05.20.09
Star Trek
Geralmente os filmes de ficção científica despertam em mim uma leve e/ou profunda sonolência, os de ação também. As grandes seqüências de ação me fazem pensar: “Estão tentando me impressionar com estas explosões pra compensar o roteiro fraco que vem por aí”.
As cenas de batalha de naves e seus “ziun ziun ziuuum” com músicas épicas empolgam a maioria das pessoas. Mas não me surpreende. Quase sempre parece “Yeah! Vamos despertar o sentimento de brincar de espadinha!!”.
O Kirk será o personagem queridinho da maioria teen. Ele é loiro e tem olhos azuis, é garanhão e daquele tipo “pernalonga” que engana os outros e sempre se dá bem. Mas que no fundo tem princípios como honrar o nome da família. A trama dele é muito centrada nestas questões de honra familiar. A cena inicial do filme é o pai dele salvando a mulher e o filho da morte, isso bem na hora que esposa estava em trabalho de parto (com direito a trilha sonora de violino).
As mulheres são reservadas a esfera privada da nave. Elas não lutam, não são bravas, apóiam e aconselham ao longe, usando mini-saia (menos as mães). As únicas mulheres na trama são:
* A negra (par do Spock) que o apóia e demonstra personalidade forte, mas não entra em conflitos com ninguém. Usa chapinha e colocaram-na de calcinha e sutiã em uma cena absolutamente desnecessária.
* Uma moça verde que aparece de calcinha e sutiã dando uns amassos no Kirk
* A mãe do Kirk em uma aparição relâmpago no início do filme e a mãe do Spock que o apóia serenamente.
Mesmo Star Trek utilizando os artifícios clichês da ficção científica, me cativou. E qual o diferencial? O Spock. Ele é mega charmoso e o melhor personagem do filme. Filho de um Vulcano com uma humana e visto como impuro, precisa se esforçar em dobro pra ser reconhecido. Os Vulcanos sentem as emoções de forma mais intensa que humanos, são lógicos e extremamente racionais, evitando dar vazão aos sentimentos.
Outro ponto positivo é o lado humano de Spock e Kirk. Spock mesmo racional, perde a cabeça, e Kirk mesmo impulsivo e egoísta mantêm a cabeça fria em alguns momentos que exigem isto.
Nota 6,5 se analisar ele como filme, independente do gênero.
Nota 9 se analisar ele como filme de ficção-científica.
05.12.09
A Borracharia Hutt
Eu gosto de Star Wars. Não me considero fã, mas vejo um potencial interessante no universo expandido.
É primordial ter em mente que Star Wars não tem um viés revolucionário e libertador. É entretenimento, money, money…
Ao contrário de muitas pessoas o que eu gosto não são as lutas, os efeitos especiais ou as trilhas sonoras épicas das batalhas. Gosto da filosofia e dos poderes da força.
É um retrato do tempo em que foi escrito. Portanto 99% dos personagens importantes são homens. Aí você diz: E a Leia? E a Padme? E a Aayla? E a convivência entre as raças?
Eu respondo:
1 – Se colocar em uma balança, há muito mais homens.
2 – Sim, as personagens femininas lutam, matam, mas nunca tem o mesmo peso na história que os personagens masculinos.
Abaixo, continuação da trilogia de posts sobre Star Wars
As Bruxas de Dathomir
Aprenderam a usar a força e tratava os homens como propriedade, mas quatro anos depois da Batalha de Endor, Han Solo ganhou o planeta Dathomir em um jogo de Sabacc do Warlord Omogg, descendente de Gethzerion. As aventuras subseqüentes de Han no planeta resultaram na destruição das Nightsisters e das forças do Warlord Zsinj. Dezenove anos depois de Endor, uma nova ordem de Nightsisters, embasada no Grand Canyon, emergiu em Dathomir. Este clã, que se aliou ao Império, fundado pelo ex-aprendiz de Luke Skywalker, Brakiss, tratou os machos como iguais às fêmeas e enviou os seus melhores estudantes da Força para que fossem treinados na Academy Shadows Of The Empire.
Owwwwn que bonitinho *__*
Elas foram colonizadas! Mas ninguém fala de mulheres que lutaram contra a galáxia patriarcal para que homens e mulheres fossem tratados de maneira igualitária. Afinal, com tanta confusão acontecendo na galáxia, ninguém ia ter cabeça pra lutar contra isso
Leia Slave
Não adianta. Não acredito que colocaram a Leia de biquíni pelo contexto Hutt. Foi pra erotizar mesmo. E foda-se que ela mata o Jabba enforcado, ela fica de biquíni. E se o propósito era “uma denúncia patriarcal com a vingança de uma mulher”, não colou não. Porque até hoje, milhares de pessoas acham super sexy ela vestida de escrava. E se uma moça vai de Leia “escrava”, todos os homens fazem aquele barulho conjunto característico de assédio. Não importa o quanto a personagem tenha personalidade. Sempre encontram um modo de erotizar sua imagem.
Já fui em dois eventos de Star Wars (o Jedicon), as réplicas são legais, algumas apresentações também.
O que fode é o frenesi quando passa uma moça caracterizada como Leia Slave, os muitos chaveiros, imãs de geladeira e toda quinquilharia dela como escrava. E nisso os homens apontando: – Ahãããã, olha que legal, a Leia Slave ahãããããã *baba*
Na verdade esse vídeo me deixou tão brava que senti um aperto no peito. Hum, melhor descrever como ódio. Sim, me deixou com ódio.
Porque pegam um sujeito calvo e barrigudo (tomando cerveja) e colocam duas gostosas pra brigarem por ele, com sabres de luz.
E dá-lhe cortar os pedacinhos da roupa pra deixarem elas só de calcinha.
É uma ofensa ao modo Jedi de vida. Porque sinceramente espero mais que um pinto no lugar do cérebro do Obi-Wan Kenobi Help me Obi-Wan Kenobi, You’re My Only Hope!
São bundas, não importa se você tem a força woman! A construção dos gêneros é mais forte.
A próxima vez que eu entrar em um recinto macho-nerd a sensação será de uma borracharia com posteres da Leia Slave, Tomb Raider e Rei Ayanami.
O vídeo que me inspirou os posts: