04.13.09
Na natureza selvagem
Assisti neste feriado a este filme e devo ressaltar que não me impressionou. E ao contrário do que alguns podem afirmar, não se deve ao fato do filme ter caçadas e a visão antropocentrista.
Ele é cansativo por se estender desnecessariamente. Desde o início o protagonista deixa claro que seu desejo é se desprender dos valores de elo que a sociedade prega entre a propriedade e os laços consangüíneos. E então busca formar um elo entre ele e a natureza,se inserir nela como “homem”. Neste “homem” está a sobrevivência nos recursos naturais e aí entram as caçadas e a busca por informações que o ajudem a sobreviver no Alasca. Ele deseja viver andando pelo mundo, (quase) sem dinheiro. E a última parada é no Alasca.
Nascido em “berço de ouro” com um pai capitalista e autoritário (sim, é um homem branco, grisalho e de olhos azuis), e uma mãe que tenta se afirmar, mas sempre cede aos caprichos do marido (cabelo ao estilo capacete e colar de pérolas) e uma irmã mais nova que “é a pessoa mais próxima de compreendê-lo”. Ótimo aluno, termina a faculdade, doa o dinheiro de suas economias para uma ONG e bota o pé na estrada. E nesta estrada conhece muitas pessoas. Casais liberais, bichos-grilo, “homens de bar”… Mas não se prende a ninguém, nem faz sexo quando uma moça assim o deseja. Desapego.
[SPOILER]
Morre por comer uma planta venenosa por engano. Um pouco patético, mas bem plausível já que é baseado em uma história real. Sua história foi descoberta em sua narrativa descrita em seu diário de bordo.
[/SPOILER]
Senti uma pequena identificação com o personagem por levar as coisas “a ferro e fogo”. Mas onde está o equilíbrio quando este não existe além da caricatura irreal do cidadão-perfeito?
Michel Amary Neto disse,
16 Abril, 2009 às 11:52 am
Advinhou, queria muito ver esse filme! Peguei uma vez o comecinho dele e achei interessante. Fiquei com vontade de ler o livro e Thoreau também.Por acaso voce contou o final ?? ¬¬