elos e fortalecimentos entre mulheres, mas não é apenas a elas que chamo de irmãs.</p>
<p><em>Deborah Sá é Feminista autônoma, Vegana sem ser vaca e defende negr@s e suas ações afirmativas sendo branca, não importando se picotam sua carteirinha de feminista em pedacinhos.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1453/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1453/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1453/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1453&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Genero</media:title>
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		<title>Precisamos falar sobre o Kevin</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 13:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Precisamos falar sobre o Kevin]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma mãe que manda cartas ao ex-companheiro tentando entender as motivações de Kevin, filho de ambos e homicida (executou onze pessoas na escola que estudava). Esse é o ponto de partida e a instigante história talvez seja mais bem aproveitada se quem ainda não a leu fechasse essa página e retornasse depois para contrapor as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1441&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/11/kevin.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1442" title="Kevin" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/11/kevin.jpg?w=208&#038;h=300" alt="" width="208" height="300" /></a></p>
<p><em>Uma mãe que manda cartas ao ex-companheiro tentando entender as motivações de Kevin, filho de ambos e homicida (executou onze pessoas na escola que estudava). Esse é o ponto de partida e a instigante história talvez seja mais bem aproveitada se quem ainda não a leu fechasse essa página e retornasse depois para contrapor as impressões que exponho a seguir, portanto, se não quer saber de antemão como a trama é conduzida, não prossiga com a leitura.</em></p>
<p>Eva é sincera de uma maneira que a maioria dos adultos omite por vergonha, quando um casal hétero é unido por um período estável as perguntas sobre a futura prole são inevitáveis, não raro ouvem: <em>“Quando estiverem na casa de vocês e sozinhos, notarão que faltará algo”</em>, é triste imaginar que duas pessoas que se amam passem por um período em que a distância e o silêncio são tão perturbadores que um rebento é o melhor recurso disponível para quebrar o clima austero. Eva admite que sua vida embora com mais emoções que a maioria, tornou-se enfadonha. Quem sabe todas as maravilhas da maternidade alardeadas não teriam alguma valia? Não foi o que pareceu quando sentiu o hospedeiro (é assim que ela descreve) em seu corpo e até o desejo de dançar era transgressor, devia limitar seus movimentos por algo de maior valor, por exemplo, a adoção a contragosto de um estilo de “vida saudável”, simultaneamente era nítido o elo entre mulheres, a natureza e suas crias, quadris largos, tetas de cadelas que balançavam ao andar&#8230;Tudo parecia pavoroso, gostava de seu corpo magro e associava a gordura dos americanos (ela, descendente de Armênios) a um padrão risível, cultura essa que adorava em cada trejeito de Franklin, o robusto norte-americano, patriota, machista, consumidor de pornografia, cidadão-de-bem.</p>
<p>Franklin tentava fazer o possível para construir uma família ideal encarnando o pai perfeito (presente, que acoberta falhas, mas sem aquela responsabilidade imensa das mães que envolve desde preparar as refeições e levar ao médico até ajudar em trabalhos escolares), mas Kevin percebia (ao que tudo indica desde a mais terna idade) as encenações de seus pais sentindo repulsa quando não lhe pareciam sinceros ao perguntar &#8220;como foi o dia da escola”, faria parte do script ser sincero na medida em que fosse recíproco.<br />
Eva mostrava a Kevin facetas não muito exemplares á medida que as provocações dele se intensificavam, carregando alguma vergonha de atos descompensados emendando desculpas o mais rápido que conseguisse. Qual mãe diria a plenos pulmões que causou uma fratura no filho? A vizinhança poderia julgar Kevin como desajustado e perigoso, contudo se essa ocorrência chegasse a público culpariam a educação de uma mãe não tão zelosa, especialmente se em contraste com o marido que levava o garoto a museus e fazia tudo para agradá-lo.</p>
<p>Isso dava algum contentamento a Kevin, ter o “poder” de trazer à tona a farsa construída com tanto esmero que é a polidez social, seu pai, uma criatura tão otimista e prestativa despertava ojeriza em um jogo que refletia na mesma moeda a dissimulação dos papéis interpretados, sendo plausível o deslumbre com o que há de belo e nobre, há quem contemple o sujo, feio e pérfido.</p>
<p>Era doloroso para Kevin não receber alguma espécie de gratidão, entretanto sua obrigatoriedade era inaceitável, ansiando por um amor espontâneo que não pôde experimentar, as atenções eram voltadas para Franklin e o ciúme foi condutor das primeiras teimosias. Fraldas? Até uma idade inaceitável para a média comum, quanto mais obstinado seu capricho tão maior era o esforço da mãe de não se mostrar vencida e verbalizar o comportamento inadequado, babás, professor@s, colegas de classe, ninguém passava imune a sua presença, como um vírus (metáfora explicada na sua coleção) que ameaça pela contaminação iminente e do quais alguns aventureiros se aproximam pelo prazer de correrem riscos, atestar a imunidade ou quem sabe, partilhar dessa áurea misteriosa e soturna. Eva decide ter uma filha e Franklin age com ressentimento devido a somatória do cansaço desse grande teatro que é o casamento em fiapos, brigas constantes e vida sexual escassa. Nasce Célia, herdando de Franklin a habilidade de suavizar asperezas e imperfeições, encontrando alguma beleza em criaturas abjetas, de uma fé inabalável e fragilidade espantosa.</p>
<p>Com os hormônios em disparate o desejo de Kevin pela mãe parece mais forte acompanhado de pecado e culpa, a expiação se dá por roupas justas (dois números –ou mais- abaixo de seu manequim, o que delineava bem seus mamilos e genitais), sapatos menores, comidas extremamente salgadas e engorduradas, com todo desconforto físico alcançável encontrar “paz de espírito” não parece uma possibilidade, mas um clichê de mau gosto que leva a frustração. A trégua foi dada em um momento febril ainda na infância: Agradeceu os cuidados da mãe e a leitura feita de Robin Hood bem como o desenho da irmã, mas tão logo recuperado a virilidade indiferente retorna. Exprimir emoção era “fraqueza” e parecia decidido disciplinar quem cruzasse o seu caminho, apegar-se a uma ideologia, rodopiar em um salão sem medo do ridículo, destacar-se em sala de aula, a missão consistia em descortinar frivolidades trazendo a tona vísceras ainda quentes. Traço comum em Seriais Killers, é um missionário e executor da eugenia social.</p>
<p>Assim, meu palpite sobre Kevin além do Complexo de Édipo e Sadomasoquismo (com predominância sádica) é de que a angústia crescente ficou insustentável ao passo que alguns fatores desagradáveis poderiam ser eliminados com alguma finalidade. Uma família de classe-média alta com recursos financeiros de sobra, uma casa dos sonhos, no entanto o que fazer <em>com um coração que já não bate nem apanha?</em> Esse despropósito facilmente reconhecível é palpável para maioria de nós enquanto aguardamos sabe-se lá o que desolados diante de uma visão turva. Esse é o principal elemento que forma infratores? Há como antever e remediar?</p>
<p>A delinqüência juvenil possui ares de “incivilizada” já que freqüentemente atrelada às classes sociais malquistas, o desespero da classe média é encontrar essa possibilidade germinando abaixo de seu nariz, se os filhos de outros não possuem filtros pensam eles, é isso que os torna violentos sendo indicado reforçar a redoma de vidro para proteger seus herdeiros do ardil que espreita além do quintal. Assistentes sociais, Psiquiatras, Psicólogos, Advogados e espectadores, buscando o porquê do ruído de engrenagens pelo som da ferrugem; a similaridade entre eles, nós e Dana Rocco reside na ingenuidade de que compreendemos a fórmula do delito.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/31998818" width="470" height="212" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen></iframe></p>
<p><em>Trecho do musical West Side Story</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1441/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1441/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1441/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1441&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Veganismo precisa de gente como você?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 00:26:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Mas você ainda não me convenceu!]]></category>

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		<description><![CDATA[É notável a recente onda de ataques a Vegetarianos e suas práticas, sobretudo de Onívoros que por acreditarem serem o alvo perfeito para o recrutamento, fazem uma série de exigências ao camarim, como se o Veganismo fosse uma banda a brilhar no palco em busca de novos talentos, mas não satisfeito, esse “convocado” põe-se a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1426&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="http://www.google.com.br/imgres?q=need+you+vegan&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;client=firefox-a&amp;sa=N&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;biw=1024&amp;bih=631&amp;tbm=isch&amp;tbnid=T7nmnq4BMrQ0kM:&amp;imgrefurl=http://animalrightscambridge.bravehost.com/action.html&amp;docid=BHEG6st0jVlFtM&amp;imgurl=http://animalrightscambridge.bravehost.com/myPictures/animals-need-youB.gif&amp;w=400&amp;h=437&amp;ei=lt6xTsrOCoHqgQeiypXRAQ&amp;zoom=1" target="_blank"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1429" title="animals-need-youB" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/11/animals-need-youb.gif?w=274&#038;h=300" alt="" width="274" height="300" /></a></p>
<p>É notável a recente onda de ataques a Vegetarianos e suas práticas, sobretudo de Onívoros que por acreditarem serem o alvo perfeito para o recrutamento, fazem uma série de exigências ao camarim, como se o Veganismo fosse uma banda a brilhar no palco em busca de novos talentos, mas não satisfeito, esse “convocado” põe-se a desmoralizar ativistas que se esforçam em prol dessa causa. Sei que pode ser duro para alguns onívoros ouvir isso caindo como uma bigorna em suas cabeças, mas serei direta: Nós não precisamos de você, sequer somos astros, líderes espirituais ou qualquer outra qualidade apresentada ao som de fogos de artifício.</p>
<p>Portanto, nós não precisamos adequar nosso discurso para sermos mais agradáveis, se você tem preguiça de lavar rúcula ou acha oneroso refogar uma abobrinha, não interessa. Há uma forte tendência e maior abertura na atualidade sobre Direito Animal e alimentação Vegetariana, contudo estamos em esmagadora minoria (menor que qualquer movimento pró-direitos humanos), se no Brasil há esse tímido espaço não significa que urgentemente devemos tratar com decoro qualquer um que se acha precioso demais para ser ignorado por “conversores”. Talvez resida aí um dos primeiros mitos sobre Vegetarianos que necessita o quanto antes de adequado descarte, nem todos nós queremos “conversão” a todo custo, invariavelmente muitos confundem essa Filosofia e Ativismo com religião, para tanto, pretendo esclarecer o abismo que separa essas motivações e a quem realmente buscamos atingir, ou em vocabulário mais adequado a metáfora, oferecer “salvação”. Sob a ótica cristã (ortodoxa), a evangelização leva a redenção a cada uma das almas cujas ações, se boas, levarão ao júbilo eterno e se más, ao enxofre e ranger de dentes. É dado o livre arbítrio, embora o discernimento ofereça uma prévia das conseqüências pós-morte. Mesmo quando uma criança não é fruto de genitores cristãos (até seu nome predestinado é Bíblico), há uma série de referências teológicas ao redor, o calendário, feriados, Natal, em sátira ou levado a sério também há espaço em emissoras de TV, jornais, revistas, é muito fácil encontrar igrejas a poucas quadras de qualquer domicílio, se necessário for, os missionários “vão até Maomé”.<br />
No Veganismo a eternidade e outras dimensões não estão em jogo, não sendo necessária muita perspicácia para notar que beira o surreal equiparar a oferta de informação em ambos os casos, após difundida a informação sobre Veganismo, sobra o livre arbítrio, mas o que ocorre se um onívoro optar por continuar seus hábitos usuais? Morrerá? Será assombrado por fantasmas no rolete? Pagará multa? Entrará para o contrabando de queijo coalho para burlar a segurança nacional? Em verdade, sua vida permanecerá idêntica e no consenso geral não há nada nesse ato que salte os olhos. E o que implica essa “escolha”? Ao comer uma fatia de pizza coberta de queijo não se condena a alma de outros ao inferno, mas se encerra prematuramente (se comparada fora do confinamento) a vida de uma vaca que foi concebida com esse propósito, alimentar uma indústria, alimentar um patrão e por último, te alimentar.</p>
<p>Fazendo-me explícita, o foco não é pensar na sua alma, na sua eternidade, o propósito são outros sujeitos afetados nessa escolha, é a privação, segregação, dor, abuso e morte de alguém incapaz de requerer alforria. São integrantes de uma realidade extremamente concreta, os que perambulam em jaulas pequenas fazem o retrato de desordem psíquica sem qualquer alento. Mas se não há lucro nessa conduta moral, porque alguém se dispõe a reexaminar uma série de condutas perfeitamente justificadas em seu tempo?</p>
<p>Segundo Comte,<em> “a Moral consiste em fazer prevalecer os instintos simpáticos sobre os impulsos egoístas”</em>, é o genuíno altruísmo que por si só não precisa de embasamento, esse impulso empático inerente em alguma medida a cada um de nós, é o que nos faz tomar as decisões justas mesmo que não acarrete benefício próprio. A ética por sua vez é a justificativa teórica para essas medidas, se o assassinato é punido perante a lei, antes foi regulamentado por bases éticas sendo socialmente “errado” em sua moralidade e através da ética é permitido ao acusado a chance de defesa. Conforme a percepção dos indivíduos e seu recorte histórico, suas bases morais adquirem multifacetadas interpretações, embora seja esperado ver em uma calçada de grande movimentação os transeuntes saborearem pedaços de porco envoltos no pão, a comoção seria outra se o vendedor agisse dessa forma:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/11/02/o-veganismo-precisa-de-gente-como-voce/"><img src="http://img.youtube.com/vi/5d_y9Hhk2r8/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Minha mãe quando garota, não gostava de presenciar minha avó degolando galinhas ou codornas na sua frente, meu avô paterno era um jardineiro que caçava nas horas vagas, desses que matam uma cobra ou um macaco, levam para casa, limpam, temperam, cozinham e comem com gosto. Para essa geração é um ritual que faz parte de suas vivências, algumas pessoas mais velhas contam que no início relutaram e por fim se acostumaram, como se arrancar o último pio de uma ave causasse o mesmo impacto de escutar o estalo de pilhas que saltam de um controle remoto forçados diante de nossa impaciência. A maioria das pessoas da minha geração não teria coragem de abater um porco sem remorso e não raro, os que hoje acham essa atitude “uma tremenda bobagem” (em média quase duas décadas mais velhos) são os mesmos que dizem “Pra mim, depressão é curada na pancada, apanhei muito e nem por isso fiquei louco”.</p>
<p>Uma contestação presente em muitos argumentos anti-vegetarianos é de que a empatia com não humanos é descabida por ser demasiadamente pessoal e de um sentimentalismo pueril, por exemplo, o termo estupro não poderia se aplicar se alguém o fizer com uma vaca, tortura, cárcere, nada disso faz sentido quando o afetado é desprovido de atributos humanos (e não há dúvidas que o conceito de humanidade foi modificado através do tempo). Em uma cena do clássico “Planeta dos Macacos” de 1968 um humano é levado a júri:</p>
<p><em>- Prezados juízes, meu caso é simples. Baseia-se em nosso primeiro artigo da fé. De que o Poderoso criou o macaco á sua imagem, que lhe deu alma e mente. Que os diferenciou dos animais da selva e o fez senhor do planeta (&#8230;) O objetivo apropriado de estudo do macaco é o próprio macaco. Mas alguns jovens cínicos optaram por estudar o homem (&#8230;) O Estado acusa Dra. Zira e um cirurgião corrupto chamado Galen de fazer experiências com este animal, modificando-lhe o cérebro e a garganta, criando um monstro que fala. (&#8230;) Isso raciocina? Com a permissão do Tribunal, exporei essa farsa com um exame direto. (&#8230;) Diga, Olhos Brilhantes [nome do humano], qual é o segundo artigo da fé? </em></p>
<p><em>- Não conheço sua cultura, admito.</em></p>
<p><em>- É claro que não conhece nossa cultura, ele é incapaz de pensar!</em></p>
<p><em>- Por que todos os macacos foram criados iguais? </em></p>
<p><em>- Alguns macacos são mais iguais que outros.</em></p>
<p>Naturalmente por não possuir tais respostas é taxado de aberração bestial, anomalia e injúria ao criador.  Pois bem, deveríamos abdicar de descrever qualquer situação que envolva membros de outra espécie? <em>”Vi um cão que roçava na grama em um dia de sol, ele estava muito feliz”</em> ou <em>“O homem chutou o gato”</em>, são frases que não fazem sentido se o olhar especista for grande o suficiente para encarar animais como que em uma fábula na qual por mágica um objeto trivial ganha vida: Um cofrinho tragicamente encontra o martelo para esfacelar seu gesso. Triste no contexto, todavia só um punhado de pó branco que pode ser escondido embaixo do tapete,  nesse eufemismo, solidão, canibalismo, alienação, relutância, corte, morte, sangue, desmembramento e decomposição são enfeitados com folhas de alface ou uvas de plástico na tentativa de levar alguma leveza ás vitrines de um açougue. Não é algo bonito de se ver, se fosse de sua responsabilidade definir, qual seria a faixa etária permitida para assistir as filmagens de um abate?<br />
Crianças não são inconscientes do ambiente que estão inseridas, a mídia expôs imagens de Kadafi ensangüentado e certamente crianças de variadas idades tiveram acesso a isso, por volta dos onze anos (quando não antes), elas já sabem o que significa seqüestro, tortura e outros termos oriundos da violência. Quando estarão prontas para ver como é feita a sangria de um boi?  Sejamos honestos, nem a maioria dos adultos tem estômago para tanto.</p>
<p>O Veganismo deve ser construído por quem se importa com os animais, bem verdade que a maioria de nós na infância já experimentou o que é se preocupar além de nossos semelhantes, pedindo para levar um cão para casa, enfrentando os adultos ou mais velhos se necessário. As formas de preconceito e ódio são aprendidas, a mão que puxa para afastar infantes de novas amizades é a mesma que aos gritos manda se afastarem do vira-lata pedindo atenção. Se nada disso lhe desperta comoção, caro leitor, acredite, não fará falta. Felizmente em maioria estão aqueles que desejam mudar, embora não se sintam prontos ou não saibam por onde começar. Pedimos respeito, não por nós mesmos, mas pelos que estão em seu garfo sem um minuto de silêncio.</p>
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			<media:title type="html">Aquela Deborah</media:title>
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		<title>Enem 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 23:29:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Sá</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Egotrip]]></category>

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		<description><![CDATA[Retornei! Esse período de férias fez repensar uma série de coisas e através disso, pude priorizar o que julgava importante, estudar, ler e descansar na medida em que trouxesse o alívio esperado. Não é hábito escrever posts diariamente, as publicações seguirão o ritmo de sempre: Quando restar tempo, inspiração e disposição; voltarei com muito gosto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1407&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Retornei! Esse período de férias fez repensar uma série de coisas e através disso, pude priorizar o que julgava importante, estudar, ler e descansar na medida em que trouxesse o alívio esperado. Não é hábito escrever posts diariamente, as publicações seguirão o ritmo de sempre: Quando restar tempo, inspiração e disposição; voltarei com muito gosto desabafar por essas bandas. Fiz o ENEM da melhor forma que consegui, em meio às questões encontrei algo encantador:</p>
<p><em><strong>Guardar</strong></em></p>
<p><em>Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la</em><br />
<em>Em cofre não se guarda coisa alguma.</em><br />
<em>Em cofre perde-se a coisa á vista. </em><br />
<em>Guardar uma coisa é olhá-la, fita-la, mira-la por admirá-la, </em><br />
<em>Isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado. </em><br />
<em>Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,</em><br />
<em>Isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,</em><br />
<em>Isto é, estar por ela ou ser por ela.</em><br />
<em>Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro</em><br />
<em>Do que um pássaro sem vôos</em><br />
<em>Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,</em><br />
<em>Por isso se declara e declama um poema:</em><br />
<em>Para guardá-lo:</em><br />
<em>Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:</em><br />
<em>Guarde o que quer que guarda um poema:</em><br />
<em>Por guardar-se o que se quer guardar.</em></p>
<p><em>Machado. G In Moriconi (org). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de janeiro: Objetiva, 2001</em></p>
<p>Assim encaro meus escritos e o elo que criei com minhas leitor@s, pois houve um tempo em que minhas confidências e devaneios ocupavam as folhas de um caderno de capa fina, em que meus escritos eram mostrados para poucos por vergonha do desbravamento e os medos pareciam irrisórios ou estapafúrdios, esse tempo de falar com os olhos distraídos e a boca quase encoberta passaram. Passaram pela construção ON e Offline, por tanta coisa que sucedeu, mas hoje sou de um modo que não imagino sem registrar, sem esse prazer de ordenar através de letras ora de meu punho, ora ao barulho de teclas o equilibro das idéias inicialmente desconexas. E entre tantos caminhos a felicidade aparece quando alguém me diz que através do que escrevi fez-se um sorriso, a esperança em algo bom, a amar-se e redescobrir-se. Sou grata, de coração, pelas contribuições que aqui fazem.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><em>Meus resultados no Enem:</em></span><br />
Linguagens códigos e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 39<br />
Matemática e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 11<br />
Ciências humanas e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 37<br />
Ciências da natureza e suas tecnologias: 44 Questões. Acertos: 16</p>
<p>Total de questões: 176<br />
Total de acertos: 103<br />
Total de erros: 73</p>
<p>Espero que tenha acertado as que valem mais pontos e minha nota na redação seja alta, falando nela, eis aqui:</p>
<div id="attachment_1409" class="wp-caption aligncenter" style="width: 227px"><a href="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/10/rascunho.jpg" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-1409 " title="Rascunho" src="http://aqueladeborah.files.wordpress.com/2011/10/rascunho.jpg?w=217&#038;h=300" alt="" width="217" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Não farei a ruindade de largá-los com minhas garatujas, a transcrição está abaixo:</p></div>
<p><strong><em>Tema: </em></strong><br />
<strong><em>Viver em rede no século XXI: Os limites entre o público e o privado</em></strong></p>
<p>Para além de avatares, os perfis nas redes sociais são constituintes na construção das identidades de seus usuários, através da interação no âmbito virtual é possível expandir o raio de alcance na propagação das idéias cujo remetente, pode ser qualquer sujeito disposto a tornar pública sua consideração em rede, não importando seu teor. Com essa democratização é revisto o conceito de coletividade, ao passo que novos formadores de opinião são criados a autonomia e o senso crítico ganham outros contornos acompanhados da incerteza sobre os limites entre o público e o privado. Ao optar pela exposição o julgamento de uma legião de desconhecidos tornar-se-á inevitável e a reputação seja de pessoa física ou jurídica, pode estar fadada a ruína em questão de horas. As etiquetas morais e éticas não estão em suspensão no ciberespaço, contudo, o anonimato oferecido causa a falsa impressão de impunidade deixando toda sorte de caluniadores extasiada com a possibilidade de expor seu alvo ao escárnio, essa atitude pode ser premeditada quando agindo de má-fé, um indivíduo usa deliberadamente a imagem de terceiros sem a devida permissão. Assim o famoso trecho de “O Pequeno Príncipe”, faz mais sentido se adequado em até 140 caracteres: “Tu te tornas eternamente responsável pelo o que publicas”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/aqueladeborah.wordpress.com/1407/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/aqueladeborah.wordpress.com/1407/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/aqueladeborah.wordpress.com/1407/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/aqueladeborah.wordpress.com/1407/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/aqueladeborah.wordpress.com/1407/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/aqueladeborah.wordpress.com/1407/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/aqueladeborah.wordpress.com/1407/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/aqueladeborah.wordpress.com/1407/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/aqueladeborah.wordpress.com/1407/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/aqueladeborah.wordpress.com/1407/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/aqueladeborah.wordpress.com/1407/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/aqueladeborah.wordpress.com/1407/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/aqueladeborah.wordpress.com/1407/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/aqueladeborah.wordpress.com/1407/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=aqueladeborah.wordpress.com&amp;blog=3346141&amp;post=1407&amp;subd=aqueladeborah&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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