07.20.09

Quero ir para Bahamas!

Enviado em Animais às 12:40 pm por Deborah Sá

Turistas e moradores de uma praia nas Bahamas têm uma companhia inusitada nos banhos de mar. Na ilha Big Major Spot, é comum ver porcos deitados na areia ou mergulhados na água cristalina, conforme reportagem do jornal britânico “Daily Mail”.

002O fotógrado Eric Cheng descobriu a presença dos suínos nadadores caribenhos durante uma expedição fotográfica de mergulho.

“Estávamos no sul das Bahamas para fotografar tubarões. Nosso comandante, Jim Abernethy, ouviu falar que havia porcos em Big Major e decidimos conferir. Ao se aproximar da praia, é possível ver os porcos, cor-de-rosa ou marrons, deitados na areia”, contou Cheng ao jornal.

O fotógrafo contou ainda que não sabe como os porcos domésticos passaram a viver na praia, mas que os locais estão acostumados com eles, alimentando-os por anos. Há até quem se anime a acompanhá-los em mergulhos.

ok

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=906079&tit=Porcos-nadam-em-meio-a-turistas-em-praia-nas-Bahamas

07.16.09

A humanidade me deprime

Enviado em Animais às 2:07 pm por Deborah Sá

Jovem condenada por assassinar um gatinho vaiou agressivamente ativistas dos direitos animais nesta quarta-feira (15). Rindo excessivamente ela gritava que havia colocado o animal indefeso dentro de um forno a 500 °C. Protesto dos ativistas dos direitos animais “Já está morto, cadela!” berrava Cheyenne Cherry, mostrando a língua, logo após uma audiência no dia 6 de maio que a colocará na cadeia por um ano pela morte do animal.

Cheyenne  Cherry, de apenas 17 anos, foi acusada de crueldade animal e tentativa de roubo. O gatinho, chamado Tiger Lily, foi abandonado dentro do forno para morrer depois que Cherry e uma colega de 14 anos invadiram o apartamento de Valeria Hernandez, destruindo a mobília antes de roubar DVDs e alimentos. Após sua prisão, Cherry disse aos policiais que o assassinato do gato foi “só uma brincadeira”. Durante o julgamento, ela admitiu que não se importou com o fato da colega mais nova ter colocado o gato no forno. As garotas deixaram o apartamento porque não queria ouvir os gemidos do gato ou os arranhões desesperados, de acordo com as autoridades. A segunda garota está enfrentando o julgamento na Family Court por causa de sua idade. Tiger Lily, o gatinho assassinadoAssim que deixou a corte, Cherry se deparou com uma multidão de ativistas dos direitos animais chocados com seu crime. “Justiça para Tiger Lily”, diziam as placas. A jovem zombou dos ativistas e fez gestos obscenos. A garota já possui antecedentes em crimes contra animais. Ela foi detida ano passado por usar uma arma para roubar um Yorkshire com o intuito de vendê-lo para pesquisas médicas. Ela também foi presa por roubar o iPod de um homem. Os defensores dos animais que protestaram representam as mais de 20.000 pessoas que assinaram uma petição on-line exigindo uma punição mais severa para Cherry. A garota, atualmente em prisão preventiva, enfrenta a sentença formal no dia 31 de julho.

Essa era a gatinha

Essa era a gatinha

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=10594

Sério, tô quase chorando aqui

01.28.09

O PETA quer os machinhos!

Enviado em Animais, Questão de Gênero tagged , , , às 10:01 am por Deborah Sá

“O PETA, ONG de defesa dos animais famosa por estampar famosas nuas em anúncios, elaborou um comercial bastante provocativo para passar na TV americana, mas foi vetado pelo canal NBC.

No comercial, mulheres nuas esfregam legumes pelo corpo enquanto mensagens como “estudos mostram que vegetarianos são melhores no sexo” aparecem na tela. A propaganda passaria no intervalo do SuperBowl, a final do campeonato de futebol americano, mas foi vetada pelo canal.”

Fonte: http://vista-se.com.br

Ou querem ridicularizar a causa vegetariana.

Ok, busco compreender que no PETA há gente realmente interessada em reforçar a conscientização da exploração animal. Ou reforçar a causa bem-estarista, anyway…

Vão agora dizer que vegetarianos tem tesão por cenouras, nabos ou qualquer legume fálico. E por que diabos não têm homem na propaganda? Deve ser porque ia ficar gay demais e não ia pegar bem (!). Tem que colocar umas gostosonas, assim todo machinho vai comer bifinho escondido, e a salada na frente da gostosa. Reforçando também o estereótipo de que vegetariano só come salada! Não é uma maravilha? A primeira coisa que me veio à mente foi: “Nossa, cagou no pau!”.

A cobrança por masculinidade é tão nociva quanto à cobrança pela feminilidade. Nos valores impostos na masculinidade está o uso da violência, a misoginia, a falta de empatia com outras formas de vida que não sejam de algum proveito, seja da cópula ou da servidão.

Ou seja: “Serei simpático/empático até conseguir meu objetivo”.

“Tudo o que faço é pra comer mulher, malho, trabalho…”

Cara, esta merda de propaganda é nociva para as mulheres e para os homens. É como um atestado de que um homem não é nada além do pinto que lateja, que não há nenhuma possibilidade genuína de empatia, apenas uma encenação com propósito sexual.

É vergonhoso.

12.29.08

Estrada

Enviado em Animais, Cotidiano às 8:55 am por Deborah Sá

Viajei neste natal, fui para uma cidade no litoral norte do Rio de Janeiro. Foi muito relaxante, embora os dois primeiros dias fez-se sol e os outros se fez chuva =P

Houve momentos nos quais me senti deslocada, graças á minha ideologia vegana.

* Me recusei a andar de charrete, por duvidar do tratamento dos cavalos, não estavam visivelmente machucados. Mas não pareciam “felizes” e quem ficaria? Levando sete, oito pessoas, pra cima e pra baixo? Eram dois cavalos por charrete e ás vezes usavam chicotinhos neles. Adiantava eu brigar?

* Charretes são comuns por lá.

* Passei por alguns açougues com o simpático nome de “abatedouro”.

* Mesmo avisando antecipadamente minha estadia para a ceia de natal, minha ceia foi: Arroz, batata palha, alface e frutas.
Todas as outras saladas colocaram maionese e/ou carne. Desculparam-se quando expliquei minha situação na cozinha.
Vi um leitãozinho sem maçã na boca, olhos fechados e o meio do corpo vazio, só com ossos da costela, porque tinham comido a carne. A cabeça, as patas traseiras, o rosto e a bunda continuavam lá intactos. Pra mim foi triste e apavorante.

* Nos primeiros dias comi praticamente arroz e salada de almoço e janta. No café da manhã tinha pão francês e mamão. Para onívoros, muitas opções.

* Me recusei a ir pescar, e assim como na charrete não achavam que havia maltrato. Até porque depois de ter as bocas perfuradas os peixes eram jogados de volta na água.

Houveram coisas muito positivas também ^^

* Quase todo dia eu tomei açaí.

* O Yuri também não foi pescar e me apoiou. No fim ninguém andou de charrete o/

* Uma garçonete fez amizade comigo e foi até a minha mesa perguntar se eu estava “encontrando o que comer”, e perguntando por que não comia nada de nenhum bicho.

* Nos últimos dias eu tinha uma grande variedade de verduras e legumes, teve até um dia que teve batata smile *__*

* Nos últimos dias teve feijão marrom sem carne *___*²

* Comi um pé de moleque com amendoins gigantes.

* Na volta fizemos uma marmitex gigante com um tabule delicioso que serviam por lá. Comemos tudo no ônibus com bolachas =)

* Vi galos soltos.

* Os passarinhos entravam voando dentro do restaurante “numa boa” e ninguém se incomodava, era diário vê-los passando pertinho da gente.

* Um gatinho vaquinha de olhos verdes muitos carinhoso, que virava a barriga só de chegar perto.

* Eu vi um gambá lindo de morrer passando pela janela e fiquei descontrolada chamando o Yuri acenando freneticamente o/ \o/ /o

* Salvei um sapinho muito pequeno que entrou no quarto, colocamos ele em um copinho e levamos para fora, era tão pequeno! Coração batendo e mexendo o pescoço, uma graça.

* Fiz carinho em alguns cavalos de charrete, e eles eram muito mansos, embora só olhassem para frente quase sempre.

* Joguei fliperama com o Yuri e também aqueles discos de mesa o/

* Fui semi-crudívora =B

* O lugar era muito bonito.

* Ganhei mais livros!

* A família do Yuri foi muito legal comigo.

* Ninguém me deteve em lugar algum pelas minhas axilas. Temia que me expulsassem da piscina ou algo do tipo.

* Tomei um pouquinho de sol, passei fator 50 e não estou ardida.

Momentos memoráveis:

- O pai do Yuri falando BBG: Big Brother Gugu, porque uma dessas lojas de conveniência da estrada pertencia ao Gugu.

- Eu perguntando onde era o sanitário e o cara me falando: “Segue a praquinha meu amô”.

- Eu e o Yuri discutindo com o vendedor de picolé na praia, porque a embalagem estava escrita leite em pó e o vendedor teimava que não:
“Essa embalagem aí não tá com nada, confia em mim”. Acabamos pelo óbvio de limão.

- Cada um ganhou uma alcunha pra ser usada no walk talk do meu cunhado de 9 anos. Inclusive eu: A mulher tofu.

12.01.08

Such a silly girl

Enviado em Animais, Cotidiano, Desabafos tagged às 9:23 am por Deborah Sá

Hoje enquanto eu ouvia “Te First of the gang to die” o ônibus brecou bruscamente. Parei a música, muitos ficaram apreensivos dentro do ônibus, mas a grande maioria mostrou impaciência pois ao que tudo indicava, ocorrera um atropelamento.

Eu fiquei apenas curiosa, já que não era a primeira vez que o ônibus que eu estava, batia em alguém…

O ônibus acelerou lentamente, e eu que estava em um dos últimos bancos vi passar devagar um senhor que arrastava um Schnauzer preto pela coleira peitoral. Fiquei sem ação.

O cão mexia a cabeça ainda, parecia bem assustado e suas patas dianteiras não mexiam.

Os comentários que ouvi foram os mais variados possíveis:

- Só um cachorro

- É de madame não sabe andar.

- Se fosse pequeno ia voar…uahahha

- Tadinho…

 

E eu fiquei com a maior cara de tacho. Sabe aquela grande sensação de impotência? Merda de mundo…se fosse um humano, o motorista pararia, por obrigação…e os passageiros desceriam do ônibus. Mas um cão? Oras! Iam ficar completamente ultrajados de ter o percurso de sua viagem interrompido por um reles cão.

 

Para os animais, todos os humanos são nazistas.

 

Um pouco adiante, passei em frente ao memorial que construíram para as vítimas do acidente da TAM. Havia a seguinte faixa: “Queremos respeito com a vida humana”.

Para continuarmos vivos só podemos ser duas coisas: Ou sádicos ou masoquistas. Mas creio que ambos.

 

Dói-me o peito ver estas situações e me sinto frustrada por não mudá-las. Não tenho nome famoso, fama, dinheiro…o que me aproxima de fato da grande maioria das pessoas. Me sinto em plena era da escravidão, como se andasse por uma cidade em ruínas, mas que maquia e vende sonhos para desesperados compradores.

Pés descalços e manchados,somados a miséria nos rostos debochados, na terra que não é minha, mas é território dos que calejados tentam me assaltar. Eu não quero carregar o mundo nas costas, queria livrar o mundo da dor. Mas talvez sejamos apenas animais carniceiros e cínicos.

Todo mundo adora ver nos filmes, aqueles que lutavam contra o nazismo, os que cospem na cara de seus algozes, ou ainda quando um legítimo filho de nazista, luta frente a frente com seus familiares. Todo mundo acha a coisa mais maravilhosa. E hoje é exagerado tacar farinha na madame que anda de casaco, quem sabe no futuro serão os heróis?

Buzinas, confetes, megafones e amplificadores em minhas orelhas, claro que não posso me manifestar, sou autoritária se o faço.

As minhas lutas são silenciosas, pois não me é dado o direito de gritar. Às vezes me revolta, e às vezes esta revolta me deixa sem ação, até quando agüentaremos a castração em massa, de quem vai contra a massa?

11.06.08

O que Jesus faria em meu lugar?

Enviado em Animais, Cotidiano, Crenças, Desabafos tagged , , às 7:59 pm por Deborah Sá

Essa é uma colocação que muitos adoram fazer. Acham horrenda a história da crucificação de Cristo. “Deus mandou seu único filho para o sacrifício de nossas almas”.

Hoje passei em frente a uma casa, tinha um lindo labrador marrom de olhos claros. Já havia o afagado outras vezes, fiz o mesmo. A alguns metros dali havia outro cão. Este, era preto, e seu pêlo era médio e embaraçado. A cada passante, o seu rabo balançava, na esperança de um pouco de atenção. Aproximei-me. Ele abanou o rabo (a pontinha era branca). Seu pêlo era um pouco duro, seus olhos castanhos e dóceis. Enquanto ganhava carinho, abria as perninhas deitado de lado. Como se mostrasse a pata traseira pra mim.

Quando me afastei olhei pra trás. A patinha traseira que ele levantava na verdade estava machucada. Ele mancava e saiu pulando. Perdido, sozinho. E ninguém se importava com ele.

Eu quis chorar, na verdade, choro agora.

O trânsito foi muito longo, e enquanto eu ouvia Belle & Sebastian (que combina magistralmente com a garoa e a cidade), pensei na frase que deu título a este post.

E o que Jesus faria em meu lugar?

Eu não sei…mas o que faria um cão no meu lugar?

Os animais são grandes mártires. Muito mais resistentes em vários aspectos. Quando eu me corto, reclamo de dor. E quantos cães machucados eu não vejo todos os dias? Quantos não mancam e irreversivelmente tem sua mobilidade reduzida?

Passando por um caminhão, vi homens fortes na janelinha, eles estavam espremidos. E quantos animais não estavam em situações muito piores que aquela?

Quantas vezes eu passo em frente a granjas, todos de crista caída, imóveis, vejo as donas de casa com suas saias até o joelho, estampas floridas e dinheiro amassado na mão. Quase sempre é um chinês. E há uma horrenda janelinha onde provavelmente se vê a morte.

Deus mandou seu filho? Pra morrer pelos nossos pecados? Poderia cessar então, já que milhares de animais morrem todos os dias para saciar nosso costume e paladar. Isso é bem menos nobre bem mais vergonhoso.

Jesus virou vitela? Não, ele já tinha 33 anos. Se fosse abatido teria antes de estar bem gordo. Sua mãe, de tetas doloridas sangrando, dando além de sua capacidade. Ao final de sua vida “produtiva”, ela viraria um ingrediente de uma lanchonete qualquer, com um brinde em caixinha colorida. Uma vaquinha sorridente no brinde do mês? Cairia bem…muitas caixinhas de leite o fazem. Entregando a um estranho mais um mártir.

Você adora o seu Deus? Você adora Maria? Vá em frente.

Eu prefiro admirar a vaca. Ela dá seu leite, não por escolha, mas pela falta dela. A cada término de gestação, se vai o filho. Diria ela: “Perdoai, eles não sabem o que fazem?”.

09.22.08

Eu, radical.

Enviado em Animais, Cotidiano, Crenças, Desabafos, Questão de Gênero tagged , , às 1:45 pm por Deborah Sá

Em minha vida pessoal e virtual, sou taxada de adjetivos que são ofensivos para a maioria das pessoas. E a minha reflexão leva a crer que são grandes elogios, haja vista quem os diz.

 

Ser radical, é ser radicalmente contra determinada ação, postura ou hábito. O que parece de difícil compreensão a maioria das pessoas é que quando todos concordam, o argumento não se torna inquestionável. Muitas idéias hoje vistas como absurdas, eram perfeitamente aceitas no passado. “Como pode? Escravidão de negros, que absurdo…”

 

E os que pensam diferente o que ganham por aqui? A fama de loucos, tontos, fanáticos. Mas os outros em suas certezas nunca são fanáticos…

Eles são normais. Quando os fanatismos alheios têm muitos adeptos, estão corretos. “Como pode tanta gente estar “errada”"? A voz da massa é a voz de Deus?

Basta a maioria acreditar em Deus e ele existe? O senso comum é portador da verdade?

Imagine por um instante algo que você é radicalmente contra (aborto, estupro, infanticídio…). Como seria aceitar que a maioria das pessoas do mundo fosse a favor? Que em festas familiares, mídia, trabalho e etc as pessoas se divertissem ao contar o quanto é banal cometer tais atos. E quando você se manifestasse falassem:

-Credo que radical, é só uma fodinha (no caso do estupro), eu tenho muitos vídeos que comprovam que mulheres/crianças gostam disso mesmo que inconscientemente, tem a lei de tal parágrafo que permite isso…você acha que as leis aprovariam atos repressores?

 

 

Ao se manifestar você é taxado de opressor, sendo que coagido a manter silêncio, variavelmente não consegue se segurar depois de ouvir tantas “pérolas”, eles sim, eles podem falar o quanto querem, pois são protegidos e fortificados na certeza de que a maioria das pessoas está ao seu lado. Em seus argumentos ponderados e medianos são ovacionados.

 

Os tomates quase podres dão um bom molho.

04.22.08

Geni?

Enviado em Animais tagged , , , às 2:53 pm por Deborah Sá

Semana passada trouxe consigo grandes tristezas. Em meu bairro surgiu um cão há pouco tempo atrás que estava muito debilitado, eu (juntamente com minha irmã) compramos a medicação necessária e com a colaboração de um bom vizinho que cuidou dele, ficou muito bem. Curou-se e vivia andando pelo bairro “todo imponente” de cabeça erguida e latia para quase todos.

Foi batizado de Shrek.

Não demorou muito para que outro cão surgisse, este foi batizado de Beethoven. Ambos brincavam o dia inteiro na rua e levavam sua pacata vida de cão. Corriam atrás de alguns carros, caçavam pombos e dormiam na calçada alheia.

 Shrek era o líder, latia e não aceitava carinhos a não ser da mulher e o senhor que cuidavam dele e o alimentavam. Não mordia, apenas latia e se afastava.

Já Beethoven era muito sociável e gostava “de fazer festa” com qualquer um que lhe dedicasse atenção, pulava alto e demonstrava muita alegria.

Quando Shrek notava o afago que seu companheiro ganhava, ia tentar separá-lo aos latidos.

Para afastá-los bastava falar mais áspero, bater o pé ou bater com um guarda-chuva no chão. Pronto, saiam de perto.

Na quinta-feira (dia 17), ao chegar em casa meu pai me conta:

- O Shrek e o Beethoven foram envenenados.

Pedindo mais detalhes ele me disse:

- Cheguei na rua e as crianças estavam querendo chutar o Shrek ao redor dele fazendo bagunça, quando cheguei perto pararam de rir e mudaram a postura “coitadinho do cachorrinho – disseram”

O Serralheiro com ironia e malícia dizia ”não adianta não…já morreu”.

Meu pai então viu, Shrek e Beethoven mortos, de coleira.

Disse que na Casa de Ração do bairro falaram que se fossem levados a tempo, provavelmente seriam salvos.

Não é a primeira vez que os animais na minha rua são brutalmente assassinados. O pior é que ninguém sabe exatamente quem é que comete estes atos. Há somente especulações e não provas concretas.

Alguns vizinhos os achavam “chatos” pois o Shrek gostava de latir e o Beethoven de pular.

Cães fazem coisas de cães, assim como crianças fazem coisas de crianças.

Algumas crianças da minha rua fazem coisas que me irritam profundamente, como gritar nos feriados (enquanto tento dormir) ou gritar de medo quando solto meus cachorros para um passeio. “Ahhhhh vão me morder!” “Eu tenho medo do cachorro de olho vermelho” ¬¬’

O cão de olho vermelho, nada mais é do que um Cocker babão, o Ted que é o cão mais bobo da face da terra e que apanha até que mosquito. Mas não, para eles é o Pit-Bull assassino.

É da natureza do cão latir, e por sua maneira de pedir carinho (pular) ele merece ser morto? Pois ele late ao invés de falar ele merece ser morto?

Meus vizinhos ouvem funk de madrugada enquanto tento descansar, nem por isto tenho o direito de ir matá-los.

Já perdi um cão nos meus braços morto por envenenamento, eu sei como é horrível para ele, a dor e o sufocamento, vê-lo tremer e perder a coordenação motora até definhar em um suspiro agonizante. Por este mesmo motivo sou contra o envenenamento de ratos…

 

Para os animais eles vivem em Dogville. Os humanos são nazistas impiedosos que testam em sua raça inferior e tortura-nos até a morte. Por sua cultura, por seu prazer, por seu paladar.

É frio, é monstruoso e asqueroso.

Não creio que a expressão “humanitária” se aplique a atitude humana.