27 janeiro, 2012
Que sejam
Que sejam biscates, que sejam bichas luxuosas,
Que sejam saias minúsculas e sorrisos debochados
Que sejam sapatões de moicano e cabelos coloridos
Mulheres de cueca, homens de fio dental
Batom vermelho ornamentando vastos bigodes
Que sejam Poliamor, multiamor, multicolor
Que explodam faíscas de olhares fascinados.
Que sejam corpos e fluídos, sorrisos e gozos.
Que sejam descobertas e desabrochares
Que sejam o suor de alívio e o tremor de deleite.
Que sejam corpos de tons vívidos
Matizes sob o prisma de prateadas jóias.
Indevidos são os que se acometem com nosso alvoroço
Entorpecidos por despertarmos luxúria
Incorretos são os que pensam que assim somos por ansiarmos ódio
Por não nos “darmos respeito”.
Todos os que estão abaixo do sol merecem deferência
Discretos ou escancarados
Com a altivez de um trotar indomável
Nem acima, tampouco abaixo
Somos onde quer que transitemos, majestosos.
Sara disse,
29 janeiro, 2012 às 5:02 pm
lindo demais…parabéns.você escreve muito bem.
Cintia costa disse,
29 janeiro, 2012 às 9:16 pm
Meu esse foi pra mim o melhor post de todos os tempos!!!!! Mano vc é MARAVILHOSA!!!!!!
Tati disse,
29 janeiro, 2012 às 10:17 pm
Sejamos sempre mais, mais o que somos.
Flávia disse,
30 janeiro, 2012 às 10:49 pm
Lindo, lindo…quase chorei!
Aline Ruiz disse,
31 janeiro, 2012 às 11:30 am
excelente!
apenas sejamos.
Letícia Szot disse,
1 fevereiro, 2012 às 1:43 am
que lindo, que delícia, que sensação de liberdade! é assim que todos os poemas deveriam ser.