04.29.09
E o Diabo criou a raiva
E viu que era bom.
Acabei de por a raiva pra fora e sabe? É algo gigantescamente bom. Não esmurrei ninguém. Só fiquei estressada pra caralho porque a porra do expediente foi corrido =D
E faz três dias que tento falar com a Telefônica e pedir que me expliquem a fatura =D
Mas nenhum atendente consegue =D
Cada um me passa valores diferentes =D
Nenhum desses valores batem com o da fatura =D
Um dos fornecedores promete uma coisa, eu cobro o dia inteiro e não adianta bosta nenhuma =D
Chego em casa e fico sem sono, agitada, mexendo na internet e acabo dormindo tarde =D
Acordo podre =D
Fazem dois dias =D
Amanhã tenho que chegar mais cedo novamente =D
E acho que hoje vou tomar sorvete (vegan) pra comemorar essa loucura toda.
PS: Nada como ouvir música no fone MÁXIMO no banheiro dançando de raiva.
04.14.09
Tomate e orégano
Comer é amar-se de dentro pra fora. É acarinhar o que dentro habita. É recompensa e lembrete. É infância resgatada e celebração entre amigos. Comer é sorrir e sentir prazer no calor que se faz em dia chuvoso. É ver fumacinha e embriagar. Comer é tão bom que talvez depois que partirmos daqui, será um dos primeiros itens que sentiremos falta.
Creme vegetal soya + uma rodela de tomate + orégano + pitada de sal * assado até virar torrada / dia chuvoso e cinza = Eu divagando.
04.13.09
Na natureza selvagem
Assisti neste feriado a este filme e devo ressaltar que não me impressionou. E ao contrário do que alguns podem afirmar, não se deve ao fato do filme ter caçadas e a visão antropocentrista.
Ele é cansativo por se estender desnecessariamente. Desde o início o protagonista deixa claro que seu desejo é se desprender dos valores de elo que a sociedade prega entre a propriedade e os laços consangüíneos. E então busca formar um elo entre ele e a natureza,se inserir nela como “homem”. Neste “homem” está a sobrevivência nos recursos naturais e aí entram as caçadas e a busca por informações que o ajudem a sobreviver no Alasca. Ele deseja viver andando pelo mundo, (quase) sem dinheiro. E a última parada é no Alasca.
Nascido em “berço de ouro” com um pai capitalista e autoritário (sim, é um homem branco, grisalho e de olhos azuis), e uma mãe que tenta se afirmar, mas sempre cede aos caprichos do marido (cabelo ao estilo capacete e colar de pérolas) e uma irmã mais nova que “é a pessoa mais próxima de compreendê-lo”. Ótimo aluno, termina a faculdade, doa o dinheiro de suas economias para uma ONG e bota o pé na estrada. E nesta estrada conhece muitas pessoas. Casais liberais, bichos-grilo, “homens de bar”… Mas não se prende a ninguém, nem faz sexo quando uma moça assim o deseja. Desapego.
[SPOILER]
Morre por comer uma planta venenosa por engano. Um pouco patético, mas bem plausível já que é baseado em uma história real. Sua história foi descoberta em sua narrativa descrita em seu diário de bordo.
[/SPOILER]
Senti uma pequena identificação com o personagem por levar as coisas “a ferro e fogo”. Mas onde está o equilíbrio quando este não existe além da caricatura irreal do cidadão-perfeito?
Vergonha de comer
Talvez se você caro leitor for gordinho ou ex-gordinho me entenda muito bem (ou tenha empatia e imaginação). Certa vez conversei com uma moça que me contou que tinha tanta vergonha de comer em público que na escola comia no banheiro. O assalto na geladeira na madrugada também é emblemático nestas situações do círculo vicioso de: – Vontade / Desejo – Conflito – Ação da vontade – Culpa – Conflito – Punição:
- Foda-se, agora que comecei termino o pacote. * Vômito e/ou jejum prolongado * Culpa e frustração
Quem nunca viu alguém obeso entrando em um ônibus? Quem nunca ouviu um obeso ser xingado em público? Comendo uma paçoca e pensando: “Nossa olha como ele come, essa deve ser a última da dúzia que ele deve ter comprado”?