27 abril, 2012
Nós
Não me falta teto, não me falta sangue
Não me falta tremor e gozo, não me falta corpo
Não me falta amor, não me falta o som das unhas no pêlo
Não me falta um gosto.
Sede ampla, sede aberta e desabrochada,
Sede úmida e tenra, como a manga em toda polpa
Sede líquido que desce por entre as pernas em torrente
Sejam nossas mãos entrelaçadas
Sejam os arranhões e as marcas nas ancas
Sejam seus sussurros em meu ouvido
Sejam rompantes das gargalhadas que escapam
Seja meu peso sobre o teu
Que o tempo seja uma categoria lá fora
Daquelas tantas que não nos cabem
E que sua língua me habite
Para quase todo sempre
gabidomi disse,
27 abril, 2012 às 8:38 pm
Lindo o poema!!!
Denise. disse,
3 maio, 2012 às 11:21 pm
Aquela Deborah que com suas palavras torna meus dias melhores …
renatalima91 disse,
17 maio, 2012 às 10:00 pm
Que lindo.
Que linda e delicada e forte e profunda é você.
Deborah Sá disse,
22 maio, 2012 às 1:54 pm
Obrigada ♥