6 junho, 2012
A nudez como arma política, ou não
Em 2009 me manifestei contra o Lingerie Day, a insatisfação foi ter surgido como uma data criada para um grupo pequeno: “As gostosas”. O banner de divulgação era objetivo: Feias, gordas ou qualquer mulher fora do padrão não seria bem vinda. Tampouco, creio que pornografia com mulheres gordas seja a evidência de que os paradigmas estéticos alcançaram um novo patamar, facilmente grupos marginalizados encontram admiradores na web ou espaços fetichistas, inclusive aqueles que os usam como um prazer descartável aproveitando da baixa auto estima para tê-los como acessório em dependência emocional. Andar de mãos dadas em via pública; ouvir indiretas e comentários por namorar um portador de necessidades especiais, um cadeirante, uma gorda, uma travesti, esse é um “peso” que poucos estão dispostos a enfrentar, ás vezes leva um tempo para levarmos á prática nossas pulsões, outros ainda preferem levar em segredo esses desejos.
Ano passado não fui à Marcha das Vadias, embora o caráter fosse feminista (o respeito aos corpos independentemente do vestuário) pensei que o título era limitante, não são apenas as “vadias” que sofrem assédio, mesmo quando usava uma saia cobrindo os calcanhares ouvia declarações que faziam corar e retornar para casa constrangida, a mulher livre é aquela que sorri faceira de saia curta, mas também aquela que planeja o casamento, a que é virgem, a que tem pênis e nem pensa em tirá-lo, a que se sente tranqüila para seguir seu próprio ritmo, seja ele qual for, portanto o leque de possibilidades está em contínua expansão e cada grupo, embora com especificidades, é tolhido de se manifestar por um inevitável (?) mal entendido.
Esse ano fui á Marcha das Vadias de SP por simpatizar com os cartazes produzidos no Distrito Federal, sempre que possível busco participar dos eventos e ver com os próprios olhos do que me basear nos noticiários, escolhi um vestido e sem calcinha ou sutiã (não por causa da Marcha, ás vezes gosto de sair de casa assim), fui até a concentração do ato, era um belo dia ensolarado. Encontrei algumas das Blogueiras Feministas, amigas e outros rostos conhecidos, algumas estavam sem camiseta com os corpos pintados e me senti confortável, pois é assim que lido com a nudez de forma geral. Optei por não ficar completamente nua e se o fizesse, não seria necessariamente para protestar, mas para ficar mais “á vontade”. Aquelas mulheres usavam seus corpos como armas e então foi imediato lembrar do Femen, as ucranianas que usam sua nudez como reivindicação. Segundo o Femen, não há qualquer requisito para se filiar, o fato de só reproduzirem as imagens de loiras, jovens, brancas e magras é uma predileção da mira dos fotógrafos e também uma coincidência do biotipo do país. Fato é que a nudez na Marcha das Vadias desse ano causou indignação, incompreensão e até mesmo censura em algumas reproduções. As perguntas que perduraram foram: Vale a pena correr o risco de ser mal interpretada? Não é ingenuidade esperar que o nu feminino em nossa sociedade tenha reação oposta?
É bom ter em mente que toda manifestação pode cimentar as caricaturas de quem as reivindica, principalmente se levarmos em consideração a forma que isso será documentado e divulgado, uma passeata com duração de quatro horas pode ser noticiada na primeira folha do jornal através do recorte de um ato isolado, onde um único indivíduo encapuzado chuta uma viatura policial. Entre fotografar um casal lésbico de negras, ambas vestidas ou dois gogo boys loiros e depilados na Parada Gay, certamente a mira do fotógrafo centralizará o que a audiência quer enxergar. Imaginar que o discurso não seja apropriado de forma palatável e vendável é um engodo, com ou sem roupa, de megafone e estandarte, de cartolina na mão e esparadrapo na boca, pouco importa, a falha, portanto, não é do(s) método(s) proposto(s), mas da distorção na ignorância de quem desconhece outras manifestações do novo, do que foge a dedução imediata.
Reconhecer essa condição não implica resignação, fatalismo, perceber nossas limitações e a consciência de nossos privilégios não deve engessar as ações que podemos executar, somos seres condicionados e ao mesmo tempo capazes de mudar o rumo. O mundo que não compreende os seios expostos de uma mulher comum, é o mesmo que prefere que gays se beijem em âmbito privado, é o que classifica baseado em aparência ou bagagem acadêmica, que julga pelo tamanho do lattes e pelo tamanho do pau. Ademais, nem sempre o nu é político, nem sempre o beijo é premeditado e militante, ás vezes o nu é para quem gosta de ser visto, quem gosta de sentir a brisa, quem chega cansado do trabalho e fica com o mínimo de roupa para relaxar, o beijo de língua pode ser carinho, pode ser tesão, pode ser a faísca no momento propício que surgiu quando menos esperávamos.
A militância quando vira um cargo é fardo que faz adoecer, pesa ao espírito, rouba o brilho dos olhos e a cor dos lábios, deixa o semblante carrancudo, as palavras amargas, vigilante e por isso mesmo, fatigado, nesse estágio qualquer um que pise fora de rijo traçado é jogado aos leões, perde a credibilidade, vira inimigo. De minha parte, carrego o coração leve por não trair o que desejo, quando almejo abotôo até o pescoço e quando não, calcinha no chão.
14 janeiro, 2011
Só não tem medo de Polícia, quem nunca se manifestou contra o Estado
Ontem (13 de Janeiro de 2011), estive ás 16:50 em frente ao Teatro Municipal, sei que a maioria da população não possui um emprego que abre exceções e libera a participação em passeatas durante a semana, mas tive essa sorte e quero dividir isso com quem estiver disposto a ouvir o que “a grande mídia” não faz questão de noticiar.
Encontrei amig@s e pessoas que saiam do trabalho com faixas, cartazes e apitos, jovens (em maioria), idosos e até crianças eram vistas no local. A caminhada iniciou em direção da Prefeitura passando pelo Viaduto do Chá, as frases incluíam: “Dança Kassab, dança até o chão! Aqui é o povo unido contra o aumento do busão”, “Vem pra rua, vem, vem contra o aumento”, “Pu-ta que Pa-riu! É a tarifa mais cara do Brasil” e “Ei Kassab, vá tomar busão!”.
Percorremos a Rua Direita e Vale do Anhangabaú contando com a adesão de alguns passantes e trabalhadores que aprovavam a iniciativa, embora nem todos abandonassem o expediente. Panfletos foram distribuídos aos passageiros de ônibus e a quem aguardava no ponto, todo o trecho foi percorrido por escolta policial acompanhando de olhos atentos a concentração.
Quando chegamos na Av. Ipiranga na esquina com a Sete de Abril, parte do grupo decidiu seguir na rua lateral (da Feirinha da República que ocorre aos Domingos) e pediu para que os que estavam à frente (seguindo a direção da Av. Ipiranga) acompanhassem, nesta bifurcação a polícia agiu: Ouvi tiros e me afastei, retornando quando senti alguma segurança, a segunda onda de disparos foi mais intensa sendo possível ouvir o som de vidros quebrando, pessoas correndo em todas as direções e eu tentei me abrigar em uma loja quando uma bomba de gás explodiu muito próxima. Temendo o risco e prejuízos, lojistas fecharam as portas e só consegui me abrigar na terceira tentativa: Um bar.
O local completamente invadido pela fumaça branca fazia meus olhos lacrimejarem causando falta de ar, garganta seca e ardência no rosto, quatro manifestantes conseguiram entrar no mesmo lugar e aguardar com portas fechadas o tumulto se dissipar. Funcionários, clientes (incluindo três idosas) tentavam como podiam, respirar e beber água para conter as reações do gás. Logo o Yuri me ligou garantindo que havia conseguido um bom lugar para se proteger.
Permaneci no ambiente por cerca de quarenta minutos, é difícil aceitar tamanha truculência para conter uma manifestação pacífica, a atendente do bar disse que a Polícia acertou duas bombas quebrando painéis de vidro de uma lanchonete ao lado. Uma mulher trouxe na mão uma cápsula (?)
Julguei imprudência tomar para mim este objeto que causaria repreensão violenta em uma abordagem, deixei o local e fui para casa encontrar-me com o Yuri e um amigo querido (que participou do ato).
Imagino o quão doloroso foi o período da Ditadura, bastaram algumas balas de borracha e bombas para sentir medo. A violência (e o despreparo) policial não é exclusividade no trato do Movimento Estudantil: Moradores de rua, Bolivianos, Negr@s, ambulantes (não raro, idosas que vendem milho correm de policiais)… Qualquer resistência pode gerar este confronto uma vez que o alvo não possui treinamento militar, instaura-se o medo para que a força de trabalho não cesse os lucros do capital. Tomemos as ruas de forma crescente! Nos negligenciam saúde, educação e distribuição de renda, certamente não concederão oficinas gratuitas de Krav Maga.
Foto: Marcos Gomes
29 novembro, 2010
Avenida Q
Adoro musicais, entre meus preferidos estão West Side Story, Chicago e Funny Girl. Ontem, após a prova da FUVEST passei em frente ao Teatro Brigadeiro e o cartaz anunciava: Avenida Q. Aproveitando a oportunidade de relaxar, aguardei até o início da peça. Além da careca, era a única mulher de havaianas e “sem produção” – um sujeito com a camiseta “I don’t Need Viagra, Im Italian” me olhava como se eu usasse o boné 1DASUL.
E de fato, é de onde vim.
A peça iniciou de modo encantador, é inegável o quanto os atores são talentosíssimos. Mas aos poucos, da primeira fileira pude perceber: Avenida Q era de Status Quo. Um Glee às avessas, por mais absurdo que seja. No número “Todo mundo é meio racista” ouvi piadas que me deixaram sem chão, principalmente pela reação da platéia que só faltava engasgar das piadas escancaradamente racistas que prefiro não reproduzir aqui.
Este número inicia com a idealista, ingênua e romântica Kate Monstra que compartilha com Princeton seu sonho: Criar uma escola para Monstrinhos, ele indignado diz: E você aceitaria alguém como eu lá? Não? Então você é racista também… (sabe quando afirmam que identidade negra é racismo ao contrário? Feministas são machistas ao contrário? )
Ao sair, notei que a Veja deu quatro estrelas para Avenida Q (porque será?).
Princeton, o rapaz, se relaciona ocasionalmente com uma prostituta (uma mulher feliz, que usa sua sexualidade pra conseguir o que quer), Kate Monstra fica triste mas é aconselhada por sua amiga JapaNeusa a esperar, afinal, algumas pessoas demoram para amadurecer e se amor e ódio andam sempre juntos, restava esperar, Princeton era seu.
Em Schadenfreude (expressão em alemão para designar o sentimento de prazer pelo sofrimento dos outros), o personagem negro canta o quanto está feliz ao ver um colega virar mendigo. Há também um número de nostalgia aos tempos de colégio, onde ali era o espaço de aceitação.
Enquanto feminista “calejada”, ouvi “Uma mulher pode ser gorda e pode ser feia, nunca as duas coisas”. No número “Internet é Pornô” senti a revanche reacionária e temi, não minto; que os holofotes caíssem sobre mim quando perguntavam a mulheres na platéia se elas gostavam de pornografia. A piada era eu. Só faltava ser negra. Porque a cultura de auto-ódio faz isto com mulheres, negras e gordas, quando nos humilham somos nós, que acostumadas sentimos vergonha. E é de nós, cobrada a postura da diplomacia, não importa o quanto humilhadas nos sentimos.
Em termos técnicos a apresentação é impecável, friso o talento e a dedicação do elenco. Minhas críticas são direcionadas exclusivamente a narrativa pertubadoramente reacionária, não estava preparada para esta enxurrada, o preconceito costuma vir até a mim em doses ho-meo-pá-ti-cas, inclusive daqueles que amo. Quem não tem um parente reacionário, homofóbico ou elitista que atire a primeira pedra.
A Avenida Q é Berrini, Jardins, Leblon. É onde rir de mendigos é a norma e assumir o contrário é mentir. Em verdade, quando reconheço a série de privilégios que tenho em relação a outras pessoas e não humanos me sinto um lixo.
Sempre há uma onda conservadora (Backlash) quando novas idéias surgem, este musical (originalmente de 2003) é uma brisa suave á aqueles de suspensórios que podem ver sob os holofotes, todas suas piadinhas de quem não encontra riso na marginalização.
Atualização em 30 de Novembro:
Peço, atenhamo-nos ao debate sincero sem ofensas pessoais.
Não tenho paciência para troll
Em nenhum momento xinguei os atores de elitistas, ou parti para ofensas pessoais, tenham o mínimo de maturidade, por favor.
Não tenho potência de Estado, não sou colunista de jornal.
Estão me ofendendo no Twitter da Avenida Q com o fato de eu prestar FUVEST, terminei meu ensino médio com Supletivo. Invalidar a minha opinião porque não tenho diploma, isso sim é elitismo.
Repetindo: Respeito o trabalho da produção, o elenco, todos os envolvidos, mas não acho graça de racismo.
24 setembro, 2010
Entrevista – Data
Abaixo, e-mail da moça que me entrevistou:
Oi, Déborah! Td bem?
As matérias da 5ª Mostra Árabe de Cinema irão ao ar neste sábado. Não sei te dizer se passará tudo neste sábado, ou se as matérias passarão uma parte neste sábado e depois em outro, pois ainda não vi o programa finalizado. Qq dúvida, entre em contato.
Bjos
Sanny Hosney Mahmoud Mohamed
TV Chams (canal da comunidade árabe brasileira)
Sábado 10:30 e 18:00
Quinta: 00:00
NET – 9
TVA Analógica 99/72
TVA Digital 186
Ou assista online aqui
20 setembro, 2010
Beijaço – 19 de Setembro
Com menor repercussão na grande mídia (em vista do primeiro), este Beijaço contou com apoio de ativistas que reivindicaram:
* Propostas de Políticas Públicas voltadas para a equiparação dos Direitos Civis entre héteros e LGBT.
* Apoio a Carta aberta aos candidatos brasileiros – Manifesto Pró-Casamento Igualitário no Brasil ( @gaycasamento )
* Aprovação do PLC-122, que criminaliza a homofobia.
Atraindo a atenção de quem passava pelo local, lésbicas (em maioria), gays, bissexuais e héteros finalizaram o ato por volta das 18:00.
O único candidato destas eleições a comparecer foi o Sargento Fernando Alcântara
Quem é Fernando Alcântara de Figueiredo?
Nasceu em Recife (PE) em 19 de setembro de 1973. De 1992 a 1995 foi Soldado da Aeronáutica. Em fevereiro de 1995 ingressou no Exército como aluno do curso de Sargentos, formando-se em novembro daquele ano e permanecendo na Arma até junho de 2008. Escritor, personagem da história recente do país por protagonizar com seu companheiro, também Sargento, Laci, emblemática exposição pública do relacionamento íntimo que possuem a mais de dez anos e os desdobramentos da perseguição que ambos sofreram. São o primeiro casal gay a declarar publicamente esta condição, ainda na ativa no Brasil e no mundo. Hoje preside o Instituto SER de Direitos Humanos cuja missão é a proteção a vítimas do preconceito. Atua também no Grupo Tortura Nunca Mais do estado de São Paulo.
Mais fotos
Por Mike_Wino aqui
14 setembro, 2010
Entrevista
Concedi a TV Chams (canal da comunidade árabe brasileira) uma pequena entrevista sobre a mulher “Ocidental” e o Feminismo.
Sábado 10:30 e 18:00
Quinta: 00:00
NET – 9
TVA Analógica 99/72
TVA Digital 186
Ou assista online aqui
Estou apreensiva quanto à edição (afinal, nunca apareci na TV).
Assim que souber a data exata de exibição comunico vocês :)
8 junho, 2010
Caminhada Lésbica 2010
Após o susto da noite anterior, acordei feliz para participar da Caminhada Lésbica, o horário previsto eram ás 12:00, cheguei vinte minutos antes e não havia ninguém na praça, quer dizer, apenas três homens e um deles com uma câmera.
- Vocês vieram para a Caminhada?
- Sim – apareceram cinco moças, avisaram que o caminhão chega ás 13:00-
- Certo, muito obrigada. Vou almoçar no Shopping.
Na Spoleto a Be me ligou avisando que logo estaria por lá. Encontrei algumas mulheres queridas: Tamy, Manina, Smelly, Dinha, Poly, Auad, Mara, Denise e conheci outras tantas, como a Cristal e Dri Guedas.

Dancei Like a Prayer (minha preferida da Madonna), Le Tigre, Abba e outras :)
Veja mais fotos: Terra, De Bandeira, Dykerama
Qual a importância da Caminhada?
Lésbicas são invisibilizadas. Quando optam por mostrá-las abusam de estereótipos “para hétero ver” incitando a idéia que o desejo lésbico é incompleto e serve apenas de entretenimento sexual masculino. A parada gay é apoiada pelo Estado visando o lucro, a mídia não mostra a pluralidade dos casais focando-se em Go-go boys e travestis, distorcendo o conceito de amor livre. Estas mesmas emissoras de televisão camuflam anualmente as notícias de mortes e violências em decorrência da lesbofobia, transfobia e homofobia. Anulam em suas novelas a prática não heterossexual e programas de humor ridicularizam a luta de ativistas. Caminhemos todas.
10 fevereiro, 2010
Beijaço
A minha amiga Zaíra (@souminha) com outros organizadores idealizaram o Flash Mob Beijaço dia 07/02/2010 (entenda o motivo aqui)
O Yuri infelizmente não pode me acompanhar: Fez uma cirurgia no olho direito para corrigir sua miopia (10 graus), não podendo tomar sol e outras estripulias além-lar. O ato ocorreu ás 17:15 na avenida Paulista, meu receio inicial era não conseguir companhia pois imaginava que a maioria ali seria hétero e definitivamente eu não queria beijar homem. Meu Gaydar é falho e não é porque a garota sente atração por mulheres que meu cabelo vermelho e olhos de ressaca – e modéstia – farão topar me beijar.
Cheguei em cima do horário e quando a Zaíra apitou para que o Beijaço começasse, logo achei meu par e tão logo ela se juntou a nós.
Infelizmente muitos casais se beijaram escondidos temendo por sua reputação, o que nos desanimou um pouco.
Logo chegou uma Drag *_*
O nome dela é Tchaka e atraiu todos os flashs para si, pediu meu guarda chuva beesha, me deu selinho, fotos flashs e tal. Quando o semáforo fechava, invadíamos a faixa de pedestre com faixas e pedindo legalização do aborto, por um estado laico e abaixo a homofobia.
Saí em um jornal (minha prima disse que me viu, não sei em qual), nos portais: Terra, G1, Vírgula, R7…
Obrigada a Cely, Be, Zaíra, Katy, XL tod@s @s presentes em especial da maravilhosa Tchaka. Valeu super a pena
Obs: Meu pai ligou pra me parabenizar, meus amigos e parentes estão orgulhosos. Os únicos a me xingarem são Trolls lesbofóbicos em comentários onde as notícias foram publicadas. E pra eles estou cagando e andando.
Mais Fotos
23 março, 2009
There there
Bendito seja o 13º! Graças a ele vi Radiohead ontem =D
Como sou muito sortuda, dias antes o tempo mudou e eu descobri o sorvete de maracujá da Soroko (sorveteria com opções veganas de sorvete de massa). Então eu estava muito mal da renite/sinusite \o\
Saí aflita pro show, porque sou muito ansiosa e acordei já estressada porque ainda não tinha preparado os lanches nem feito o almoço. Sempre sofro por antecipação e no final as coisas dão certo :P
O tempo combinava com Radiohead: Chuvoso e cinza com o sol tímido. O Yuri bem mais tranquilo que eu, preparou uns lanches com tofu e milho que estavam ótimos (pelo pouco que senti do sabor, afinal meu nariz é uma merda).
Fiquei pensando se seria mesmo correto assistir um show na “Chácara do Jockey” já que sou contra Jockeys, só pensei isso nos últimos momentos antes de sair. O chão era gramado o espaço bem amplo, encontrei a Carol e ela é super simpática =D
Depois de um tempo entrou Los Hermanos e foi muito bom. O ruim foi ver apenas uns pedacinhos do palco porque não sou lá muito alta, já o Yuri tinha uma vista privilegiada do palco (ás vezes me levantava pra que eu visse).
E o tal Kraftwerck é monotono (não me xinguem). Uma hora de pé em um show sonífero com garoa fina não é muito animador. E entrou o Radiohead…Gentem, que show mais lindo *___*
Nunca vi coisa tão linda antes, a iluminação, tudo mesmo! Cheguei a conclusão que as sereias devem ter a voz do Thom Yorke, que coisa hipnotizante G-zuiz!
Aí quando tocou Karma Police eu fudi minha garganta de vez “I lost myself”. Morri *_*
Saí quando tocaram Paranoid Android, não aguentei ficar até o final. Estava com a cabeça doendo.
O efeito canguru
Sou daquelas pessoas que pulam freneticamente no show sabe? Só que com renite isso vira dor de cabeça. Então eu tentava me controlar, aí pulava novamente e ficava meio enjoada, me desanimei um pouco por isso.
Sou uma idosa (aos 22 anos)
Alguns fatores que me aborrecem em shows:
- Cigarros fedem mais do que maconha e é inevitável não levar baforadas na cara.
- Copinho plástico de cerveja na multidão é uó. Derrubam na gente ficam com um hálito nauseante e “felizes” e/ou “valentes”.
- Arranjar treta em show é ridículo.
- Fazer mosh também é, porque ninguém é obrigado a ser arrastado pras celebrações “felizes” de brutalidade.
- Um copinho de água R$ 5,00 !!!!
- Grupos de machinhos: Rindo, falando das moças, falando qualquer coisa daquele modo imbecil.
Eu juro que queria um chá de camomila.























